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quarta-feira, 27 de dezembro, 2006
Vila BES

O Banco Espírito Santo tomou este ano a iniciativa de transformar a histórica vila de Óbidos na histérica Vila Natal. O evento decorre desde 1 de Dezembro até 6 de Janeiro pelo que julgo ser ainda oportuno este post, dirigido principalmente àqueles que terão, como eu tinha, uma pequena curiosidade em saber que palhaçada virá afinal a ser aquilo.
O que é a Vila Natal não cheguei a saber. Mas o autêntico desfile de horrores que era a mostra de árvores de Natal de plástico, decoradas pela sociedade civil das redondezas, colocadas numa rua de acesso à entrada da vila não augurava nada de bom. Fiz centenas de quilómetros para me deslocar ao local e no entanto, o facto de ser cobrada uma taxa à entrada foi o suficiente para me recusar prosseguir com a loucura e preferir morrer na praia. Lá estava inesperadamente uma barraca com o letreiro “bilheteira”, lá estavam naturalmente os picas junto ás cancelas implacáveis com os penetras, e lá estava obviamente uma fila de proporções bíblicas para a comprar dos ingressos a 4€. Em qualquer país minimamente civilizado aquela barraca não ficaria de pé mais de dez minutos. Em Portugal faz-se bicha ao frio para se ser extorquido de livre vontade. Se o BES quisesse cobrar bilhete de ingresso nas suas dependências bancárias estaria no seu direito. Agora usurpar um espaço histórico e público e vedar-lhe o acesso é uma provocação de espírito nada natalício e muito pouco santo. É como se o Banco Millenium cobrasse bilhete a quem contemplasse a árvore de Natal gigante na Praça do Comércio… Bem, é melhor estar calado e não dar ideias!
O único ponto de interesse em Óbidos por estes dias será a fabulosa amostra de pins pornográficos exposta no quiosque do lar de idosos, logo à entrada da vila. Ali poderemos apreciar e adquirir as mais diversas posições do Kama-sutra ao som do jingle-BES.

Nota: foi corrigida a data de encerramento do evento para a data correcta, 6 de Janeiro.

Publicado por jorge b pelas 09:53 PM | Comentários (4)
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quinta-feira, 27 de abril, 2006
Nostalgia

Descobri recentemente uma música de 2003 duns gajos chamados ALPHA, chamada "Elvis". Recomendo. A malta à volta dos trintas e tais (note-se que não é á volta dos trinta, é à volta dos trinta e... tais) vai concerteza fazer uma breve viagem no tempo, ser transportada até ao tempo das matinés das discotecas, quando chegava a altura dos slows... Good all times!!
Aqui fica a letra para abrir o apetite para uma busca do ficheiro mp3 na net. Também na compilação "City Lounge:New York-London-Paris-Berlin" disponível na amazon.

Look into the dark night
I’m dancing in the shadows with you
There’s a world waiting out there for us to see
...
And beneath the starlit blanket
Dreams are made of solid gold
I just wanna be the one to hold you there
When you’re cold

With so many pictures on the walls
Of five billion minds
We just need to take them out sometime
Y’know and start living the good times
...
Decent dreams and pictures make you airborne
When you close your eyes

That’s why i wanna fly with you tonight
No one else, no one else can make the flight like you
So I wanna fly with you tonight
And no one there, oh lord oh lord (?)

I’m obviously indebted to you
By the way you make me feel
Ice cold warm heart
Is always gonna be able to turn a dream to real
I say
I’m touching all horizons with you
I got my sights on solid gold
I feel superhuman baby
Y’know like the way the marvel make man feel in their shows
Now check out what my mind say
Check out what my words say
Check out all my actions
I just want your satisfaction because

Youknow cause I wanna fly with you tonight
Oh no one else, no one else can make the flight like you
So i wanna fly, oh, with you tonight
And make dreams, make a dreams a real life
I can oh

You got to take my hand lady
Oh yeah
Then you’ll understand what i’m saying
And you know we gonna find the ideal destination
I say I say
I, I wanna fly with you tonight

Publicado por jorge b pelas 11:28 PM | Comentários (13)
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segunda-feira, 27 de março, 2006
Todas as balas são legais

O Governo acaba de lançar uma campanha para recolha de armamento disperso entre a bandidagem e demais população civil. Mas atenção, nada de confusões, só as armas ilegais devem ser entregues. Convém repetir, só as armas ilegais se faz favor. Apesar da diferença entre as congéneres legais ser abissal, como aliás se pode facilmente constatar na foto em apreço, há quem teime em fazer confusão.
Ao que parece a campanha não se estende ás munições.

Publicado por jorge b pelas 03:40 PM | Comentários (0)
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quarta-feira, 8 de março, 2006
Dia

Publicado por jorge b pelas 11:09 AM | Comentários (1)
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terça-feira, 21 de fevereiro, 2006
O nosso baton

Graças ao ácido fosfórico em que é rica, a espuma da cerveja faz bem à pele, ajudando a preservar o estado das células.
in "DiaD", público 20-02-06.

Publicado por jorge b pelas 10:49 AM | Comentários (0)
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segunda-feira, 24 de outubro, 2005
Little sun

"Beautiful, charming, intelligent, opened, sophisticated, soft lady. i am curious about a lot of things, enjoy to discover the world and like new experiences, can learn fast new things :). i love driving, travelling and almost all different kind of activities :). i am looking for mature, intelligent, responsible gentleman to create a serious relation with and explore the world of nice things. partner, who shares my interests and life values, who wants and can make me happy."

Publicado por jorge b pelas 02:15 PM | Comentários (0)
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sábado, 11 de dezembro, 2004
Pop.midia (reloaded)

Um gajo faz o impensável: Larga um tacho numa empresa cotada na bolsa para se dedicar e se possível ganhar com a pop art. Para já, é merecidamente falado na ‘Máxima’ e aqui no 'espécie' porque é capaz de criar ambientes também impensáveis, desde o muito ácido ao muito lounge, conjugando harmoniosamente cores e paisagens surreais mais ou menos lineares, mais ou menos orgânicas, duma forma capaz de fazer o Warhol roer-se de inveja. Pelo caminho, é capaz de transformar aquelas fotografias onde estamos vergonhosamente mal ou as outras, onde não estamos, em verdadeiras obras de arte pop, impressas em papel ou tela. O trabalho completa-se com o emolduramento, num serviço completo e de nível, porque o gajo percebe daquilo.
E porque é difícil descobrir algo único para oferecer a nós ou aos outros, pode ser uma boa aposta, a popmidia@sapo.pt. Para conhecer in loco e ficar flabergasted!!!, com o que está exposto no showroom, não há como ir até à Malveira, ali para as bandas de Mafra, e espreitar o nº 10 B da Rua Primeiro de Maio.

Publicado por jorge b pelas 11:57 PM | Comentários (1)
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sexta-feira, 28 de maio, 2004
Kill Bill

É assim como beber vinho a martelo por um flute de cristal. Tarantino serve.

Publicado por jorge b pelas 10:21 AM | Comentários (1)
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sexta-feira, 7 de maio, 2004
Lolita

Lolita (1962), não é apenas o pior filme de Stanley Kubrick. É um filme muito mau, a roçar o patético, de onde apenas Peter Sellers sai ileso.
Nabokov não teve culpa absolutamente nenhuma.

Publicado por jorge b pelas 04:22 PM | Comentários (0)
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quinta-feira, 15 de abril, 2004
Rock in pântano

Olh'ó festivau!Começo a desesperar pelo dia seguinte ao último dia do festival rock in rio. A ver se acaba, duma vez por todas, se oferecem os bilhetes que têm para oferecer, vendem os outros e as cervejas que têm para vender, pagam as contas, pagam as fortunas às estrelas, as suites milionárias, demais mordomias, e se despacham. Já não há mais pachorra para este tipo de peregrinação colectiva tão consensual, para tanta promoção e veneração, para o histerismo e a megalomania gritante deste festival franchising.
Ilustração: Nuno Alves, in www.who.pt

Publicado por jorge b pelas 02:17 PM | Comentários (2)
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segunda-feira, 29 de março, 2004
A culpa não foi do gato

Ola o passalino!Vejo "Yi-Yi" até onde posso. Já receava que assim fosse. É para já o filme emprestado que mais tempo tive em minha posse. Após duas tentativas que me levaram ao sono, interrompidas depois por uma avaria no DVD, voltei à carga, sentado o menos horizontalmente possível no chão da sala.
Elogiado pela critica reputada e galardoado por Cannes, peça de cinema sono intelectualmente correcta portanto, a pôrra deste filme é um dos mais potentes soporíferos que já alguma vez tomei. E nem à terceira tentativa consegui aguentar os 160 minutos. Ainda tive tempo de ver aquela mãe de família de Taiwan queixar-se ao marido... A sua mãe estava internada lá em casa em estado de coma e, a conselho médico, teriam os membros da família que falar diariamente com a velhota, mãe e avó, contar àquela ouvinte inconsciente, por exemplo, aquilo que faziam diariamente, na esperança de com a conversa fiada a fazerem recuperar consciência. A mãe de família, após algumas crónicas à beira da cama, apercebe-se então o quão sem história é afinal o seu repetitivo dia-a-dia, o quão banal é a sua existência, constata que não sabe mais o que dizer de novo à mãe entrevada. Sim, wellcome to reality, so what ? Aparentemente, este tipo que problema existencial seria mais que suficiente para me resgatar para o filme. Mas não. Não há novidade, é apenas mais uma história passada num decrépito ambiente suburbano com vista para o aqueduto, história igual de milhões de vidas, demasiadamente arrastada e monótona. Pouco mais deu para ver porque adormeci ao som do sono ronronante do meu gato.

Publicado por jorge b pelas 02:07 PM | Comentários (2)
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segunda-feira, 12 de janeiro, 2004
Notícias do Espaço

Helena debita a lengalenga do costume para o diário de bordo, uma maquineta muda com luzinhas, como não podia deixar de ser. É o mote para mais um início dum episódio do Espaço: 1999 . 2ª Série.
A Sylvia farta do Gerry Anderson (casal que na vida real produzia o Space 1999) pediu o divórcio e quem se lixaram foram os fãs dos até então 24 episódios (1ª série). Pior sorte tiveram o professor Bergman, Paul, Kano e Dr. Mathias, que perderam o ganha pão, simplesmente desapareceram dos novos episódios sem explicação e jamais será feita uma alusão aqueles heróis (sei lá, por exemplo, o Koening num ataque de nostalgia podia dizer para o barbeiro da base lunar "Hoje faça-me um corte á professor Victor Bergman!"). Dos restantes ilustres, Sandra é agora tratada por "Sahn" e muitas vezes substituída por uma chinesa qualquer, e Alan tem uma presença irregular.
As histórias giram á volta dos casalinhos Koenig e Helena, Tony e Maya. Imaginem o Dallas passado no espaço... É quase. A Dra. Helena deixou o seu habitual ar impassível estando agora mais assanhada. Continuo a conseguir imaginá-la de lingerie e saltos altos, mas vejo-a também com um chicote na mão, o que é assustador e não faz o meu género. A recente aquisição Tony, como o próprio nome indica, é um ciumento com um sotaque estranho, obcecado pela Maya que por sua vez é mulher para deixar todos os extra-terrestres com água ou qualquer liquido similar na(s) boca(s). Os sacanas têm bom gosto. O Koenig, como já não anda mal encaminhado pelo desgadelhado Bergman, agora anda sempre penteadinho com risquinho ao lado.
Mas as alterações não se ficaram por aqui. O novo produtor americano, um tal de Freiberger, mudou a musica e o genérico iniciais e alterou radicalmente o cenário do Centro de Controlo, tornando-o mais claustrofóbico e banal. Elas agora usam saias, eles camisas com gola e casaquinhos.
Felizmente mantiveram-se os realizadores e técnicos, e algumas histórias são muito bem apanhadas, contendo diálogos de antologia, como este entre Koenig e um gajo que se materializa em pleno Centro de Controlo da base lunar Alfa, auto-intitulado de o Criador:
KOENIG: "Quem é você ?"Só uso o bigode assim para agradar a Maya!
(DEUS?):"Sou o vosso Criador."
DR. EVIL: Right!!!!.... (vide "Austin Powers")
(DEUS?):"Tudo bem, não precisam de se ajoelhar para me adorarem."
KOENIG: "Não é esse o nosso estilo."
(DEUS?):"Está a duvidar das minhas credenciais ?"
KOENIG: "Ainda não apresentou nenhumas."
(DEUS?):" Oh, não o censuro. Todos essas mui imaginativas obras de ficção a que vocês chamam de religiões, repletas de falsos deuses, atrofiaram-vos a mente. No entanto, asseguro-vos que eu sou aquilo a que se pode designar por artigo genuíno..
ESPECTADOR, EU: Sim sim, e eu sou o Napoleão! Espetem-lhe já com um raio laser no focinho!
(DEUS?):"Vocês terrestres sempre foram a mais céptica das minhas criações."
KOENIG: "É a nossa maneira de ser. Já devia saber isso.."
(DEUS?):"Cépticos, cínicos, ruins.... Talvez por isso sempre tive um fraquinho por vocês..."

Publicado por jorge b pelas 08:50 AM | Comentários (0)
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sexta-feira, 2 de janeiro, 2004
Arrependimento

Manguito á chinesa!Super-Inframan aka. The Chinese Superman, foi durante muitos anos o filme da minha vida... Devia ter 5 ou 6 quando vi num cinema aquele que terá sido o tetravô dos actuais inenarráveis .Power Rangers.. Fabricado em Hong Kong .INFRAMAN looked like a giant step above Japanese sci-fi B-movies in the mid-70s. It all came down to an exciting masterpiece containing impressive visuals, plus lightning fast action and choreography the Shaw Brothers were known for. Many see this as a rip-off of the POWER RANGERS, but not many have noticed this movie being around for almost 25 years! It's that good considering its age." (É o IMDB quem o diz!) Nada ilustre como filme da minha vida (terá sido mais o filme da minha infância) mas foi o filme que me abriu definitivamente o apetite pelo cinema e aguçou-me o fascínio pela ficção cientifica. E não fui a única vítima.
Está disponível apenas para a zona 3.
Outra relíquia, Lifeforce aka. .As Forças do Universo. (salvo erro), um filme injustamente esquecido de Tobe Hooper (Massacre no Texas, Poltergeist) que passou muito discretamente pelos cinemas nacionais há uns 15 anos atrás. É daqueles que não passa nem na televisão, nem no clube de vídeo, nem nos sites da internet. Simplesmente desaparecido, DVD só zona 1 mas com 15 minutos de filmagens adicionais. Uma história muito bem produzida por italianos, sobre uns vampiros espaciais cujo passatempo preferido era sugar a .força da vida. de toda a gente que iam conhecendo. Numas cenas algo controversas para a época, Mathilda May aparecia toda descascadinha! Inesquecível! O argumento era de Dan O.Bannon (Alien, Tottal Recall).
Arrependo-me profundamente não ter comprado um leitor DVD multizona.

Publicado por jorge b pelas 08:49 AM | Comentários (0)
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sexta-feira, 12 de dezembro, 2003
Nóticias do Espaço

- Na cama sou capaz de te levar á lua!Felizmente até agora todos os extraterrestres que apareceram falam um inglês impecável e há tamanhos de roupa para eles na Zara. No ultimo episódio, uma extraterrestre muito bem penteada apaixonou-se pelo comandante Koenig e o gajo deu a face. Quem começou a ver o caso mal parado foi o pai da pequena prateada que gostava mais do humano como cobaia para as suas experiencias antropológicas que como genro. A ideia de ter netos com a cara do comandante começou a atormentá-lo e vai daí, foi uma trabalheira separar os pombinhos e recambiá-lo de volta para a base lunar onde a Dra. Helena o recebeu sem cíumes e sem saber do affair.
Saruman mais novo, quando era fã dos Kiss! Os episódios sucedem-se psicadélicamente delirantes e sucedem-se as aparições de actores ainda mais clássicos que a própria série: Christopher Lee, um dos mais famosos dráculas de sempre, o Saruman do "Senhor dos Anéis" ou o Conde Dooku da "Guerra das Estrelas"; Peter Cushing o eterno Van Helsing e o barão Frankenstein, ambos dos saudosos filmes de terror dos anos 60/70 da Hammer.
Cada episódio do "Espaço 1999" é uma pequena e bem hermética obra de arte tecno-kitsh imperdível. Sempre que se justificar e não tiver mais nada que escrever, voltarei á antena com mais notícias.

Publicado por jorge b pelas 10:07 AM | Comentários (0)
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quarta-feira, 10 de dezembro, 2003
Espaço 1999 em 2003

BUY
Como qualquer gajo com mais de 30 anos, não pude deixar de ficar indiferente ao acontecimento editorial do ano: a edição de todos os episódios do .Espaço 1999. em DVD (1ª fase composto por 6 = 25 episódios). Lá mandei vir o pacote, a minha primeira compra pela Internet.
PLAY
Passados todos estes anos, senti alguma emoção quando no écran vi surgir o celebre genérico da série, com a sua inconfundível musica e a as habituais cenas do episódio que iremos ver dentro de momentos. Só por esta comoção, dei automaticamente por bem empregues as 10 mocas. Depois comecei a ver a série, vinte e tal anos mais velho.
As interpretações estão muito convincentes, os decors a la 2001 estão fabulosos e as histórias tem um dom psicadélico que justificou o encantamento de toda uma geração.
PAUSE
A lógica dos episódios do espaço 1999 acenta no seguinte princípio: .Tudo o que pode correr mal, vai correr mal.. Depois, para resolver a história, 90% das vezes sem explicação, .tudo o que deveria correr mal, vai correr bem.. É linear e para mais explicações é favor dirigir-se á inteligência cósmica suprema mais próxima da lua.
Aqui ficam algumas observações, após 3 episódios visionados. Sempre que achar oportuno, voltarei á antena.
Personagem mais dispensável:
Mr. Kano. Em vez dum bem disposto Eddy Murphy, o negro de serviço é pessimista, ri muito raramente e só nos segundos finais dum episódio. Curiosamente, era a personagem de quem eu mais gostava quando era puto. Nas minhas brincadeiras fazia sempre de Kano, enquanto os outros putos todos se degladiavam para ver quem fazia de Alan ou de Comandante. Isto pode explicar muita coisa...
Personagem mais desprezível:
Mr. Paul. É o homem de confiança do comandante Koening. Um .yes man. de bigodes desprezível que logo no 2º episódio, assim que vê Sandra perder o namorado, começa a fazer-lhe olhinhos. Não se faz! Se a minha memória não me falha, o Alan ainda lhe há-de ir aos cornos num episódio lá para a frente e que quero ver se não perco.
Personagem mais comestível:
O panorama é deprimente. Nesta primeira leva de episódios ainda não aparece a Maya, que como é sabido, era mulher e tinha ainda a vantagem de se poder transformar em qualquer outro objecto vivo. Ainda assim, a Dra. Helena leva grande vantagem sobre Sandra. Apesar desta ultima ser mais nova, é baixinha e parece presa demasiadamente fácil. A outra parece sempre mais inacessível, para a idade está muito bem conservada e, apesar daquele ar sempre impassível, consigo facilmente imaginá-la de saltos altos e lingerie preta.
Personagem mais interessante:
As Eagle. As navezinhas são um verdadeiro espectáculo. Têm manípulos de mudanças e são bastante confortáveis. Não há ali nada de imagens de síntese, apenas aqueles modelos reais que fazem um basqueiro para levantar voo e aterrarem. Gostava de receber uma daquelas miniaturas no natal.
Truque#1 para se ver da melhor maneira o .Espaço 1999.:
Aqui fica apenas mais um truque para quem quiser ver a série e suprimir por completo qualquer pequeno vestígio de tensão que eventualmente possa sentir durante o desenrolar dos acontecimentos de cada episódio: sempre que aparecer uma eagle a ser pilotada por alguém sem ser o Alan, é certo, era uma vez uma nave.
RESUME PLAY

Publicado por jorge b pelas 11:04 AM | Comentários (0)
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sexta-feira, 7 de novembro, 2003
One minute post

- É só carregar neste botão e transformo-me num 'serial porno-photographer'!
"One Hour Photo" ("Camera Indiscreta", de Mark Romanek, 2002, em DVD) é mais um grande filme daqueles talvez demasiadamente discretos para o gosto do público em geral, apesar de contar com o popular e versátil Robin Williams, em mais uma grande interpretação. São filmes assim que me fazem (ainda) acreditar no cinema 'made in Hollywood', filmados sem grande aparato, sem as habituais concessões à disciplina comercial dos grandes estúdios.
É uma das mais bem contadas histórias de suspense e medo dos ultímos anos. O tipo de história que faria as delícias de Hitchcock.

Publicado por jorge b pelas 10:35 AM | Comentários (0)
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quinta-feira, 23 de outubro, 2003
Hero

Grande maralha da China!
Ao contrário desta minha sazonal gripe que me força a escrever e a conectar-me de casa, não é normal constipar-me com filmes, engripar-me com quaisquer dramas passionais, emocionar-me, por mais dramáticas que sejam as histórias que polvilham o imaginário e arquitectam os protótipos dos "sentimentos puros". A minha resistência a Shakespeare de algum modo sempre me envergonhou, acusando-me de falta de sensibilidade, de ausência de romantismo.... Mas sempre me pareceu a mim que em todas aquelas histórias passionais havia sempre alguma coisa menos impoluta nas relações, nas personagens. Muitas histórias de amor acabavam mal porque infligiam sofrimento atroz e insuportável a terceiros, cujos dramas também não deixavam de inspirar em mim compaixão e compreensão.
Temos tentações inatas para construir becos sem saída mas também a habilidade de estarmos sempre alerta e sabermos construir pelo menos uma saída de emergência. E essas vítimas dos amores impossíveis, proibidos ou condenados, sob a desculpa da loucura do amor e da paixão, sempre ignoraram a eventualidade da coisa dar para o torto.
Ou seja, não havia personagem alguma imaculadamente isenta de algum pecadilho ou defeito de fabrico, ainda que impreceptível, mas sempre oriundo desse lugar lúgubre que é a natureza humana. Ora isso sempre activou em mim um processo de desmistificação, um exercício inconsciente algo cruel para com o aparentemente sublime. Em todas as histórias, inventava interiormente alguma desculpa para a tragédia que surgia afinal como corolário lógico, .estavam mesmo a pedi-las!.. Acreditava que cada final, por mais infeliz que fosse, era afinal merecido, espécie de justiça divina que o agiota contador da história secretamente aplicava para, causa primeira, choque e sofrimento maior de quem lê, eficácia portanto, causa segunda e directamente relacionada com a primeira, poder com isso lucrar... As histórias de final feliz levava-as o vento ou prendia-as a inveja. Temos muito mais tendência para ficar a remoer uma injustiça e consolarmo-nos na desgraça alheia.
Shakesepeare de lado, histórias de amor do cinema moderno à parte, (.Paris Texas. ?! uma comédia!), dramalhões de novela à distancia, o drama bem português, logo, diversamente ficcionado, historiado e especulado, de .Pedro e Inês., sempre suscitou em mim uma anormal consideração, pelo menos na sua versão mais corrente e romântica. Aquela coisa de se arrancarem os corações pelas costas, aqueles beijos em cadáveres em decomposição, tudo aquilo dava um excelente filme gore! Mas além disso, aquele drama, história de amor casto e cristalino, assim relatada, sempre me tocou deixando-me algo desconfortável perante a injustiça, a pureza dos personagens vítimas, em claro contraste com as personagens carrascas das nossas vidas, e a vileza dos terceiros da história, movidos apenas por um paranóico e deplorável medo de perder o poder. Ora isto fazia automaticamente de mim um gajo afinal normal e não um monstro insensível como pintava este pintor de auto-retratos. Havia aqui algures uma réstea de sentimento e solidariedade pelo drama passional, algures uma lágrimazita espreitava ainda que logo de seguida se recolhesse para o sítio de onde viera. Pedro e Inês, bela e inspiradora história de amor, o romance ideal, sem traições e com sacrifícios, e lá está, um final infeliz, senão provavelmente nunca teria chegado aos nossos ouvidos como milhentas outras histórias que as haverá, de reis e rainhas, filhos e primos, com paixonetas secretas, que amores tão ou mais sublimes e intensos viveram e a sacrifícios também obrigados foram sujeitos, mas porque tiveram desfecho feliz .olha acho que já não sinto nada por ti, Que coincidência, eu também!., nem à história passaram.
Recentemente
, ouvi na Voxx, um brasileiro que em entrevista a um programa da especialidade (quartas, 21-22) dizia-se percorrer o mundo, e agora em Portugal, estudioso do homossexualismo neste país pai durante a idade média, adiantou números de perseguidos, torturados e condenados à morte pela inquisição, acusados de tais práticas desviantes, e lançou à baila o nome dum rei português reconhecido sodomita (lamento não fixei o nome) e ainda o nome de Pedro, o da Inês. Teria sido afinal bissexual o então príncipe, ao que parece, antes, durante e após Inês. Ora não sei como, expliquem-me, porque apesar desta minha tolerância pelas diversas inclinações sexuais, formas diferentes de amar ou saciar o desejo sexual, fenómenos cujas explicações só a cada um dizem respeito, se não vejo naquela história senão outra mácula, como é possível, após ter tomado conhecimento desta novidade histórica, pequeno detalhe, como é possível que todo o significado, todo o esmagador poder dramático da história de Pedro e Inês e a revolta que inspira, se tenha desvanecido quase por completo ? Hoje apetecia-me dizer que tomara não ter sabido aquele pormenor escondido da vida do, então não duvido, pervertido Pedro, tomara que ele tivesse sido fiel e heterossexual, coisa rara eu sei, mas mesmo por isso, contra a banalização do humanamente vulgar, tomara que continuasse a existir dentro de mim aquele respeito pela arrebatadora história de Pedro e Inês. É que por mais corações despedaçados pelo destino ou arrancados pelas costas, por mais sangue e lágrimas que o dramalhão protagonizado por um bissexual meta, não terá a mesma cor e tempero duma história de amor heterossexual, sem adultério (Ou com adultério também podia ser, veja-se .a insustentável leveza do ser., o quão de traição não há por ali, o quão apaixonante é a história, o quão com ela se identificou toda uma geração e outras inspira.)
E com isto, pretendia eu falar de .Hero., um filme chinês produzido por americanos, que, atrevo-me a dizer, tem a mais bela história de amor de sempre contada pelo cinema. Não é normal, mas já vi o filme 4 vezes em quinze dias, e das 4 vezes emocionei-me, descontrolei-me.
Neste momento choro dos olhos, mas é da gripe.

Publicado por jorge b pelas 12:52 PM | Comentários (0)
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terça-feira, 23 de setembro, 2003
Finalmente ...

... O Resgate do Soldado Ryan. É o filme com mais guerra que já vi. Tal como não resistiu em pintar de vermelho aquela menina anónima na Lista de Schindler, Spielberg não resiste em salpicar da mesma cor a camera que filma na praia o caos do desembarque. Sentimento e realismo à la Spielberg. Afinal quem pretende ele enganar ?
... Thomas Moore. Ainda é cedo. Mas do que li, o mais interessante é uma citação de outrém, um monge italiano, parece: .Deus vê-nos com os mesmos olhos com que o vemos a ele.. Parece-me a antítese do filho. Olho por olho, dente por dente, ficamos pois quites, eu e Deus.
... Caminhada. Depois de várias diurnas, uma nocturna. As caminhadas parecem ter cada vez mais adeptos. Várias pessoas determinadas a .mandar uma perna para a frente da outra., na maioria desconhecidas, propõem-se caminhar assim quase sem mais nem menos por caminhos também desconhecidos. À noite, isto tem ainda menos lógica e não sai mais barato: Poupa-se no protector solar mas gasta-se nas pilhas. Brevemente saberei onde e quando é a próxima.
... Túnel do Marquês. Parece estar tudo pronto para o arranque da grande obra de Santana. Assusta-me ver Lisboa transformada numa grande e moderana cidade Europeia. Lembro-me de ter atravessado Bruxelas de carro quase duma ponta à outra sempre debaixo de terra, por túneis. E um daqueles painéis que publicitavam a obra na Praça do Marquês, mostrando fotos de como era a praça há várias dezenas de anos atrás e que .felizmente. tinha havido .progresso., só vieram reforçar em mim a convicção de como seria bem mais bonita a cidade naquele tempo, e como podia sê-lo já amanhã, com menos automóveis e sem túneis. Se ao menos isto fosse uma utopia, mas não é!

Publicado por jorge b pelas 10:31 AM | Comentários (0)
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segunda-feira, 21 de julho, 2003
Obrigado canal 2

Ver "Stachka" (A greve, 1925) de Sergei Eisenstein é como assistir ao "big-bang" do cinema.

Publicado por jorge b pelas 03:18 PM | Comentários (0)
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segunda-feira, 14 de julho, 2003
Micto-Arte

Andy Warhol concebeu uma série de quadros com urina e a malta agradecida comprou-os. Reza a lenda que quando não estava com a bexiga para ali virada, telefonava a amigos e pedia-lhes que passassem pela .Factory. a dar uma mijinha. Dois cafés e complexo B eram a receita dum mijo bem amarelo que ficava melhor na tela que na retrete. O Andy era marado dos cornos mas não tinha outra alternativa.

Publicado por jorge b pelas 01:41 PM | Comentários (0)
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segunda-feira, 7 de julho, 2003
Teatro de fogo

Para quem está farto de ver nas passagens de ano e outras comemorações, fogo de artíficio à borla, o festival da Inatel é uma excelente oportunidade de pagar para ver.

Publicado por jorge b pelas 01:41 PM | Comentários (0)
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sexta-feira, 4 de julho, 2003
Publicidade gratuita #2

Para quem vai a caminho do famoso e muito .in. Azeitão, vindo da mítica Coina, encontrará, quilómetros antes, os Brejos, com seu magnifico cruzamento, seus stands de automóveis á beira da estrada e o seu característico cheiro a frango assado. Também à beira da estrada, uns toldos verdes anunciam o self-service Brejoense, local equipado com portas de abrir eléctricas e onde se pode comer o bitoque mais barato do país. É verdade. Carne, ovo, batata frita e um acompanhamento à escolha, que pode ser uma das variadas saladas ou arrozes à disposição, petisco bem servido e a saber bem. É a melhor maneira que consigo imaginar para empregar quinhentos paus. São coisas destas que ainda me fazem ter alguma esperança por dias melhores.

Publicado por jorge b pelas 02:21 PM | Comentários (0)
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Publicidad gratuita #1

Apesar de irrespiráveis, os quitamachas Romar conseguem sacar totalmente as manchas, em especial aquelas do tipo pingue, sem necessidade de esfregar e sem deixar um cerco. Há venda nas mejores lojas dos trezentos.

Publicado por jorge b pelas 02:00 PM | Comentários (0)
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segunda-feira, 30 de junho, 2003
Finalmente...

...Relatório Minoritário . Aquela necessidade dum final tão ostensivamente feliz, um desculpem qualquer coisinha para nos repor os abalados índices de confiança... O filme podia ser muito bom não fosse tresandar a Spielberg.
...Um Roupeiro Para o Quarto . Depois de várias idas ao Aki, uma broca partida, alguns milímetros de desalinho e muito pó do estuque nos olhos, consegui terminar a primeira fase. Eu sei que a fase das portas de correr vai ser ainda mais difícil. Mas um gajo não pode virar as costas ao alicate, tem que ter confiança nas suas capacidades e nos folhetos faça você mesmo. A bricolage é uma boa maneira de se poupar dinheiro e ficar com os dedos roxos.
...Clube de Combate - Extremamente eficiente. Os revolucionários do sofá, apreciadores de filmes que façam pensar, têm aqui mais um desses happenings consensuais mas no fundo inofensivos. A par com Trainspotting, é uma referência para um público consumidor de supostos frutos proibidos, ritual de pretensa lucidez underground e contribuição para a demanda anti-sistema! Hollywood agradece.
...Sardinhas Assadas . Opto pelo barbecue descartável. Explico, um pequeno fogareiro preto, daqueles baratos que dão vontade de dar pontapés e enferrujam facilmente, carvão, peixe, pão e umas mãos sujas com carvão... Tudo o que é preciso para uma sardinhada. No final da época deita-se fora o fogareiro e pró ano compra-se outro. Aqueles barbecues todos catitas e onde afinal também se apanham de vez em quando sardinhas pisadas, ficam bem é na casa do vizinho. Olha, lá está o gajo a puxar-lhe o lustro.
...Mulholland Drive . O pior filme de Lynch, um gajo com muito bom gosto mas incompreendido.
...Posto de Escuta . Descobri. Na realidade não devo dizer nada de absolutamente relevante ou minimamente original para merecer constar naquele repertório de tiradas da nata blogueira nacional. Já desconfiava mas é sempre bom termos a certeza. Como provavelmente só falo para as paredes, poderá ser esta a vingança do boneco ? Preciso duma garrafinha de água com gás.

Publicado por jorge b pelas 02:05 PM | Comentários (0)
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quarta-feira, 25 de junho, 2003
Alien update

- Este não é o lado que me favorece mais...
Uma vez fiz 3000 quilómetros para ir tomar um copo ao Bar Giger no Chur, Suiça. O dia estava quente e apetecia-me algo fresco. Meti-me a caminho e isso fez de mim, automaticamente, um dos maiores fãs do homem que concebeu o monstro definitivo, a encarnação perfeita do medo. Recentemente entrei em contacto (mail) com o agente do Giger. Expus-lhe a minha ideia, possuir um original do artista, preferencialmente um quadro do tipo 'bio-mechanic landscape', aqueles que calculava seriam mais acessíveis. O agente respondeu-me informando-me que Giger já não pintava e estava inclusive apostado em recomprar muitos dos quadros que vendera, para agora .equipar. a colecção particular do seu museu. Ainda assim, se eu estivesse MESMO interessado, talvez me conseguisse algum quadro menos famoso junto de um coleccionador, mas que nunca me ficaria por menos de 5 ou 6 mil contos (!!) O pior não é não ter o dinheiro. O pior é não ter dinheiro e ter-se a certeza absolutíssima sobre o que se faria com ele se o tivéssemos...
Sou mesmo um fã, na verdadeira ascensão da palavra, do Giger, principalmente do Alien, criatura pela qual tenho um quase mórbido fascínio (há quem defenda que qualquer fascínio por aquilo só pode ser mórbido!). Como é natural sou consumidor da série de filmes, por ora, quatro obras primas do cinema fantástico, todos eles adjectiváveis mas todos quase impossíveis de ordenar por ordem de preferência. Cada filme parece ter tido o realizador e a história certa no momento certo. Ao contrário de outras sequelas, todos os filmes têm honrado o primeiro que por sua vez honrou a arte de Giger ao concretizar na tela, dessa forma tão palpável como só o cinema consegue, grande parte do universo perturbador do artista.
Esta minha lenga-lenga, serve apenas para anunciar ao pequeno mundo que me lê e que eventualmente, e porque terá mais que fazer, ande desapegado destas coisas, que o 5º filme está na forja. As filmagens podem começar ainda este ano. Sigourney Weaver não está dada como certa no filme, assim como não se sabe se a história se desenrolará no espaço, na terra ou no planeta nativo dos Aliens, hipótese mais interessante e defendida por Ridley Scott, o realizador do primeiro filme, que já mostrou interesse em participar no projecto desde que seja para acabar de vez com a série. James Cameron (realizador do 2º mas também desse monte de lixo irreciclável que é .Titanic.) poderá ser o argumentista e produtor, e Paul Anderson (Mortal Combat, Event Horizon, Resident Evil) o realizador de serviço fortemente apontado caso a opção do 5º filme seja concretizar a cantiga .Aliens vs. Predator., receita já experimentada com sucesso nos video-jogos e na BD. O competente Joss Weddon (escritor do 4º filme) é um dos prováveis guionistas também.
Melhor que a Lusa!

Publicado por jorge b pelas 08:17 AM | Comentários (0)
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segunda-feira, 16 de junho, 2003
Lábiatomia

(reloaded:18.06.2003)
No Sábado estive a ver televisão até tarde, passava da meia noite. Vi o rosa choque, um programa que serve para demonstrar o quão medíocres conseguem ser gajas supostamente respeitáveis como Julia Pinheiro naquele seu esforço ingloriamente histérico de dar nas vistas/cameras, Margarida Rebelo Pinto, versão gaja que não parece mas vende livros como o caraças, ou quão espertalhona e impossível de aturar deve ser a Teresa Guilherme quando alguém lhe diz .passas-me o sal ?.. Programa didáctico como se vê. Reparo que estou para aqui a dizer mal de pessoas que não conheço pessoalmente, numa maledicência quase como se fosse nas costas delas, sem hipótese de se defenderem. (Nunca percebi esta expressão do .falar nas costas. (!). Se alguém me falar nas costas, só se for surdo não vou ouvir! Mesmo que falem muito baixinho, os sussurros ou os beijos na boca serão audíveis. Proponho a expressão .falar longe das costas.) Mas ao mesmo tempo estou a promover de borla o programa, simplesmente por estar a falar dele. Vou agora parar uns segundos para tentar arranjar mais um subterfúgio qualquer que legitime esta minha pouco recomendável atitude e esclarecer-me... Arranjei. As gajas que se expõem daquela maneira estão mesmo a pedi-las! Dê-me um sinal de televisão e lutarei com as mesmas armas, ou que venham elas sem betume na cara e dir-lhes-ei frente-a-frente o mesmo que escrevo. Paciência, é um risco que corre todo o bicho careta que aparece na televisão, local que, como diz muito bem a fabulosa Madonna, .só é bom se for para aparecermos nele.. Nem tudo podem ser rosas!
Esclareço-me desde já que o que me agarrou ao televisor não foi aquele gajedo e que tal acontecimento, raro, não significou de maneira nenhuma um sintoma duma qualquer tele-dependência latente e inconfessada. De facto vejo tão poucas vezes televisão que cada vez que a ligo, vou sempre espreitar atrás a ver se lá estão as pessoas que aparecem no écran.
E como é natural, não me fui pôr á frente do televisor à espera dos sketchs patéticos do rosa choque ou captar esse momento sublime que seria ver a Teresa Guilherme de boca fechada. Não, como pessoa decente e altamente recomendável que sou, acabara de ver o .Lugar da História. do Canal 2, documentário sobre os sodomitas Espartanos, quando fiz um zappingzinho inocente daqueles tipo .não me apetece ainda ir já para a cama, deixa cá ver se está a passar alguma telenovela erótica venezuelana.. O Herman era o convidado. Não bastaria, mas o desenrolar dos acontecimentos, aquele visível fosso cultural, intelectual, a riqueza interior entre o convidado e as gajas, aquele escandaloso contraste manteve-me acordado mesmo depois de ver a Julia Pinheiro descascar um pepino, momento crítico da noite. A fulana agarrava no pepino como se tivesse a agarrar numa faca e vice-versa. A custo lá descascou a faca, perdão, o pepino, mas da forma fálica do mesmo e muito dada a piropos, que diga-se de passagem, não se verificaram .against all odds., restou uma forma paralelipipeda tipo construção Lego, sem restea de casca, obviamente. Lá explicou o humorista acossado que umas tirazinhas de casca eram necessárias porque continham umas enzimas que facilitariam a digestão. E foi este pequeno instante crítico, que me fez pensar sobre o que é afinal preciso uma gaja ter para aparecer na televisão... Saber descascar vegetais não é certamente. O tempo das cunhas já lá vai e só é válido para empregos burocráticos que ninguém quer. De aptidões técnicas, intelectuais ou físicas estamos falados... Ora, o que é preciso ? L-Á-B-I-A. O lábio pode fazer muito pela carreira de qualquer gaja, mas a lábia é a chave mestra que permite abrir todas a portas e escalar para o topo das audiências. Enquanto nós gajos utilizamo-la para fins pacíficos, como seja sacar o número de telemóvel da repositora apetecível dos presuntos pata negra no hiper, elas utilizam-na para se armarem em boas na televisão e ainda ganharem dinheiro com isso. Rapidamente entram num circulo vicioso, televisão, dinheiro, operação plástica, televisão, dinheiro, operação plástica, com muita roupinha de marca, sessões de massagem e pedicure, e anúncios para instituições de caridade pelo meio. De gajas absolutamente normais ou até a roçar o fatela mas com lábia, passam a gajas visivelmente suportáveis e hipoteticamente comestíveis com muita lábia.
No próximo Sábado, segunda parte do documentário sobre a cidade estado de Esparta.

Ps: Aparece também no Rosa Choque um fulanito inútil que, ao que parece, disse uma vez que se não fizesse televisão matava-se. Compreendamos o desespero. Afinal, a vida não está cá fora, está lá dentro... Esta espécie de auto lobotomia pode causar este tipo de delírio que depois resulta muito bem na televisão made by teresa guilherme.

Publicado por jorge b pelas 03:45 PM | Comentários (0)
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quarta-feira, 11 de junho, 2003
Dor na barriga

Tinha alguma curiosidade em provar comida africana e um dia destes, daqueles dias em que se está com tanta fome que venha o que vier marcha, arrisquei e mandei vir o prato do dia, moambada.. Rapidamente descobri que a carne vinha acompanhada de uma matéria gelatinosa e viscosa, à vista, uma espécie de cruzamento entre alforreca e massa de silicone transparente para vedar loiças de casa de banho! Aquilo é intragável! Mas é mesmo, não estou a exagerar. E qual experiência filosófica o tanas! Paguei 7 euros que me lixei que o dono do restaurante não tem culpa das minhas niquices.

Publicado por jorge b pelas 01:39 PM | Comentários (0)
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Feira

Volto à Feira do Livro pela segunda vez este ano, hoje de propósito para comprar o livro do dia da Editora Guimarães (das primeiras barraquinhas do lado esquerdo para quem sobe). Termos editoras que editam livros de autores como Nietzsche ou António Pocinho é actualmente a única coisa que nos distingue dos países do terceiro mundo. E por falar em Pocinho, a mui nobre editora Fenda não tem direito a barraquinha este ano. Há três anos seguidos que o .Elucidário Sexual. se mantinha naquelas bancas a 500 paus, a prenda ideal para oferecer às sogras deste miserável país. Este ano os livros da Fenda estão nas barraquinhas da Cotovia (as primeiras barraquinhas do lado esquerdo quem desce).

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quarta-feira, 28 de maio, 2003
Recarregado

Fui ver o Matrix Reloaded. O filme começa de forma espectacular, com a Trinity a atirar-se da janela dum arranha-céus, indo desamparada aos tiros por ali abaixo com um dos maus; isto mostrado em camera lenta e com todo o detalhe. Mas depois, o 2º Matrix tem 20 ou 30 minutos bastante assustadores. Em Zion, a cidade real (de realidade), há conselheiros, políticos, generais, traições, mães de família carentes e rave partys. Tirando a parte da rave, aquela penosa meia hora em muito me fez lembrar toda aquela intriga política e mesquinha, aqueles conflitozinhos hierárquicos que há nos novos .star wars.. E há aquela conversa lamechas e demodée do .the choosen one., que tinha esperança não fosse aprofundada neste 2º capitulo. Enganei-me. Foi-lhe dito que por artes divinas ele era o escolhido e o fulano neste capitulo já não tem disso dúvidas. Tão convencido que está que a determinada altura só à segunda consegue engatar um beijo como deve ser na Monica Bellucci (faz de mulher dum traficante de informação)! Desnecessário mesmo era vermos os esfarrapados pobres de espirito de Zion (o povo) ajoelhando-se com velinhas, oferendas e pedidos aos pés de Neo. Nem ali a malta tem juízo! Uma religiosidade que é depois levada ao cumulo do ridículo com o discurso inflamado de Morpheus dirigido ás massas antes de abrir a discoteca .underground., à boa maneira .MTV live. só que com muito mais calor e esfreganço, tudo salpicado com umas cenas tórridas de entremeio entre o Keanu Reeves e a Carrey-Ann Moss.
Mas o filme encarrila e acaba por ser um ilustre sucessor do 1º. Com porrada a rodos, tudo muito bem coreografado e sincronizado, muito pouco sangue e óculos inquebráveis... É limpinho! Mas um excelente elixir para os olhos, e acima de tudo, consegue pôr-nos os neurónios ás voltas com a filosofia matrix tornando tudo ainda mais complexo, como se fosse possível depois do primeiro capítulo.
Um surpreendente delírio visual e mental que vale todos os cêntimos do bilhete de cinema das segundas feiras.

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segunda-feira, 12 de maio, 2003
Visitor Q

Directamente do produtor...
O ultimo filme que vejo, começa com o pai a fornicar a filha adolescente e prostituta, e acaba com ambos a mamar nos seios da mãe também prostituta e toxicodependente. O que acontece no meio é algo parecido. O filme é japonês, é sobre uma família. Filme de culto á vista!

Publicado por jorge b pelas 10:04 AM | Comentários (0)
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quarta-feira, 7 de maio, 2003
Marilyn

- Este ano vou passar ferias ao Vaticano!Marilyn
Tenho curiosidade em ver Marilyn Manson ao vivo. Tenho admiração pelo gajo. A musica é potente e depois há aquela provocação que acontece simplesmente quando o fulano aparece. Tudo aquilo soa a artificial mas Manson está muitos patamares acima da mera fantochada. Há ali uma excelente produção artistica, toda uma acuidade visual impressionante. Como tudo o que é artificial tem a tendência para mais cedo ou mais tarde se tornar natural, há que aproveitar enquanto é tempo. O tipo vem cá a Lisboa, parece que dia 29.

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segunda-feira, 7 de abril, 2003
Prá estante

Os livros já lidos, já esquecidos ou que nunca foram lembrados começam cada vez mais a sair das estantes já com pó dos alfarrabistas e dos armazéns das editoras, e marcam presença em feiras com dias certos todas as semanas em diversos locais de Lisboa. Visito a Feira do Livro Manuseado, novidade ali na Baixa até meados de Abril, talvez sucedânea do Mercado do Livro da Ribeira que acontece duas vezes por ano. Apesar do nome mais técnico (.manuseado. é incomparavelmente mais chique que o vulgarmente .usado. ou não estivéssemos na Rua Augusta), a maioria dos produtos expostos parecem-se mais com os livros que ninguém comprou do que com aqueles que se comprou e não gostou ou que se recebeu de herança duma tia qualquer e que á primeira vista é tudo lixo e só não é porque entretanto há alguém conhecido que diz conhecer alguém capaz de comprar aquilo por atacado.
Surpresa nesta feira foi encontrar dois livros (visivelmente mais degradados que manuseados) de Nietzche, tipo que não é nada comum encontrar por estas andanças. Encontrei também uma enciclopédia da prática sexual, profusamente ilustrada com fotografias (não tem bonecos a simular, tem pessoas mesmo) algumas das quais agradavelmente explicitas, duma nitidez estonteante e que não deixam a menor duvida sobre como fazer, principalmente como e onde agarrar e... Excelente para aprender ou recordar umas palavrinhas de latim.
Estive tentado a comprar um livro que encontrei do maestro António Vitorino de Almeida. Ele compôs aqui há largos anos (largos = muitos; muitos = ainda não devia ser eu nascido) um livro com uma capa preta chamado .Coca Cola Killer., um relato infindável e insuportável mas cómico ao mesmo tempo (esta incongruência deixa-nos com uma sensação esquisitíssima atrás das orelhas que dura até não suportarmos mais aquele estilo de escrita e pura e simplesmente voltar a pôr o livro de lado) das aventuras dum tipo que era tipicamente qualquer coisa que acabei por esquecer e não é agora que me vou lembrar. Este livro que tive nas mãos (acho que o peguei com as duas mas não tenho a absoluta certeza) tinha no título salvo erro as palavras .herói. e .2000., o que foi inexplicavelmente suficiente para não ser um .best-seller.. Salvo erro outra vez, o .Coca.... começava com um gajo a ver filmes pornográficos no Olimpia, e este começa com um gajo, que pelo que entendi será o mesmo, a cair nas águas nauseabundas de Veneza. Não comprei, mas já estive em Veneza (terá sido isto uma oportunidade que tive de dizer que já estive no sítio mais fotografado do mundo ?) e posso afiançar que é verdade o que no livro o Vitorino diz; que Veneza está infestada (este infestada é termo meu) de setas a indicar a praça de São Marcos ou a ponte Rialto.
Outra surpresa, um livro que encontrei de Lena D.Água, poemas, livro fininho. Li um bocadinho dum poema e olhei para a contracapa. Tinha lá a fotografia da autora ainda nova. Voltei a arrumá-lo cuidadosamente onde estavam os outros vinte ou trinta impecavelmente preservados nesta feira de livros usados.
Novas sugestões para nomes de feiras com livros, venham elas: Feira de Restos de Colecção, Feira do Livro Manejado, Feira do Livro Compulsado, Feira do Livro semi-novo, Mercado do Livro Rejeitado, Feira do Livro com Erro Tipográfico, Feira do Livro com algumas Páginas em Branco mas que não faz mal porque a malta compra mesmo é para ter na estante.

Publicado por jorge b pelas 08:18 AM | Comentários (0)
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segunda-feira, 24 de março, 2003
Berserk


Um triângulo amoroso, uma pitada de homossexualismo, muitas batalhas, sangue a jorrar constantemente, e um final psicadélico. Vejo Berserk, um anime japonês, ou série manga, em 25 episódios, via ficheiros .avi previamente sacados da Internet. Como sempre, estes mangas japoneses são dados a muita gritaria e a estranhas configurações filosóficas, muito bélicistas. A violência é o escape lógico para a personagem em conflito interior, o caminho para se encontrar consigo própria. Filosofia e violência de mãos dadas com os destinos dramáticos dos heróis incompreendidos, solitários, violentos, mas imbuídos de valores neo-clássicos.
Ficaram-me as palavras de Grifith, o andrógino líder: .Não quero viver apenas porque nasci e estou vivo. Quero viver porque tenho um sonho para realizar. (...) .um amigo é alguém que está ao meu nível, que também tem um sonho. Alguém que por esse sonho é inclusive capaz de me matar..
Pois...

Publicado por jorge b pelas 09:19 PM | Comentários (0)
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