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quinta-feira, 2 de novembro, 2006
Estribilho do momento

Os nossos antepassados pré-históricos guerreavam por uma razão muito simples: por territórios que lhes dessem mais caça, para que fossem mais fortes e assim terem as melhores namoradas.
Na idade média guerreava-se também por uma razão muito simples: em nome de Deus, embora o motivo oculto para as hordas de alminhas que alimentavam os exércitos era sempre a expectativa do saque e a violação das namoradas do inimigo.
A guerra moderna, igualmente por uma razão muito simples, é remunerada: continua a fazer-se em nome de um Deus, mas um Deus negro que depois de refinado e transformado em gasolina, alimenta os automóveis com que se impressionam as namoradas. Orson Welles estava certo. Tudo o que fazemos, por uma razão muito simples, é para as impressionar.

Publicado por jorge b pelas 10:56 AM | Comentários (0)
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sexta-feira, 22 de setembro, 2006
Meiguices para cadelas infiéis

“As esposas virtuosas obedecem incondicionalmente ao marido. As desobedientes devem ser por ele afastadas da sua cama e espancadas.”
Corão

“O homem é o senhor indiscutível, o dono absoluto da família. A mulher não pode revoltar-se contra a sua autoridade e, se ousar fazê-lo, é necessário esbofeteá-la.”
Livro de Qaradhami

“Usar um pau fino e leve, útil para lhe bater também de longe. Bater-lhe apenas no corpo, nas mãos e nos pés. Nunca no rosto, senão vêem-se as cicatrizes e os hematomas. Lembrem-se de que os espancamentos devem fazer sofrer psicologicamente e não só fisicamente.”
Imã Mohammed Kamal Mustafá

“A recompensa daqueles que corrompendo a Terra se opõem a Alá e o seu Profeta será a de serem assassinados ou crucificados ou amputados nas mãos e nos pés, ou seja, serem banidos com infâmia deste mundo.”
Corão

Era a mais mediática voz que dissecava e denunciava a mediocridade implicita e explicta nos textos do Corão e da religião Islâmica. Travava nos ultímos anos uma luta contra o cancro e contra os fundamentalistas, tendo falecido às mãos do primeiro. Ambos tinham-na condenado à morte. Persseguida, vivia meio anonimamente em Nova Iorque, denunciava aquilo que dizia ser uma islamização da sociedade ocidental em curso. À custa da nossa tolerância, os pilares da nossa civilização estavam a ser minados por dentro. Pode parecer uma visão algo radical, mas quem ler por exemplo "A Força da Razão", escrito depois do 11 de Setembro, encontrará motivos mais que preocupantes que fundamentam aquela ideia. Oriana Fallaci morreu no passado dia 15 de Setembro.

Publicado por jorge b pelas 09:44 AM | Comentários (0)
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quinta-feira, 11 de maio, 2006
Caso Afinsa (reloaded)

Nada mais oportuno e premonitório que o meu anterior post, escrito antes do rebentamento do escândalo AFINSA.
Os crashes da bolsa são um dos mecanismos do sistema em que se verifica a necessária passagem massiva de capital dos pequenos e médios "investidores", as pessoas comuns, para os grandes guardiães de que falei. As pequenas tragédias, os pequenos e grandes dramas de quem fica sem as "poupanças duma vida" são o vapor que tem de sair da grande panela de pressão, tudo em nome da tal preservação da espécie.
Acontece agora o crash Afinsa, não totalmente fora de bolsa porque a empresa também é cotada indirectamente em Nova Iorque, com as acções da sua detentora, a Escala Group. a cairem de 32 dólares para perto dos 4 dólares em 3 dias. Mas a face mais visível do escândalo tem a ver com aqueles que investiram em selos, aliciados por uma remuneração á volta dos 7% anuais... A remuneração sempre sem falhas, paga na data certa, proporcionada pela Afinsa há mais de 25 anos, até nem era nada de especial quando comparada com a remuneração da generalidade dos fundos de investimento em acções comercializados pelos bancos. Faço notar a quem não se movimenta neste universo, que nos ultímos anos, quase que investindo de olhos fechados num qualquer fundo obter-se-ia um rendimento à volta dos 20% sendo certo que os fundos que investem na América do Sul, Indía, China, Russia, petróleo, em ouro e demais minério, têm obtido remunerações bastante mais elevadas, alguns à volta dos 90% (!) anuais. Se pode haver especulação com a filatelia e as obras de arte com que a Afinsa negociava (veja-se por exemplo os preços exorbitantes que algumas peças atingem nos grandes leilões), nada é no entanto mais especulativo que o mercado accionista, ele próprio um sistema piramidal. Ocorrem-me inúmeros casos na bolsa onde se verificou o que digo. Três exemplos na bolsa nacional, ocorridos há poucos anos atrás, em que empresas cujas cotações estavam exorbitantemente inflacionados e cujo valor especulativo superava em muito o seu valor real: A respeitável PT Multimédia chegou a transacionar nos 140 euros, com milhares de 'investidores' (pessoas comuns, as tais das "poupanças duma vida", embora supostamente mais arrojadas, bem informadas) a fazerem as suas compras recomendadas por gerentes de contas, analistas e barbeiros, promessas de que o céu era o limite. Alguns meses depois, as acções cotavam nos 7 euros. Foi o descalabro para muita gente que sofreu em silêncio, foram os ultímos a entrar na pirâmide, lixaram-se simplesmente. Os outros dois casos, a Reditus, chegou aos 40 euros, para depois se arrastar no euro e meio. Conheço um gajo que ganhou 4 mil contos numa manhã(!) Talvez alguém que me esteja a ler conheça alguém que ficou sem aqueles 4 mil. E a Pararede, depois duma subida fulgurante até cerca dos 50 euros, esteve mais tarde durante meses a arrastar-se pelos 15, 16, 17... cêntimos! Agora, depois duma subida fulgurante a alguns meses atrás, cota à volta dos 28 cêntimos.
A especulação piramidal continua na internet onde existem centenas de sites que prometem valorizações de dois dígitos à semana, ao dia, à hora! Verdadeiros burlões que continuam a actuar impunemente.
Ainda assim a taxa de 7% ao ano praticada pela Afinsa estava acima dos juros baixíssimos remunerados pelos bancos e era a estes que parecia estar a fazer concorrência, pelo grande número de pequenos aforradores mais conservadores, menos conhecedores dos mercados de capitais piramidais e mais avessos ao espírito especulativo dos mesmos.
Perante o desencadear das operações pelas autoridades espanholas, parece-me evidente que estamos perante uma cabala do sistema, dos lobbys e guardiães do costume. Só assim se explica o aparato, a intenção do pânico mediático, aquele assalto musculado á sede da empresa, como se no local houvessem reféns a libertar ou estivesse defendido por perigosos delinquentes.
É natural que se hoje todos os clientes da Afinsa quiserem resgatar o seu dinheiro, a empresa não tenha liquidez suficiente para tal. O mesmo aconteceria com qualquer instituição bancária, se de um dia para o outro, todos os seus clientes pretendessem sacar os seus depósitos, vice-versa se os bancos dum momento para o outro pretendessem que os seus empréstimos concedidos fossem liquidados.
A especulação segue dentro de momentos.

Publicado por jorge b pelas 05:07 PM | Comentários (10) | TrackBack (0)
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sexta-feira, 10 de fevereiro, 2006
Caricatura de muçulmano


"A Pakistani Shiite Muslim beats himself with a knife to mourn the death of Islamic leader Imam Hussain, grandson of Prophet Muhammad, Thursday, Feb. 9, 2006 in Karachi, Pakistan. (AP Photo/Shakil Adil)"

Publicado por jorge b pelas 05:30 PM | Comentários (1) | TrackBack (8)
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quinta-feira, 24 de novembro, 2005
Gaynocídio

Gosto mais de ti de batina!Ao proibir o sacerdócio aos homossexuais e a pessoas com tendências idem, o papa Ratzinger tomou a decisão corajosa que já há muito se impunha. Embora seja ainda muito pouco, fico com a esperança que um dia a medida abranja também os heterossexuais, que um dia o papa decrete também a proibição do sacerdócio a pessoas simplesmente com tendências para o sacerdócio.
...
Em relação a esta medida do papa, apenas consigo admitir a indignação dos gays beatos viciados na hóstia ou dos outros que viam na carreira de diácono a porta aberta para um vasto mercado de oportunidades de engate. Terão toda a legitimidade para pedir que o papa prove então sua a sexualidade, que prove que gosta de mulheres e que, portanto, não é gay. Ratzinger pode estar efectivamente a vender gato por lebre, estar a cair no mesmo contracenso do seu conterrâneo Hitler que defendia a raça pura mas não era Ariano.
...
Entretanto, em Espanha, a comunidade gay andou nos últimos tempos em alvoroço por causa da definição de homossexual num prestigiado dicionário. A editora do livro, incomodada e para não os ouvir mais, retirou-o de circulação. Mas como não bastava, os gays pediram também a cabeça do autor. É agora esclarecido, o autor morreu há 12 anos. Parece que em toda a Espanha, só o coveiro sabia.
...
A comunidade gay gosta do alvoroço, é reconhecidamente muito reivindicativa, sempre atenta ao mais ínfimo indício de descriminação, ao mais ínfimo sinal de perda de competitividade, no fundo sempre inconformada, afinal, por não ser heterossexual. A reivindicação suprema.

Publicado por jorge b pelas 10:42 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
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quarta-feira, 9 de novembro, 2005
Barril de pólvora suburbano

Para quem se admira com o que se está a passar em França, sugiro um dia bem passado na Eurodisney. Depois, na manhã do dia seguinte, uma viagem de comboio entre a colonia do americano Rato Mickey e o centro de Paris. Ficará a conhecer dezenas de quilometros de suburbios, de passagem, é certo, mas no final da viagem, interrogar-se-á como é que é possível a Torre Eiffel ainda estar de pé.

Publicado por jorge b pelas 10:30 AM | Comentários (0) | TrackBack (0)
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quinta-feira, 29 de setembro, 2005
Ask for more

"(...)
When you were mayor of Tehran, you used to take your lunch to the office in a bag. Do you still do this ?
That continues. Is there a problem with that ? What’s wrong if you want to eat the food that your wife has cooked?
We’re out of time. But I want to keep going until...
We’ve gone one minute over, actually.
O.K., but i have two last questions.
This is very common, I think, in America isn’t it ? To ask for more."

Parte final da entrevista de Mahmoud Ahmadinejad, o actual presidente do Irão, à revista Time, 26-9-2005.

Publicado por jorge b pelas 11:05 PM | Comentários (0) | TrackBack (0)
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sexta-feira, 8 de julho, 2005
Islamismo

Soares diz que são a miséria e a pobreza que geram humilhação, que geram o terrorismo. Mas não é a pobreza que transforma os cubanos, os indianos e os chineses rurais, os africanos em geral, em terroristas.
O que alimenta o terrorismo é uma outra espécie de miséria. É uma miséria intelectual e uma pobreza espiritual, aquilo que também alimenta o Islão.

Publicado por jorge b pelas 10:18 AM | Comentários (0)
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segunda-feira, 16 de maio, 2005
Pirataria de cabo na boca

É recorrente. De vez em quando vem á baila o tema da “pirataria”, produzem-se spots publicitários e discursos bonitos apelando ao sentimento de culpa de quem saca cd’s na net, compra dvd’s aos ciganos ou vê televisão por cabo á pala. Esses senhores sabem que o mundo sem pirataria seria o descalabro total, mas a missão deles é reforçar o carácter subversivo da coisa, efectuar pequenos ajustes no saque legalizado. Compreende-se. A pirataria agradece mas também merece mais respeito, já era tempo de ser encarada com naturalidade, ter direito a disciplina no secundário. Faz parte da equação, da lógica do mercado, do mercado que é a base da nossa civilização. A pirataria é a válvula de escape da grande panela de pressão do consumismo moderno. Deus deu-nos a oferta, nós a procura e alguém a pirataria.
*
Não conheço gente mais respeitável que os piratas ou se preferirem, malta culturalmente arejada e altruísta que compra o original ou pirateado que depois disponibiliza ao resto do pessoal. Sem eles não tinha nem 10% da cultura musical que tenho e mesmo assim sinto-me sempre acabado de aterrar sempre que vou ao Lux. Sem a pirataria ainda não tinha tido o privilégio de ver o “Sin City” com qualidade DVD ou o “The ring” original japonês. O pior de tudo, Bill Gates ainda seria mais rico do que é, como se fosse concebível… E veja-se, paradigma dos paradigmas, não conheço uma alminha viva que tenha uma versão do Windows ou do Office legalizada e tenho quase a certeza que quem me lê, igualmente. Ainda assim, não deixa de ser o gajo mais rico do mundo. Ou seja, sem a pirataria os ricos seriam escandalosamente tão ricos que até teriam vergonha e sentimentos de culpa de o ser. E se os ricos tivessem vergonha o mundo bloqueava, haveria a necessidade de fazer um ‘reboot’ do sistema com consequências imprevisíveis. A pouca vergonha que têm, tentam impingi-la para quem é cúmplice dessa pirataria que afinal os ampara.

Publicado por jorge b pelas 01:26 AM | Comentários (0)
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quarta-feira, 6 de abril, 2005
United Colors of Vatican

Jomo Kenyatta, fundador da República do Quênia, um vez disse “Quando os brancos chegaram, nós tínhamos as terras e eles a Bíblia; depois eles ensinaram-nos a rezar; quando abrimos os olhos, nós tínhamos a Bíblia e eles as terras”. Nada mais acertado.
Agora, naquilo a que seria uma segunda vaga de saque, há quem queira chegar lá com o próprio Papa, meio mundo suspira por um Papa negro...

Publicado por jorge b pelas 07:21 PM | Comentários (0)
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terça-feira, 5 de abril, 2005
Desculpar qualquer coisinha

Por entre dados estatísticos surpreendentes (viagens a 129 paises, o equivalente a 31 voltas ao mundo), procuro por virtudes na “governação” de 20 anos deste Papa que morreu ou “voltou á casa do pai”, como queiram. A mais repetida e elogiada é o facto de ter pedido desculpas pelas atrocidades cometidas pela igreja e outros Papas no passado. Não percebo como se pode ver mérito num pedido de desculpas deste género. Se Gorbatchev apenas tivesse feito o mesmo em relação ao passado da URSS, também teria sido louvado pela atitude inédita mas ainda hoje existiria o muro de Berlin. O Papa ao assumir um passado vergonhoso, tinha a obrigação de assumir igualmente a perfídia da religião e dar início a um processo de desmantelamento pacífico da Igreja, contribuindo positivamente para o laicismo da humanidade.
Os pedidos de desculpa não ficarão por aqui. Um dia, um próximo Papa voltará a pedir desculpa pelo passado, desta vez por aquilo que este e outros fizeram.

imagem: Gottfried Helnwein

Publicado por jorge b pelas 09:18 AM | Comentários (0)
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sábado, 2 de abril, 2005
Papa ainda resiste

Ultímas informações veiculadas pelo Vaticano dão conta de que o Papa está morto mas com alguns momentos de coma.

Publicado por jorge b pelas 04:16 PM | Comentários (0)
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segunda-feira, 28 de março, 2005
Pope fiction

Mal se vê sem guarda costas, dá logo nisto!Neste momento perde-se uma enorme quantidade de tempo a discutir se o Papa está ou não em condições de exercer o cargo. A sua ultima aparição veio provar que sim, que está em grande forma. A enviada especial da SIC, decerto possuidora de poderes psíquicos extrasensoriais, extasiada até referiu que o velhote mudo e entubado “falou através do silêncio” (!). O que importa ? A ler o que está no papel ou calado, um Papa desde que apareça numa janela, não precisa de ter a forma de um atleta Olímpico ou sequer estar em condições de limpar o próprio cu para ser um excelente Papa.

Publicado por jorge b pelas 12:03 PM | Comentários (0)
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domingo, 21 de novembro, 2004
National Geographic Voyeurs

Quando se fala em programação de qualidade na TV, é vulgar o telespectador sugerir o documentário sobre a vida animal em vez da telenovela. Mas os documentários sobre animais, tipo BBC vida selvagem ou national geografique, são cada vez mais telenovelas. Ao longo dos anos as câmaras têm deslocado o seu centro de atenção dos animais no seu habitat natural, para a bióloga loira ou a ex-executiva ruiva e divorciada que deixou para trás uma carreira de sucesso para estudar os tubarões limão das Caraíbas. “Ena, nunca tinha sido filmado um tubarão anão a engolir uma foca gigante e nós conseguimos!” ou “Urra, é a primeira vez que o ouvido humano consegue ouvir um traque duma baleia azul!!”. As expressões de júbilo, os gritinhos histéricos de triunfo à boa maneira americana, cada vez que um bicho faz uma habilidade nunca vista, condimentam assim as histórias ficcionadas, habilmente montadas e muitas vezes filmadas em estúdio com animais “duplos” em cativeiro. “Este leão-marinho deixou a sua família, deixando assim as crias à mercê da fome e não só. Se a mãe não encontrar rapidamente outro macho, a família ficará desprotegida e à mercê dos predadores. Felizmente o avô paterno parece estar a querer assumir a responsabilidade.” Pelo sim pelo não decidem ferrá-lo com mais um chip localizável por GPS.

Publicado por jorge b pelas 08:09 PM | Comentários (0)
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terça-feira, 18 de maio, 2004
American psychos

Minuciosos testes de DNA provaram que o animal da imagem não é Donald Rumsfeld.Alguns heróis de guerra, uma pequena amostra representativa dos defensores dos valores da democracia e da liberdade, alguns agentes dos polícias do mundo, na recatada privacidade daquela prisão em Bagdad, vigilantes sem vigilância, mostraram o que na realidade valiam, deram a ver ao mundo a ponta do iceberg da insana prepotência americana. Praticaram sobre indefesos actos de indiscritível violência e sadismo só ao alcance de mentes perturbadas e clinicamente doentes mas naturalmente aptas para servir o exército mais poderoso do mundo, orgulho dos estados unidos. E se as cenas filmadas da degolação dum civil americano por ‘terroristas islâmicos’ são igualmente cruéis, não têm no entanto o requinte de malvadez das que vemos nas fotos de Bagdad. Os terroristas islâmicos de pé descalço que cometem actos de barbárie, justificam-nos à luz da vingança, dum fervor e fanatismo político e religioso, logo, são actos que têm o seu quê de distinto da maldade gratuita e performativa praticada e fotografada em Bagdad, cujos autores são gente sem qualquer desculpa ideológica, gente fardada supostamente diferente do terrorista de trapo, gente que teve acesso a suposta educação e vivência baseada nos valores humanisticos da sociedade ocidental, gente que usufruiu de uma outra qualidade de vida, de uma outra formação, que teve direito ao conhecimento, ao equipamento, banhos quentes, roupinha engomada e máquinas fotográficas digitais.
Creio existir (felizmente) uma clara fractura no ocidente, uma diferença civilizacional subsiste e acentua-se entre os dois lados do Atlântico, aproximados no pós guerra e na guerra fria, agora cada vez mais distantes, quer política quer ideologicamente. Entre o depressivo europeu e o psicopata americano, prefiro o primeiro.

Publicado por jorge b pelas 10:34 AM | Comentários (2)
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quinta-feira, 22 de abril, 2004
Temíveis focas

Tenho um novo teclado sem fios mas com carraças. Já é a segunda que apanho, desta vez a passear-se entre as teclas F7 e F8. Dedico alguns minutos do meu tempo a estudar a carraça, esse bicho algo esquecido nos nossos dias e bastante discreto, pelo menos ao principio, antes de inflar de sangue e parecer um smartie na testa do nosso cão ou gato. Tenho horror a carraças porque consigo facilmente imaginá-las com aquelas patinhas a perfurarem-me a carne, a sugarem-me o sangue, e eu só a dar por isso quando abro a braguilha...
Não interessa o que uma carraça é por fora. O que conta é o seu interior.Mato-a da seguinte maneira; encaminho-a para o interior duma tira de post-it. Ela acusa o contacto com a parte colante e então dobro o papel, ficando o bicho preso entre duas tiras. Pouso o papel dobrado com a carraça acomodada no seu interior, e com a ponta duma caneta bic, esmigalho-a. É um bicho resistente, a carraça e a sua carapaça, mas aquele pequeno ‘clic’ denuncia o seu fim. Toda a cena é observada atentamente por essa reserva ecológica nacional de carraças que é o meu gato Nicol. O gajo é um vadio do car(r)aças. Como não tenho coragem de o reter em casa, sensível que sou aos seus miantes apelos por liberdade, ar puro e porrada com os outros, deixo-o sair para o mato, para ir apanhar ratos dos pequenos, o seu passatempo preferido. Por seu turno, ele deve ser o passatempo favorito das carraças das redondezas.
Quando for grande quero ser um casaco de peles.Lembro-me das focas, cujo extermínio, dizem que calculado, é subsidiado pelo governo do Canadá, barbaramente em nome do equilíbrio ecológico. Mas que eu saiba, as focas não são nenhum parasita, antes pelo contrário, gostam de sardinhas fresquinhas como nós gostamos (se o problema é esse, deixo de comer sardinhas, deixem viver os bichos), devem ser um pitéu apetitoso para as outras espécies acima delas na cadeia alimentar, e são um regalo para os nossos olhos, vê-las felizes e contentes nos documentários da National Geographic, quando não há tubarões por perto. Não existe febre da foca, ao contrário da perigosa febre da carraça, vulgo erlichiose. Por isso, gostaria de ver o mesmo empenho que os estados e os caçadores têm para matar aqueles mamíferos perigosamente inofensivos, aplicado à exterminação das carraças. Uma primeira boa medida neste combate, seria a diminuição do preço ou a subsidiação por parte do estado, das coleiras anti-carraça cujo preço é exorbitante. Depois, munidos de blocos de post-it e canetas bic, era pôr os actuais caçadores de focas, coelhos, e outra caça que nunca fez mal a ninguém, a bater mato, catar animais mundo fora, exterminando os parasitas inúteis. Bastaria arranjar-se uma pequena utilidade industrial para a carraça, para justificar toda a matança. Podiam-se fabricar, por exemplo, casacos de peles de carraça... Era uma ideia.

Publicado por jorge b pelas 03:54 PM | Comentários (3)
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sábado, 13 de março, 2004
Canalha terrorista da mochila

Os terroristas enojam-me. Se conhece-se algum, não vomitava duas vezes... Ia-lhe logo aos cornos. Então quando os imagino a festejarem o êxito das suas acções, porque quase com toda a certeza o farão, apetece-me espetar-lhes logo com o meu vocabulário nas trombas! Duzentos mortos em Madrid... Valerão um cheque, palmadinhas nas costas e uma rodada, oferta da casa, para todos, seus cabr*es ?
E depois, quando estão sozinhos, esses valentes algozes... O que estará a esta hora a fazer um gajo que tenha cumprido a sua parte, tenha há poucas horas atrás colocado uma mochila com uma bomba relógio num comboio lotado de cidadãos anónimos, já de si, coitados, pacatos trabalhadores, as maiores vítimas desse terrorismo diário que é viver modestamente nesta sociedade moderna ? Conseguirá essa espécie de mutante dormir que nem um anjo ou estará vigil a lembrar-se de quando saiu do comboio, esse preciso momento em que não teve coragem de olhar para aquelas dezenas de rostos, as vidas que passavam por si, que entravam no comboio que iria fazer explodir ?... A esta hora, esse gajo, agora sozinho e entregue a si mesmo, desprezível bandido terrorista, terá vontade de alguma coisa, motivação sequer para respirar ? Como será saber e sentir-se sozinho, assassino de centenas de inocentes ? Conseguirá o gajo ter uma erecção, sentir prazer, ter sentido de humor mais algum dia da vida ?... Como será um gajo desses olhar-se no espelho, o que verá ? Droga, álcool, a que recorrerá ele para se camuflar e não se reconhecer ? Ao fanatismo, talvez o mais eficaz esconderijo dele mesmo...
Oh desprezível bandido terrorista, és apenas um pobre e estúpido infeliz diabo. Mas tu és especial porque, se não és psicopata, és então apenas muito mais doentiamente ingénuo que todos nós, porque acreditas cegamente nesses ideais utópicos que no fundo apenas servem de desculpa para a violência gratuita e uma maldade mascarada. Essas causas egoístas que te mantêm entretido e te fazem esquecer os teus verdadeiros dramas pessoais e quantas mais frustrações... No extremo dos mais fracos e falhados, és assim especial porque descobriste a pior das razões para viver, ao ponto de seres manipulado, ao ponto de seres capaz de morrer por logros que julgas sacrossantos, pior, matar indiscriminadamente sem que te apercebas que no fundo não passarás de um fantoche manipulado por outros iguais a ti, mas muito menos parvos que tu.
Segues um caminho sem razão nem desespero, matando inocentes pelas costas, dessa forma mais cruel e bárbara. Não tens vergonha canalha terrorista da mochila, ingénuo e cobarde ?... Não tens vergonha porque é mais fácil matar e bater nos mais fracos que conheceres-te a ti próprio, mísero diabo.

Publicado por jorge b pelas 02:54 AM | Comentários (1)
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sexta-feira, 20 de fevereiro, 2004
Entrevista histórica*

Ontem à noite, terá sido apenas uma feliz coincidência, a entrevista de Pinto da Costa ter ido para o ar no horário habitual dos .Malucos do Riso. ?
* SIC dixit

Publicado por jorge b pelas 01:38 PM | Comentários (0)
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quarta-feira, 18 de fevereiro, 2004
1 £ = 1.325 €

Durante o dia de hoje, os adeptos ingleses para o jogo de logo à noite entre as selecções portuguesa e inglesa serão recebidos no aeroporto de Faro por moçoilas lusitanas que, vestidas a preceito, lhes distribuirão flores e sorrisos. Estarão também a recebê-los grupos de danças e cantares, e antes do jogo haverão ainda outras performances artísticas. Objectivo: manter os .hooligans. sossegadinhos. Isto é, dar um tratamento visivelmente especial, quase de tapete vermelho, a quem menos merece. Na sua maioria, uma cambada de fanáticos com fama e proveito de fazerem sempre porcaria onde quer que vão... Quando deveriam ser recebidos, no máximo, como os outros, talvez até com maior discrição mas subtilmente controlados.

Publicado por jorge b pelas 01:45 PM | Comentários (0)
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terça-feira, 3 de fevereiro, 2004
Fight Clubs

Num claro voltar à normalidade que já tardava, após o fatídico acontecimento do anterior fim de semana, o fugaz episódio de foirada de meia noite do passado jogo de futebol em Guimarães, entre a equipa local e o Boavista, veio mais uma vez demonstrar o calibre do futebol português e constituiu um excelente teste à qualidade do mobiliário multiuso que equipa os nossos novos estádios de futebol. Temos justificados motivos para estar orgulhosos daquelas cadeiras em plástico, reforçadas com fibra de vidro, e que, como todos vimos, apesar de arremessadas violentamente contra o chão e até contra os árbitros, não se partiram ou racharam sequer.

Publicado por jorge b pelas 08:03 AM | Comentários (0)
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segunda-feira, 2 de fevereiro, 2004
Turismo Goole, pelos links de Portugal

Portugal, país hospitaleiro


500.001 ...
500 mil afectados pela fibromialgia, o síndroma de fadiga crónica.
500 mil incontinentes
500 mil diabéticos
500 mil com disfunção eréctil
500 mil asmáticos ou com rinite alérgica
500 mil casais inférteis
500 mil depressivos
500 mil alcoólicos
499.999 ...

Somos só 10 milhões! Poucos mas... doentes.

Fonte: sites da internet, via motor de busca.

Publicado por jorge b pelas 09:04 AM | Comentários (0)
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terça-feira, 16 de dezembro, 2003
The Game

Saddam. Faltam só o Bush e mais uma dúzia.

Publicado por jorge b pelas 09:42 AM | Comentários (0)
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terça-feira, 2 de dezembro, 2003
O Peru

A visita relâmpago de Bush ao provavelmente mais bem guardado local do mundo (aeroporto de Bagdad e cantina dos militares americanos) foi dos maiores golpes propagandisticos do século e provavelmente valer-lhe-á a re-eleição, .read my lips.!.
Embora tenha sido a ideia que transmitiu, não teve nada de heróica ou corajosa a atitude do senhor da guerra. Mas e o que têm esses valores a ver com o marketing político ? Igual a si, mais esperto que inteligente, Bush marcou pontos. As imagens dele a servir os militares ou a segurar uma travessa com um peru, são fortes e valem mais que vê-lo a comer frango assado com as mãos. Repararam como ele estava bem ? Sem duplos! Certamente que o George terá tido horas e horas de treino.
De volta à América, vestido o mesmo blusão ainda com cheiro a peru, Bush acenou para a multidão virtual que o aguardava, como sempre, fazendo adeus para as câmaras, tranquilizando e enganando todos, como eles gostam. Não o ponham a correr dali para fora que não é preciso!
...
Terminado o sorteio do Euro 2004, palavra ao futebolista da selecção nacional: .Infelizmente a sorte não nos acompanhou!. Futebolista e basta! Ok, já sabemos que todas a s equipas são boas e que as que nos calharam no sorteio, essas então, nem se fala. É sempre essa a conversa, a nossa sina. Sorte sorte era Portugal, como país organizador, estar automaticamente apurado para a final!
A ideia de que não é preciso jogar bem, antes esperar pela sorte ou pelo azar, parece estar perigosamente enraizada nos jogadores da selecção. Ponham-se a olhar para a cor das camisolas dos outros e não corram que não é preciso!
...
Oiço na rádio que o próximo hospital a construir em Loures terá uma área equivalente a três campos de futebol. A área ardida este ano pelos fogos florestais terá sido equivalente a vários milhares de campos de futebol. O meu carro percorre baliza a baliza em 22 segundos. Na assembleia da republica existem deputados equivalentes a 20 equipas de futebol. A minha casa é do tamanho duma pequena área. Apareceu-me nas coxa um inchaço do tamanho de uma marca de grande penalidade que não sei se será grave, mas custa-me correr! É urgente a publicação duma tabela de conversão das medidas futebolísticas para as do costume e vice versa.
...
Parecemos cada vez mais um país miserável á babugem de uns trocos estrangeiros. Nós e as nossas contrapartidas, sempre prontos a receber de braços e sabe-se lá que mais aberto, prestigiados eventos desportivos e outras mediáticas organizações, que venham elas. Supostamente serão estas coisas que nos darão reputação, a evolução do país está dramaticamente dependente das expos, americas cups, e euros.... Mas quem nos anda a meter estas coisas na cabeça ? Não podemos correr com as nossas próprias pernas ?
...
Os taxistas querem que as corridas a partir do aeroporto de Lisboa tenham uma taxa mínima para compensar o tempo de espera que têm de fazer. Ex: estão na bicha dos taxistas na palheta uns com os outros uma ou duas horas para depois quando chega á vez deles o cliente querer (apenas) uma corrida até Entrecampos! 500 paus ?!! Assim não rende! A lógica daqueles senhores é extraordinária: O cliente tem que pagar também o tempo que eles esperaram! Mas, alguém os obrigou a estarem ali ? Que se lixem! Quando é que o metro chega ao aeroporto, quando é que o aeroporto é servido com meios de transporte condignos ? Corram-nos dali para fora!

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terça-feira, 18 de novembro, 2003
Greves

Pior que as gripes, aproxima-se perigosamente a época das greves. Já me preparei para não fazer nenhuma! Mas que fique bem claro, não sou um fura-greves.
Estão a ver aquele tipo que trepa pelo portão fechado a cadeado, querendo ir cumprir o seu dever laboral e contribuir com a sua microscópica parte para o futuro e progresso da nossa grandiosa civilização? Sou eu. Sou eu, contra estas greves, salto o portão para mais um dia de trabalho que é para isso que cá ando, que cá me puseram, um dia atrás do outro, eu, sozinho se for preciso, até vir o fim da paciência ou o fim do mês, que felizmente chega sempre primeiro. Sou o único a furar a greve ? Sim sou o único, mas isto não é greve que furo, digo e volto a dizer que não sou a vergonha da classe. Se acham que sim, que se lixe, não percebem nada disto! Greves para quê ?! Eu não faço greves. A greve é coisa do século ante-passado e provoca-me alergia agora nestes Invernos do Século XXI. As greves agora são peças de colecção para os sindicato e um alívio para as finanças públicas (umas grevezinhas agora davam jeito não era senhora ministra das finanças e restante séquito?). O que não se faz hoje, faz-se amanhã, o que não se fez nunca, far-se-á algum dia. Muito litro de gasóleo se vai poupar, muita electricidade, telefone e água do público e de algum privado, muito dia de ordenado. Mais uma bolha de oxigénio para o déficit asfixiado.
Ninguém faz greve, todos brincam ás greves. Eu não gosto desta brincadeira, não brinco. Todas a gente sabe que quem manda nisto tudo são os senhores Sony, Microsoft, Samsung, Hollywood, Benfica, Honda, (Sr. Honda como está ? Há muito tempo que não lhe compro um carrinho! Mas a culpa não é minha sabe...) e outros ou ninguém sabe ? Saibam então que esses é que são os nossos verdadeiros patrões, e são mais que as mães, e os Durões e Bagões todos juntos. Se pensam que lixam este par de enfeites desenganem-se, que a culpa deles vale alguma coisa mas não o suficiente para valer os nossos dias de ordenado perdido.
A greve deste século é a greve ao consumo e não ao trabalho. Que sofrimento, caraças, já se imaginaram passar um mês sem comprar nada de verdadeiramente inútil ?... Nem quero pensar!.. Mas o que é uma greve sem algum sacrifício ? Destas é que não. São fáceis de fazer, são uma brincadeira. Não se vai trabalhar e já está. No dia seguinte trabalha-se outra vez, e tudo continua a estar pior, todos julgarão estar de mãos lavadas.

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segunda-feira, 3 de novembro, 2003
Passatempo da Idade Média

Porque é preciso não esquecer, fica aqui o desafio, associar-se o nome à obra de alguns dos maiores facínoras da história, muitas vezes injustamente esquecidos:

A. Papa Pio XXII
B. Papa Nicolau V
C. Papa Inocêncio VIII
D. Papa Paulo III
E. Papa João XXII

1. Reforçou a autoridade inquisitorial em 1450.
2. Elaborou a Bula que ordenava às autoridade seculares cooperação total com os inquisidores, concedendo à Inquisição poderes judiciais e executivos em assuntos de heresia e bruxaria.
3. Apercebendo-se do potencial remunerativo que a caça à .bruxaria. traria aos cofres da igreja, concedeu poder formal à Inquisição em 1320.
4. "Mediante 80 soldos pagos à Santa Sé, consentia que os leigos dormissem com as mães e irmãs, e por pouco mais os pais com as filhas; permitia ainda aos diáconos o assassínio com as condições de darem 240 soldos; aos bispos e aos abades um pouco mais abonados, o direito de apunhalarem o semelhante, se dessem 300 libras."
5. Passava o melhor do seu tempo a gerar filhos, que depois elevava a cardeais.
(solução: A.3 . B.1 . C.2 - D.5 - E.4)

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quarta-feira, 24 de setembro, 2003
Cristicida

Cristicida
Oiço na TSF que o Vaticano prepara-se mais uma vez para fazer das suas. Um cardeal qualquer lá do sítio, um cujo nome serviria na perfeição para marca de raticida, irá impôr novas regras quanto ao modus operandis das celebrações liturgicas, vulgo missas (é a mesma coisa não é ?) Se as missas já eram chatas como o caraças, este cardeal amigo, com toda a certeza ateu radical infiltrado, ameaça fazer o favor a toda a humanidade, ao torná-las ainda mais insuportáveis que uma melga filha de Deus a zumbir nos nossos ouvidos ás 4 da manhã. Quer o malandro, que a partir de agora as mulheres deixem de auxiliar o padre durante as homilias (adeus oh saudosas acólitas catequistas de mini-saia), que não se batam palmas (e agora como é que a malta acorda ?), que não se leia outra coisa que não seja a bíblia nas missas (adeus livrinhos do patinhas), exortando todos os fieis, aos que ainda tenham a pachorra e o descaramento de ir à missa, a darem largas ao seu lado bufo, fazendo queixinha á autoridade eclesiástica mais próxima caso o padre fuja a estas e mais outras, parece-me, trinta e tal regras do mesmo calibre!
Eu não faria melhor! Ora, eu e as minhas lunáticas ideias, a exterminação do cristo rei de Almada (a SIC realizou-me o sonho de pelo menos assistir do sofá a tal, numa promoção recente dos .Idolos. onde se mostravam vários monumentos entre os quais o mono gigante vizinho da ponte sobre o Tejo, a ser implodido, um regalo para a vista), o levantamento de todo aquele alcatrão, betão e cera de Fátima e posterior transformação do espaço numa bela floresta só com aparições autorizadas a esquilos, javalis, coelhinhos e outra fauna real, e a conversão de todos as igrejas em espaços de arte, galerias, locais de leitura e de concertos de musica, enfim, medidas que, apercebo-me agora, só serviriam para criar mártires e focos de resistência entre as mentes mais empedernidas que as há muitas. Assim, nas calmas, com a suavidade como só realmente os padres têm no trato, se vai fazendo a grandiosa obra do ateu cardeal Ratzqualquercoisa, cujas discretas medidas em muito contribuirão para a extinção gradual do catolicismo, como um meteoro com efeitos ainda mais devastadores que aquele que exterminou os dinossauros.
Segundo consegui saber, isto não ficará felizmente por aqui. Aguardam-se para breve novas medidas do exterminador cardeal, como sejam a obrigação de todos os fieis saberem de cor e em latim todas as passagens da Bíblia, a prescrição pelos padres de TPC.s (trabalhos para casa) aos fieis (tipo rezar 50 ave marias enquanto fazem a espargata) ou obrigar os padres a proferirem as missas em jejum de 24, 48, 72 horas e assim progressivamente até deixarem de poder ir à praça comprar nabiças para a sopa.
Ave cardeal!

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terça-feira, 1 de abril, 2003
Tolerância à guerra

Um dos perigos desta guerra, é o surgimento de um novo tipo de tolerância à guerra dita 'convencional'. Se antigamente os paises detentores de armas nucleares, quimicas e biológicas, à partida tinham na sua posse armas eminentemente dissuadoras de conflitos (veja-se o equilibrio que houve na guerra fria, onde as hostilidades não passavam dos gabinetes, ministérios e dos média), a partir de agora o equiliobrio do medo pode deixar de funcionar. Se o Saddam se comportar 'bem', se tiver armas de destruição maciça e não as utilizar, então poderá esta ser a primeira das guerras 'bem comportadas'. E no futuro, talvez a malta tenha permissão para se continuar a matar desde que sejam respeitadas as regras. Meia duzia de mortos hoje, outra duzia amanhã, o que será isso num universo de 400 mil homens... Uma guerra limpa está claro, longe dos verdadeiros horrores das guerras não convencionais, logo bem tolerada, facilmente ultrapassavel na vertigem dos proximos acontecimentos.

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segunda-feira, 24 de março, 2003
Estratégia Militar

Os Iraquianos incendiaram petróleo para com o fumo dificultarem a visibilidade dos pilotos, aumentando a probabilidade das bombas errarem os alvos. O que Americanos e Iraquianos entendem por alvos é a dúvida que se coloca. O pior é que no alvo ou em Bagdad, elas vão cair.

Publicado por jorge b pelas 09:16 PM | Comentários (0)
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sexta-feira, 21 de março, 2003
Ódio de estimação

Oiço na TSF Freitas do Amaral, a par com Mário Soares, um dos maiores papalvos da nação, perito na indignação instantânea. Não é preciso ferver, basta juntar água e por alguém a mexer.
O escândalo agora é os americanos quererem dar ´porrada´ directamente no Saddam e nos parasitas das redondezas (vulgo filhos já com bigode também, e outros fieis seguidores). Isto depois da primeira vaga de bombardeamentos (uma desilusão mediática) os .falcões da guerra. terem explicado que os bombardeamentos cirúrgicos tinham-se cingido aos palácios da .pombinha de bigodes. de Bagdad, e a outros aposentos onde eventualmente com alguma sorte se apanhasse o gajo com as calças na mão. Sabe-se muito bem que em se arrancando os bigodes ao outro a malta vai para casa mais cedo. Ora, .(...) isto não pode ser, isto não é guerra! Uma guerra é sempre entre dois exércitos que se confrontam num campo de batalha. Os políticos nunca devem ser alvos (...). Feitas dixit!!! (isto mais ou menos). Ou seja, os outros que se lixem, os outros, os .exércitos., que não são gente, filhos dos outros, que andem eles á porrada, pois que não é mesmo para isso que servem?! No fundo, a podre honestidade, fétida solidariedade dos políticos.
Agradecemos-te óh Freitas a tua sinceridade, confessares ainda que involuntariamente, só pode ter sido, o que te vai na alma. O que já todos sabíamos, que tirando os políticos, e mais meia dúzia de gente essencial á sobrevivência dos bancos Suiços, tudo o resto pode ser carne para canhão ou ficar bem na rúbrica danos colaterias. Obrigadinho óh Freitas mas o problema é que ninguém abre os olhos pois há que continuar a mexer até estar no ponto. Freitas faz história, e se de papalvo já não se livrava, corre agora o sério risco de se tornar a mais obscena das criaturas com direito de antena permanente deste pais, assim continue a abrir a boca.

Publicado por jorge b pelas 09:46 AM | Comentários (0)
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quinta-feira, 6 de março, 2003
Bush + Petróleo = Gasolina

O folclore está na nossa essência... Atentem-se as recentes campanhas anti-bush! O senhor Bush é o nosso alter ego. Ele apenas está a defender o nosso direito de termos gasolina para o nosso carrinho japonês, de podermos comprar DVDzinhos para os nossos leitores de DVD que iremos comprar, ultimo modelo, se ainda não temos. Claro que ele está a borrifar-se para o que se passa no resto de mundo, desde que não seja escandalosamente evidente. E somos nós quem decidimos o que é ou não é escandalosamente evidente. O que se passa no resto do mundo geralmente é a fome e a violação dos direitos humanos. E nós, que não somos o resto do mundo ? Estaremos dispostos a abdicar das nossa vidinhas tecnologicamente fúteis, das nossas casinhas engavetadas... Não ouvem a barulheira que fazemos, a gritarmos agarradinhos aos nossos salários, que por favor, nós queremos continuar a consumir roupinha de marca, e de vez em quando ir ao Mc.Donalds, e comprar umas revistas com umas gajas boas na capa, e continuar a ver o Figo na Sport-TV, e a ter gasolina... Já nos demos conta da relação intima que a gasolina e o petróleo mantém ? Não somos todos filhos dessa relação ? Haverá melhor defensor dos nossos direitos que o Sr. Bush ? Sim ?!! Quem ? O Chirac ? Pensem bem... É obvio que o macaco do Saddam tem armas de destruição maciça. Quando os generais dele aconselham os Americanos a estarem quietinhos, que se invadirem o Iraque morrerão aos milhões... Com quê ? Com aquelas armas artesanais com munições de brincar de madeira ? Aliás, o próprio Saddam é uma arma de destruição maciça, de liberdade, de consciência... Vejam como está o povo Iraquiano. Deve ser dos povos mais fanatizados, logo miseráveis do mundo. Ok, materialmente poderá ser também por culpa do embargo, mas espiritualmente... E mesmo materialmente, viram o que o fulano fez aos carros civis que furaram o embargo como sendo alimentos ? (os gajos podiam trocar petróleo por alimentos. Os Japoneses da Nissan, lá fizeram entrar jipes disfarçados de sacos de batatas) Converteram-nos em máquinas de guerra (jipes metade action man metade marés vivas só que suicidas em vez de loiras no banco da frente).
Os alicerces da nossa civilização Ocidental, sempre foram a exploração de recursos do planeta, a usurpação de terras e de culturas, a escravatura legalizada do homem. Sempre foi assim, ao longo de séculos, aniquilámos tudo á nossa passagem para que hoje pudéssemos estar onde estamos, a magnifica e gloriosa civilização ocidental. E vamos continuar, com ou sem Bush. Venha outro, e receberá esta pesada herança, com cada um de nós a reclamar o seu quinhão.
Tudo se resume á lei do mais forte. Até ao nível celular é assim. E parece-me óbvio que continuamos a ter pouco mais do que a racionalidade duma bactéria.
Entre um mundo Iraquizado (como descaradamente os fundamentalistas como o Saddam, o Bin Laden e comparsas desejam, e não duvidemos que não fosse termos .A força. do nosso lado estaríamos todos a comer o pó do caminho para Meca ) e o mundo Americanizado, obviamente prefiro o segundo, mas desejo um outro. E é isso que neste mundo pudemos fazer, livremente, desejar algo melhor, e criticar livremente e construir, sem termos um quadro numa linda moldura dourada com um gajo de bigodes á frente.

Publicado por jorge b pelas 01:51 PM | Comentários (0)
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quarta-feira, 5 de março, 2003
Vamos á feira

Vamos á feira
Leio algures numa página do livro que leio algures, mais propriamente entre a estação do Pragal e Campolide, que quando toda a gente anunciava (eu não!) que o mundo com a globalização se iria transformar numa aldeia (global), transformou-se antes num feira global. Mas é claro que sim. Está na cara que sim. E ninguém faz nada ? Ou está tudo na bicha para ser atendido ?

Publicado por jorge b pelas 02:09 PM | Comentários (0)
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