março 29, 2006

Wallstreet também tem a sua piada

Circula entre os meios financeiros que a Microsoft após novo adiamento da comercialização do novo sistema operativo Vista, decidiu mudar-lhe o nome. Vai passar a chamar-se "Hasta la Vista"

Publicado por jorge b em 03:46 PM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

Xanax com venda suspensa

Koemann está enganado. Não faltou tranquilidade ao Benfica. O que faltou foi um par de óculos ao árbitro. Felizmente sobrou alguma sorte ao Glorioso e o discurso do "chegar até aqui já foi bom" de Vieira continua na gaveta.

Publicado por jorge b em 02:22 PM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

Simplex com sabor

Sócrates baptizou o seu programa de trezentas e tal medidas de desburocratização recorrendo a uma preposição latina, o “ex” que fundido com “simples” resulta “Simplex”. Podia ter sido pior. Podia ter fundido um hieróglifo com uma pintura rupestre para denominar um programa que se quer moderno e de ruptura com as normas arcaicas que emperram a máquina administrativa. Foi buscar inspiração à milenar língua dos romanos talvez porque, é sabido, os gajos eram uns grandes malucos… Mas só depois do horário do expediente. Esqueceu-se que das 9 ás 18 os romanos eram maníacos da organização e da burocracia. O Direito actual tem a sua génese no direito romano que após séculos e séculos de depuração continua tão macarrónico como no primeiro dia.
Felizmente o nome “Simplex” soa igualmente a preservativo concorrente do “Durex” e remete-nos para a ideia de que é preciso não emprenhar mais a administração pública porque já há demasiada gente a mamar à conta da burocracia. Neste sentido, Sócrates foi mais uma vez feliz.

Publicado por jorge b em 10:26 AM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 28, 2006

A discípula de Lili

"Uma coisa, é tu não saberes. Outra coisa, é outra coisa!"

Publicado por jorge b em 03:50 PM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

Papa®

Vejo a publicidade de uma vidente que destaca ser a única dentro do seu ramo que foi recebida pelo Papa. Não diz qual deles, não interessa qual, mas compreendo a ânsia de muitos em serem recebidos por alguém desde que seja Papa. Compreendo a importância do ponto de vista do prestígio e de marketing, das sinergias daí resultantes, e imagino o que seria se eu fosse recebido pelo Papa. Sair-me num sorteio qualquer a oportunidade de entrar na agenda de recebimentos do Papa, oportunidade que não desperdiçaria nem que nesse dia tivesse com cólicas terríveis nos intestinos, com uma luxação no ombro e a vomitar uma matéria verde e viscosa. Acho que me iria portar bem, tentaria disfarçar, disfarçar que sou ateu.
Já me estou a ver numa pequena fila de vips e um empregado do Vaticano chamar pelo meu nome “cinhôr yorgué” (“Senhor Jorge” naquela espécie de Vaticanês) para ir dar um bacalhau ao Papa. Next please! Depois, provavelmente faria questão de alertar imediatamente qualquer visitante deste blog do facto do seu autor já ter sido recebido. “Já fostes ao blog do gajo que foi recebido pelo Papa ? – Ainda não fui lá hoje mas quero ver se passo por lá no intervalo do velório do meu pai.” Provavelmente mandaria fazer uma t-shirt e não hesitaria à porta do Lux: “Boa noite posso entrar ? – Cinco euros faz favor! – Não sei se já reparou na minha t-shirt ?… - Isso a mim não me diz nada! – Aí sim, e este diploma passado e autenticado com o selo branco pelo Vaticano ?! – Peço imensa desculpa, aqui têm um cartão de cliente limpinho!” Isto é só uma pequena amostra. Ser recebido pelo Papa pode abrir muitas portas e quiçá muitas pernas. “Sabias que já fui recebido pelo Papa ?... – Aí não me digas isso que fico logo com uns calores!... – Já fui muitíssimo bem recebido pelo Papa, fui mesmo, pelo Papa, era mesmo ele, mesmo…

Publicado por jorge b em 11:56 AM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 27, 2006

Todas as balas são legais

O Governo acaba de lançar uma campanha para recolha de armamento disperso entre a bandidagem e demais população civil. Mas atenção, nada de confusões, só as armas ilegais devem ser entregues. Convém repetir, só as armas ilegais se faz favor. Apesar da diferença entre as congéneres legais ser abissal, como aliás se pode facilmente constatar na foto em apreço, há quem teime em fazer confusão.
Ao que parece a campanha não se estende ás munições.

Publicado por jorge b em 03:40 PM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 20, 2006

Carros, gravatas e croquetes

O PSD deixou escapar uma oportunidade preciosa para mudar de Marques Mendes. A receita era simples, envolvia apenas uma pequena habilidade de marketing, mas suficiente para dar uma mística de sucesso a um novo líder, essa mística que falta a Mendes. Quem não se lembra da inesquecível história de Cavaco, o homem que queria apenas ir fazer a rodagem ao carro novo e olha, acabou primeiro ministro. Brilhante não é ? Bastaria pois a um Meneses dizer no final do congresso qualquer coisa como “Estava a comer uma francesinha quando fiquei com uma nódoa na gravata. Como sei que o Mendes anda sempre com um tira-nódoas no bolso, lembrei-me de passar pelo congresso e olha, agora sou o líder!” Uma transição com muito nível. Por exemplo, uma Ferreira Leite, “Estava em casa e não tinha nada para petiscar. Lembrei-me de passar pelo congresso para comer uns croquetes e olha, agora sou a líder.”
A malta gosta destes acasos do destino e premeia-os, estes rasgos de sorte e inspiração que toda a gente persegue quando preenche os totolotos. E se a Cavaco saiu-lhe a lotaria, já Marques Mendes parece ser daqueles que toda a vida andou a juntar os tostões para ser apenas um remediado. Um produto político pré-fabricado com demasiado cuidado e não espontâneo, como devia parecer.

Publicado por jorge b em 05:21 PM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 16, 2006

Uma tarde na vida do homem que só pensava em dinheiro

O homem que só pensava em dinheiro tinha decidido aproveitar o sol e investir num dia bem passado na praia. Chegado ao escaldante local que fervilhava de bikinis, o homem que só pensava em dinheiro equipou-se a preceito e dirigiu-se em linha recta na direcção da água fresquinha. Apesar do choque térmico que o arrepiou logo que tocou com os pés na água, incentivado pela presença de duas moçoilas que ali perto com água pela cintura lhe pareciam estar a tirar os rácios, avançou destemido mais alguns metros e mergulhou com grande estilo e logo de seguida deu várias braçadas até ficar sem pé. Demonstrada a sua destreza em vários estilos, e continuando a imaginar-se observado pelas moçoilas, achou por bem rumar novamente a terra. As moçoilas tinham entretanto desaparecido, algo que ele notou com algum desencanto e apesar da curiosidade que sentiu em perscrutar no horizonte as suas silhuetas, fingiu-se indiferente, fazendo-se como habitualmente muito seguro do seu nariz. Saia ele da água quando, entre o barulho das ondas que morriam na areia e os guinchos das gaivotas e da multidão, conseguiu distinguir o choro de uma criança. Reparou numa menina que se encontrava agachada a poucos metros de si e que soluçava balbuciando algumas palavras imperceptíveis. Estranhou que entre a multidão que quase se acotovelava à beira da água, ninguém reparasse na menina e no seu choro. Tendo-se aproximado com algum cuidado, agachou-se e com a mão afagou a cabeça da menina arredando-lhe suavemente os cabelos da face. A menina tinha um lindo cabelo loiro e uns olhos azuis que ganhavam uma intensidade quase irreal com o reflexo do outro azul, o da água. Era notório que já há muito tempo que chorava, chamando baixinho pela mãe, numa constante ladainha. A menina devia estar ali há algum tempo, os seus lábiozitos estavam ressequidos e a sua carita estava marcada de vários riscos de um pó branco, o sal que ficara das suas lágrimas. O homem que só pensava em dinheiro sentiu-se imediatamente tocado e iluminado com a situação da menina perdida na imensa praia, um ser frágil e desprotegido, sem saber da mãe, dos pais que deveriam estar desesperados à sua procura. Veio então uma onda mais forte que como por milagre arrastou a menina para junto dos seus familiares que a poucos metros de distância chamavam por ela. O homem que só pensava em dinheiro não reparou, tão absorvido que estava nos seus pensamentos. Pensava o quanto valeria a petiz se vendida para adopção. Existiriam milhares e milhares de casais estéreis no mundo inteiro dispostos a pagar pequenas fortunas para ter uma menina daquelas tão bonita como filha adoptiva. Mas depois a sua consciência fê-lo ver a situação de maneira diferente... Se deixasse que fosse o mercado a definir o preço, se fosse posta em leilão, certamente conseguiria obter um valor ainda mais elevado.

Publicado por jorge b em 06:51 PM | Comentários (3) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 15, 2006

Miopia de rodapé

"OMS anuncia vagina contra o H5N1"
(a propósito da cripe das aves)

Publicado por jorge b em 01:58 PM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

Sem licitações

Notícia de ultíma página do Expresso, ainda o caso do famigerado carro camarário de Santana Lopes. Num país civilizado, ou o Carmona passava a andar de transportes públicos ou tinha que explicar muito bem explicado porque razão quer vender por uma bagatela um topo de gama que, quando se dá á chave, funciona.

Publicado por jorge b em 01:42 PM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 14, 2006

#14306

Um homem acabado de chegar conhece uma mulher daquelas que fazem ‘ploc’ e que gostam de passar multas Vivem felizes até que durante a primeira noite o homem começa a recitar de trás para a frente os seus códigos pessoais e ela antes de poder dele abusar transforma-se num papel químico vermelho O homem que nunca tivera semelhante alucinação começa a chorar convulsivamente como se lhe tivessem acabado de tirar a sua chupeta da sorte ao mesmo tempo que pergunta desesperadamente aos puxadores das portas se sabem onde deixou a cabeça Ela aproveitando-se da lei da vantagem começa a sentir um prazer desmedido e até então desconhecido dos manuais e decide telefonar para o seu até então melhor cliente O telefone toca até desmaiar.

Publicado por jorge b em 04:03 PM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 09, 2006

Solitário pessoal

Nua, numa madrugada quente,
Na obscuridade que te liberta e adorna,
Não tens aquele minimo medo,
E podes morrer a qualquer instante feliz,
Nos braços do teu solitário pessoal.

Publicado por jorge b em 12:24 PM | Comentários (2) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 08, 2006

Little sad bird

- Será que tenho de declarar a minha passarinha ?
- Mas a senhora tem alguma ave ?
- Tenho, tem pena e tudo ?
- Penas …
- Não, pena!... Pena de não levar com Ele todos os dias.

(da série Histórias da vida real de uma telefonista)

Publicado por jorge b em 12:23 PM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

Dia

Publicado por jorge b em 11:09 AM | Comentários (1) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 07, 2006

... goes to Crash

"It's the sense of touch. In any real city, you walk, you know? You brush past people, people bump into you. In L.A., nobody touches you. We're always behind this metal and glass. I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something."

Publicado por jorge b em 09:13 AM | Comentários (0) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 04, 2006

Em delírio

Êxtase total nas comemorações do 3º aniversário deste não menos extasiante blog.

Publicado por jorge b em 01:39 AM | Comentários (1) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL

março 02, 2006

Época de paz e harmonia

Há uma estranha harmonia no enregelado Carnaval lusitano, uma época feliz onde as mulheres levam a sensualidade ao extremo, e os homens, o rídiculo.

Publicado por jorge b em 10:22 AM | Comentários (1) | TrackBack | PÁGINA PRINCIPAL