Na história do futebol português, nunca uma equipa foi campeã com 7 derrotas... nem sequer com 6. Com tanta derrota assim, em campeonatos anteriores, uma equipa nem sequer tinha ido à UEFA ou então estaria a lutar para não descer de divisão. Mas esta época, o Benfica com as suas 7 humilhantes (é preciso não esquecer) derrotas e os não sei quantos míseros golos marcados, conseguiu o impensável, á rasquinha, ser campeão, ou melhor, ficar em 1º lugar. Á rasquinha, como o país, como todos nós, mais coisa menos coisa. Com o país já estamos habituados, connosco podemos nós bem, agora, quando é o Benfica á rasquinha, é quase como se não tivesse ganho. Não nos sentimos vencedores, daqueles de peito cheio, algo que é bastante diferente de sentir um forte impulso de correr para a frente de uma câmara de televisão e gritar SLB, SLB, SLB ou subir uma estátua e gritar em cuecas SLB, SLB, SLB. Há uma grande diferença.
Para um benfiquista se sentir verdadeiramente vencedor também não é preciso esmagar ninguém. Mas é preciso ganhar com convicção, confiança e estilo, coisa que o Benfica não soube fazer ao longo da época. E aquele ultimo jogo do campeonato, então, com o Boavista, foi pavoroso. Não chamo àquilo humildade. Chamo miufa, muito demérito alheio e muita sorte. Foi assim o Benfica este ano. Naquela ultima jornada, foi a Académica (merecia um lugar na UEFA) quem me deu a maior alegria futebolística do ano quando marcou aquele golo magnífico ao lastimável FêCêPê. Só ao minuto 90 das Antas o país respirou de alívio. Houve outra grande alegria, mas não tão intensa, aquele magnifico frango do Ricardo, um magnifico golpe de sorte que o Benfica durante todo o jogo demonstrou não merecer. O Sporting também não. Mereceu o Luisão, a melhor das papoilas saltitantes, o talismã que faltou ontem ao Benfica na final da Taça.
É uma das imagens fortes que ficaram do Domingo passado, a dos adeptos portistas a queimarem bandeiras e cachecóis do Benfica frente às câmaras de televisão. Não chamaria aquilo não saber perder. O Porto não perde carago! Aquela é antes a atitude típica dos oprimidos, o mesmo tipo de ritual que os Palestinianos fazem com a bandeira de Israel, os muçulmanos em geral com a bandeira dos opressores Americanos.
E nós é que somos os “mouros”...
Minutos antes do início do jogo com o CSKA, a TSF perguntava em directo a José Roquete (antigo presidente do Sporting), o que esperava do jogo:
- “Não estou conformado com a derrota com o Benfica... Continuo a dizer que o Ricardo foi carregado, não tenho dúvidas (???) não me conformo.” (!!)
Minutos depois do final da partida, a RTP entrevistava adeptos/sócios ao acaso, à saída do estádio, e o Sportinguismo voltava a manifestar-se:
- “O Benfica é merda!!!!”
O Sporting ontem jogou contra duas equipas: o CSKA e o Benfica. Obviamente que nunca podia ganhar.
Acredito, mas no sentindo inverso. A abordagem ao fenómeno será mais “Desculpe, não nos vamos conhecer de algum lado ? É que tenho a certeza que iremos para a cama num futuro próximo.”
24h antes do grande jogo, o Benfica fez uma espécie de sacrifício aos deuses, algo inédito. Expulsou um sócio, Vale e Azevedo, um antigo presidente do clube, o homem que protagonizou o melhor acto de gestão desportiva de sempre em Portugal: A contratação de Mourinho como treinador. Obra dele, histórico (o segundo melhor acto de gestão desportiva de sempre, embora a anos luz do primeiro, recorde-se, foi o de Pinto da Costa ao ir buscá-lo um ano depois ao Leiria).
Em vez de uma merecida homenagem, uma indecente expulsão de sócio. E pode o Benfica dar-se ao luxo de perder sócios, ainda mais daquela valia ?!... Se o problema com Vale e Azevedo é a sua reputação, quantos sócios do Benfica são reconhecidamente aquilo a que vulgarmente se apelida de palhaços, quantos haverá que são uns grandessíssimos filhos da puta, quantos sócios do Benfica batem nas mulheres quando o Benfica perde ou cortam as unhas nos transportes públicos ? E são expulsos do clube ? Obviamente que não. Luis Filipe Vieira, por exemplo, na sua qualidade de pato-bravo, é o responsável por um dos maiores atentados ecológicos e arquitectónicos de sempre… E por acaso é expulso por isso ? Basta ir a Sesimbra, dar uma voltinha à beira mar, e é impossível avistar o mamarracho “califórnia” sem se ficar logo com vontade de expulsar Vieira do Benfica. Mas porque somos razoáveis, e porque se trata do presidente do nosso clube, não somos capazes de lhe desejar tanto mal.
Se Vale e Azevedo lesou a Instituição, aí é outra conversa! Mas mesmo assim, a expulsão de sócio do Benfica só tem paralelo com uma lobotomia ou uma morte por enforcamento. Podia-se muito bem aplicar uma pena mais leve, como, proibir o Vale de ter camarote na Luz durante uma temporada, obrigá-lo a estar na bancada no meio da maralha ou um corte da relva do estádio em troca duma entrada para o 3º anel. O Benfica não perdia.
Antes do início do grande jogo, os gajos da TV Cabo mudaram os códigos de acesso via satélite. Objectivo: massacrar a malta que tem parabólicas piratas. Missão comprida. Ressalve-se no entanto a ética dos gajos: Cortaram o sinal uma hora antes e não mesmo em cima do jogo como mandaria o figurino nacional. Assim, permitiram que a malta tivesse tempo suficiente para meter os camarões e a bejecas no frigorifico, e ir chatear amigos com Sport TV legalizada ou procurar um lugar no café. Foram filhos da mãe, mas não filhos da puta. É de louvar!
É recorrente. De vez em quando vem á baila o tema da “pirataria”, produzem-se spots publicitários e discursos bonitos apelando ao sentimento de culpa de quem saca cd’s na net, compra dvd’s aos ciganos ou vê televisão por cabo á pala. Esses senhores sabem que o mundo sem pirataria seria o descalabro total, mas a missão deles é reforçar o carácter subversivo da coisa, efectuar pequenos ajustes no saque legalizado. Compreende-se. A pirataria agradece mas também merece mais respeito, já era tempo de ser encarada com naturalidade, ter direito a disciplina no secundário. Faz parte da equação, da lógica do mercado, do mercado que é a base da nossa civilização. A pirataria é a válvula de escape da grande panela de pressão do consumismo moderno. Deus deu-nos a oferta, nós a procura e alguém a pirataria.
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Não conheço gente mais respeitável que os piratas ou se preferirem, malta culturalmente arejada e altruísta que compra o original ou pirateado que depois disponibiliza ao resto do pessoal. Sem eles não tinha nem 10% da cultura musical que tenho e mesmo assim sinto-me sempre acabado de aterrar sempre que vou ao Lux. Sem a pirataria ainda não tinha tido o privilégio de ver o “Sin City” com qualidade DVD ou o “The ring” original japonês. O pior de tudo, Bill Gates ainda seria mais rico do que é, como se fosse concebível… E veja-se, paradigma dos paradigmas, não conheço uma alminha viva que tenha uma versão do Windows ou do Office legalizada e tenho quase a certeza que quem me lê, igualmente. Ainda assim, não deixa de ser o gajo mais rico do mundo. Ou seja, sem a pirataria os ricos seriam escandalosamente tão ricos que até teriam vergonha e sentimentos de culpa de o ser. E se os ricos tivessem vergonha o mundo bloqueava, haveria a necessidade de fazer um ‘reboot’ do sistema com consequências imprevisíveis. A pouca vergonha que têm, tentam impingi-la para quem é cúmplice dessa pirataria que afinal os ampara.
Um guia importante para compreender melhor a mulher, no caso, chefe e neurótica ao mesmo tempo.
Quando: É sempre a mesma coisa!!! Eu não disse que queria isto acabado até ontem ? Não disse ????
No fundo: Ontem á noite fui para a cama com um desconhecido mas não prestou para nada!
Quando: Senhor Amilcar, estou tão farta do seu desleixo!!!! Os seus serviços já não são necessários. Para a semana já não quero vê-lo nesta empresa! Agora desapareça!!!!!
No fundo: Ai Amilcar, de todos os empregados desta casa, você é o único com quem não tenho fantasias sexuais.
Quando: Cambada de incompetentes. Estes pedidos de encomenda estão todos mal !!! Ahhh que nervos!!!
No fundo: Por mais que tente, não consigo atingir um orgasmo!
Quando: Aqui não há discussões! É como eu digo ou podem procurar outro emprego!!!
No fundo: Já não consigo aturar mais o barrigudo do meu marido.
Quando: Quantas vezes é que já não disse que queria isto por ordem alfanumérica ah ?? Quantas ?! Quantas ??! Quantas ???!!
No fundo: Só quando me masturbo sózinha é que consigo ter prazer... Algum...