março 31, 2005

Tipicamente Coelho

"Em primeiro lugar, o nosso objectivo é ter mais votos que o partido que vier a seguir! Em segundo lugar (...)"(!)
Resposta do ambicioso Jorge Coelho, porta-estandarte do PS, hoje de manhã quando os jornalistas lhe perguntaram sobre quais eram os objectivos do partido para as próximas autárquicas.
in, TSF

Publicado por jorge b em 10:26 AM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

março 30, 2005

Big Mourinho

"Mourinho está com cara de tédio a comer uma inglesa. De repente, ela começa a atingir o orgasmo e grita:
- HO, HOO, HOOOOO MY GOD!!!
Ele com a mesma cara diz:
- Na intimidade podes chamar-me só Mourinho."
in, recebida por mail

Publicado por jorge b em 03:15 PM | Comentários (1) | PÁGINA PRINCIPAL

março 29, 2005

Genes 'r us

Nova polémica: a base de dados genéticos. Parece que com a recolha do material genético que identifica cada ser humano, o Estado perverso conseguirá obter dados pessoais, como sejam as tendências do indivíduo ao nível da personalidade, dos gostos, doenças, preferências sexuais, religiosas, etc... Proponho-me já para a recolha e aconselho toda a gente a aderir à Grande Recolha Genética. Pensem bem nos milhares de euros que podemos poupar em psicoterapia, o contributo que estaremos a dar para a industria das provetas e microscópios, o que a genética pode trazer ao nosso auto-conhecimento. Imaginemos que sou ateu, casado com uma morena, ando a tomar comprimidos para a urticária, introvertido e cleptomaníaco, gosto ouvir Ramstein, aparentemente tenho tudo para ser feliz! Mas sinto um qualquer desconforto, algo de inexplicável que não me deixa ter um sono tranquilo e retemperador. Além do meu seiko, há mais alguma coisa que não bate certo nesta minha vida, cuja história é semanalmente relatada cada vez com mais pormenor á psicoterapeuta que me acompanha 50€ a consulta (2700 €/ano).
Vou á base de dados genéticos e peço um relatório, gratuito (0€/ano). Descubro então que afinal tenho propensão para loiras (já andava desconfiado), tendência para a hipertensão, ultimamente agudizada pelos comprimidos contra a urticária cujo diagnóstico foi erro médico e a comichão simples alergia à Julia Pinheiro, que afinal até sou um gajo extrovertido, altruísta, cheio de fé, só que ainda não sabia, e que gosto da Jennifer Lopez também quando canta. Ou seja, abençoada genética, com todas as certezas, com toda a vida descomplicada e explicada, abençoada que nos trará pacificação ás nossas ansiedades e incertezas.
Suponho que se tivesse sido inventada hoje a impressão digital, tal como o código genético, marca única de cada indivíduo, as mesmas vozes discordantes que agora apontam o dedo á genética, levantar-se-iam: afinal, com que direito tem o Estado de ter algo de tão íntimo e pessoal como a minha impressão digital ? E que lhe interessa saber quem são os meus pais ? Alguém tem alguma coisa a ver com isso ? Ou a minha data de nascimento ? Não é única mas combinada com o lugar de nascimento, conforme consta do famigerado BI e temos um mapa astral mais completo que qualquer mapa genético. E a minha foto ? Há gente que pela forma do nosso rosto é capaz de nos dizer quantas vezes trairemos durante a vida, pela forma das sobrancelhas se alguma vez ficaremos a dever ao banco, pela forma dos olhos se gostamos mais na mesa da cozinha ou nos bancos de trás do carro. Não me parece razoável o Estado ter na sua posse uma fotografia minha. Sabe-se lá se a esta hora não estará uma burocrata qualquer a ter fantasias só de olhar para o meu bem escanhoado rosto. Uma pessoa tem direito á integridade da sua imagem e a saber as medidas e o contacto da burocrata depravada. Há gente que consultando o nosso extracto bancário, os movimentos do nosso cartão de crédito, é capaz de nos dizer onde gostamos de passar férias, em que restaurantes comemos, que marca e estilo de roupa usamos... Sugiro burkas para os mais afectados.

Publicado por jorge b em 03:40 PM | Comentários (1) | PÁGINA PRINCIPAL

março 28, 2005

What ever happened to George Orson Welles ?

O teu ego á vista do meu é deste tamanho! Como a minha pilinha!Apesar do reconhecimento oficial dos seus pares, Welles foi no fundo um cineasta fracassado, embora um dos melhores actores de sempre. Mas, ‘melhores actores de sempre’ há muitos, portanto, onde residia o mito ? A brincadeira na rádio da Guerra dos Mundos e Citizen Kane não chegavam. O mito residia sobre o que se passou depois, como é que um gajo cheio de carisma e talento, se afogou nele próprio. Os seus inúmeros projectos incompletos ou fracassados giravam todos á volta de si, como a sua versão de “Moby Dick”, um longo e penoso monólogo onde Welles interpreta (lê as falas) de todos os personagens com a câmara absorvida na sua figura. Todos os seus projectos rocambolescos eram duma experimentalidade que roçava o patético e de um descarado egocentrismo muito embora por causa da falta de meios que Welles não parecia admitir. Ninguém sabia se eram (bocados de) filmes para rir ou se para chorar, e só mesmo Welles os parecia levar a sério.
Ao contrário de outros, nunca teve a lucidez e preserverança suficientes para saber esperar. Perdeu por isso.

Publicado por jorge b em 12:18 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

Pope fiction

Mal se vê sem guarda costas, dá logo nisto!Neste momento perde-se uma enorme quantidade de tempo a discutir se o Papa está ou não em condições de exercer o cargo. A sua ultima aparição veio provar que sim, que está em grande forma. A enviada especial da SIC, decerto possuidora de poderes psíquicos extrasensoriais, extasiada até referiu que o velhote mudo e entubado “falou através do silêncio” (!). O que importa ? A ler o que está no papel ou calado, um Papa desde que apareça numa janela, não precisa de ter a forma de um atleta Olímpico ou sequer estar em condições de limpar o próprio cu para ser um excelente Papa.

Publicado por jorge b em 12:03 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

março 17, 2005

Puras páginas virgens

Nesses momentos solenes em que escrevo uma dedicatória num livro que ofereço, a caligrafia sai-me sempre péssima. Um livro por ler é algo de tão imaculado que me atrapalha.

Publicado por jorge b em 06:53 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

I love you, i love you, i love you

Fica bem nos poemas e ganha um encanto especial se cantado. Na vida real das relações, dito assim, três vezes seguidas, é um absoluto exagero ou o prenuncio de que algo está ou vai acabar mal, mal, mal. As consciências não são surdas.

Publicado por jorge b em 06:38 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

março 16, 2005

Da série 'factos irrelevantes ou sem a mínima importância para todos, à excepção dos poetas ou das pessoas que têm lindas varandas desmarquisadas'


Como demonstra a imagem, chegaram as andorinhas.

Publicado por jorge b em 03:14 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

março 15, 2005

Um funcionário realmente exemplar

- Não sei como agradecer a sua celeridade...
- Não tem que agradecer, é o meu trabalho.
- Mas foi de uma atenção e de uma dedicação na resolução do meu problema que é raro encontrar-se hoje em dia sabe...
- Infelizmente sou forçado a concordar com o que diz. Apesar do elevado profissionalismo e da exigência de altos padrões de qualidade no atendimento que a nossa instituição cultiva, reconheço que nem todos os meus colegas colocam no seu trabalho diário o mesmo esforço e dedicação que aqui colocamos. Aqui fazemos sempre todos os possíveis e até por vezes os impossíveis para uma resolução mais rápida e eficaz dos problemas dos utentes.
- De facto assim é, felizmente tive o previlégio de o poder comprovar.
- Obrigado.
- Olhe, convido-o a beber comigo um cafezinho...
- Lamento mas, como vê, estou a trabalhar...
- Mas eu insisto, é o mínimo que posso fazer para agradecer toda a sua atenção e dedicação.
- Agradeço mas, e os meus colegas serão disso testemunhas, nunca me ausento para beber café. Até porque não gosto de café.
- Venha daí que toma comigo o pequeno almoço. Eles fazem ali em baixo uns pastelinhos de nata óptimos.
- Desculpe mas não pode ser. Embora ainda não tenha efectivamente tomado o pequeno almoço, eu só me levanto daquela cadeira para atender os utentes ou ir cagar.
- Nesse caso faço questão de esperar por si junto á porta da casa de banho.

Publicado por jorge b em 10:42 AM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

março 14, 2005

As mézinhas de Sócrates

Sócrates toma posse e anuncia de imediato ao país a primeira "grande medida" deste governo: há medicamentos que passam a poder circular livremente em carrinhos de compras. Pela celeridade e oportunidade da medida que se sobrepõe a tantas outras que o país verdadeiramente anseia, devia tratar-se de um velho sonho de infância que Sócrates finalmente concretiza. Se tivesse sido Santana a declarar tamanha anormalidade e logo na sua tomada de posse, hoje já estava de malas aviadas, não para gozar umas férias á conta da industria farmacêutica, antes para se apresentar ao Carmona.
Só faltam agora as farmácias passarem a vender batata ao quilo.

Publicado por jorge b em 04:39 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

O marketing das meretrizes

Ilustração de LaurieLipton.com
O sexo, se for pago, sai mais barato!

Publicado por jorge b em 04:12 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

março 03, 2005

O Charles é que sabia

"Esta vida é um hospital onde cada enfermo está possuído do desejo de mudar de cama. Este queria sofrer defronte do fogão, e aquele crê que se curava ao lado da janela."
Baudelaire, in O Spleen de Paris

Publicado por jorge b em 07:15 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

O Sigmund é que sabia

"A religião é um fenómeno absolutamente neurótico-obsessivo."
Freud

Publicado por jorge b em 07:13 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

O xeque é que sabia

"Os que são teus inimigos, / o serão ou o foram, / alimentam-se do desgosto / que em ti encontram! "
Saadi (1250 d.c.), in Jardim de Rosas

Publicado por jorge b em 07:11 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

O que o assusta tanto ?

"Tudo. Não sou por natureza um homem profundo e interesso-me pouco por questões abstractas, como seja a da natureza do mundo e a do destino da humanidade; é como pairar nas nuvens. O que me apavora é a vida de todos os dias. Vejo que sabemos muito pouco e que, por isso, cada dia nos iludimos mais e estragamos a vida dos outros; gastamos as nossas energias com frivolidades que são absolutamente dispensáveis mas que nos impedem de viver. É isto que me aterra, pois não percebo a quê nem para quê isto pode ser útil. "
Anton Tchekov, in O Pavor

Publicado por jorge b em 06:56 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

2

O ar condicionado marcava 30 graus.

Publicado por jorge b em 09:21 AM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL