dezembro 23, 2004

O espírito de Natal por Jesus Cristo, esse fenómeno de popularidade internacional

É uma das minhas passagens favoritas da bíblia, uma das mais elucidativas acerca do feitio e das verdadeiras intenções de Jesus Cristo, aquela em que o tipo supostamente terá dito assim:
"Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. Porque vim separar o pai do seu filho, a filha da sua mãe e a nora da sua sogra."
Evangelho de São Mateus, capítulo 10, versículos 34-35
Se o gajo tivesse mas era enfiado a espada num sítio que eu cá sei!!
Para todos os leitores e escritores de blogs, votos sinceros de um Natal cheio de verdadeiro espirito Natalicio, ou seja, muitas prendas recebidas e oferecidas, e luzinhas frenéticamente a piscar, claro.

Publicado por jorge b em 10:06 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

dezembro 20, 2004

Holocausto caníbal

O facto de certos animais serem sensíveis ao carinho humano, seria razão mais que suficiente para que nunca estivessem no nosso prato.

Publicado por jorge b em 10:16 AM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

dezembro 14, 2004

Fátima in black

Mal acabámos de voltar á nossa natural posição de rastos, depois de muito tempo de gatas, primeiro para que viesse para Portugal a Expo e depois o Euro, e já nos preparamos alegremente para assentar de novo joelhos. Desta vez vamos implorar pela vinda dos Jogos Olímpicos em 2016.
Num país de rastos, que precisava isso sim de se colocar erecto e de cabeça erguida organizar os seus próprios desafios, as suas próprias olimpíadas do progresso intelectual, continua como que a suspirar por este tipo de eventos anestesiantes e escandalosamente próprios para países sem vergonha, cultural e socialmente medíocres como é o caso.
Entretanto, leio no Expresso que responsáveis pelo aeroporto de Lisboa (aquele que diziam já não dar para as encomendas) estavam a ‘tentar’ que a easyjet*1 passasse a voar para Lisboa. Estão de gatas portanto, por mais meia dúzia de taxas de aeroporto.
Sabe-se que estas negociações carecem sempre de contrapartidas, que quem estás de gatas tem que apresentar argumentos aliciantes sobre várias perspectivas para conseguir o seu objectivo. Ocorre-me que a ocasião seria propicia para se apresentar algo de novo e inovador ao passageiro de avião farto de espreitar á janela e só ver formiguinhas lá em baixo. Mesmo a nossa redundante “Arvore de Natal Maior da Europa”, lá de cima não passará de uma insignificância, sendo preciso fazer algo que cause impacto, que deixe o turista estrangeiro verdadeiramente boquiaberto, algo que faça os turistas acorrerem em massa aos balcões de reservas da easyjet. Podíamos efectuar uma remodelação nesse autêntico mastodonte arquitectónico que é o Cristo Rei de Almada, proporcionando ao passageiro lá de cima, um espectáculo visual mais agradável e, ao mesmo tempo, fabricarmos um símbolo definitivo para Lisboa, concebermos aquele que seria um farol para todo o trafego aéreo mundial, uma das maiores atracções turísticas do mundo. Está ali uma oportunidade desperdiçada que urge aproveitar. Sugeria pois a demolição pura e simples da estátua medonha e no seu lugar erguer, com a mesma volumetria mas diferentes medidas, naturalmente, a estátua de Lenka, a gaja loira que aparece descascada na Maxmen deste mês... Mas também podia ser a nossa Fátima Preto, que também tem “as medidas certas”, a celebridade pexita*2 descascada e esculpida, de gatas, porquê não ?!... Uma homenagem não só à chicha nacional, bem como ao espírito lusitano... Ok, esta questão da posição, até podia ir a referendo... A Fátima de rastos também ficaria bem. Na certeza porém que, não duvidemos, o trafego aéreo aumentaria substancialmente, os aviões pareceriam moscas em redor de tamanho e salivante monumento, seriam as companhias aéreas de todo o mundo, a implorarem por poderem aterrar em Lisboa e oferecerem aos seus passageiros tão deslumbrante espectáculo.

*1 easyjet - Operadora aérea que pratica preços reduzidos, adequados a malta tesa. Ex: “Epá ontem estive com uma pexita que parecia um avião... da easyjet claro!”
*2 pexita - nome atribuído ás gajas de Sesimbra (vila piscatória, terra de Fátima Preto), independentemente de serem boas ou não, sendo certo que qualquer pexita que se preze faz tudo para, pelo menos, às sextas e sábados à noite parecer boa como o milho. Ex: “Olha-me ali aquela pexita toda boa como o milho a entrar na Bolina*3!”
*3 Bolina – navegar com vento afastado o máximo 6 quartas da proa; discoteca de Sesimbra onde aos sábados é “pexita’s night”.

Publicado por jorge b em 10:22 AM | Comentários (1) | PÁGINA PRINCIPAL

dezembro 12, 2004

Santana strikes back

Tinha a secreta esperança que houvesse novidade. Quando um árbitro expulsa um jogador aparentemente de forma injustificada, mais tarde, no relatório, esclarece-se, especifica-se que a expulsão foi por esta ou aquela palavra, estes ou aqueles comportamentos anti-jogo. Mas o árbitro Sampaio, no seu cauteloso relatório, apenas veio confirmar o que já se sabia. O que se tinha inventado ou palpitado nestes últimos dias como causa da dissolução do parlamento, foi repetido num discurso pouco convicto e pobre, ao ponto de não explicar porque se permitiu a aprovação do Orçamento de Estado para 2005, a maior e principal obra de um governo, afinal, incompetente, justificada apenas e resumidamente como “mal menor”.
Responde na noite seguinte um Santana à Santana, estratégicamente à frente de Portas e de um governo como outro qualquer, e o país, em estado de choque, conclui que quem se deveria ter demitido era o Presidente da República.
Como o PS continua a não ser alternativa, como a massa crítica de pessoas e ideias, por entre a canaille do costume, está na direita, se Santana for “legitimado” pelo Carnaval de Fevereiro, para Sampaio já será tarde de mais.

Publicado por jorge b em 12:05 AM | Comentários (1) | PÁGINA PRINCIPAL

dezembro 11, 2004

Pop.midia (reloaded)

Um gajo faz o impensável: Larga um tacho numa empresa cotada na bolsa para se dedicar e se possível ganhar com a pop art. Para já, é merecidamente falado na ‘Máxima’ e aqui no 'espécie' porque é capaz de criar ambientes também impensáveis, desde o muito ácido ao muito lounge, conjugando harmoniosamente cores e paisagens surreais mais ou menos lineares, mais ou menos orgânicas, duma forma capaz de fazer o Warhol roer-se de inveja. Pelo caminho, é capaz de transformar aquelas fotografias onde estamos vergonhosamente mal ou as outras, onde não estamos, em verdadeiras obras de arte pop, impressas em papel ou tela. O trabalho completa-se com o emolduramento, num serviço completo e de nível, porque o gajo percebe daquilo.
E porque é difícil descobrir algo único para oferecer a nós ou aos outros, pode ser uma boa aposta, a popmidia@sapo.pt. Para conhecer in loco e ficar flabergasted!!!, com o que está exposto no showroom, não há como ir até à Malveira, ali para as bandas de Mafra, e espreitar o nº 10 B da Rua Primeiro de Maio.

Publicado por jorge b em 11:57 PM | Comentários (1) | PÁGINA PRINCIPAL

Fora do pântano

Descubro este blog, mais uma agradável pedrada no pântano.

Publicado por jorge b em 11:54 PM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

dezembro 05, 2004

A importância de não ser primeiro-ministro

Santana Lopes não foi destituído de primeiro-ministro porque ele nunca foi um primeiro-ministro. Nunca lhe vestiu a pele. Bastava olhar para a cara dele. O primeiro-ministro era alguém algures entre o Bagão e o Sarmento. Daí aqueles discursos, aquelas metáforas, que ficavam muito bem se dirigidas apenas ao eleitorado do PSD, nada bem se dirigidas ao país. Foram metáforas naturalmente impróprias para um chefe de executivo que nunca mas nunca, devia falar por metáforas, sempre por falinhas mansas. E o país escutava Santana, e isso era salutar mas igualmente fatal. Santana nitidamente reverente e cabotino, desiludiu, não tendo sequer direito a um estado de graça.
Um quase dissolvido Sampaio alegará a “quebra de confiança” de toda a gente, no governo. Toda a gente, entenda-se, agentes económicos, simplificando, os patrões, toda a gente, entenda-se também simplificando, o povo… Isto soa um bocado a esquisito, povo e capital, todos diferentes, todos iguais, contra um governo… Esquisito porque curiosamente, não havia contestação social significativa, i.e., greves, manifestações ou ovos podres, contra o governo. Curiosamente, as manifestações mais graves e recentes tinham sido protagonizadas por uns habitantes quaisqueres duma terreola que queria ser concelho e que queria a cabeça de Sampaio por este alegadamente não ter cumprido com o prometido. Chegaram inclusive a despejar areia contaminada (!) frente ao Palácio de Belém (!). Havia portanto aqui qualquer coisa de estranho nesta ‘quebra de confiança’ que ainda assim não impedia o país de começar a dar os primeiros sinais de recuperação económica, de funcionar normalmente… É que num país onde ninguém confia em ninguém, onde mais de metade dos votantes não votam numas eleições legislativas, não é por isso que os governos são empossados e governam. Portanto, o pretexto de Sampaio definitivamente não pega. A desconfiança é o estado normal da democracia portuguesa.

Publicado por jorge b em 01:04 AM | Comentários (1) | PÁGINA PRINCIPAL

A importância de não recorrer ao marketing pessoal

Vejo Marcelo na televisão a esquivar-se a uma catadupa de perguntas de vários jornalistas, acerca do actual momento político, recusando-se a responder a todas, adiantado que só no início do próximo ano, aquando do retomar do seu comentário político, pago, subentende-se, voltará à carga. Por detrás desta atitude do professor, estão portanto interesses puramente pessoais, de estratégia, diria, de marketing pessoal, que se sobrepõem muito naturalmente ao interesse público em ouvi-lo. Mas porque havia mais do que interesse, porque também era importante ouvi-lo, o seu silêncio prazenteiro é revelador. Será legítimo, a nós ingénuos, concluirmos que afinal o professor só fala quando lhe pagam ou quando lhe dá especial jeito, e que, muito provavelmente, só saiu da TVI também por razões pessoais, de estratégia, diria, de marketing pessoal.

Publicado por jorge b em 01:01 AM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL

A importância de não se ter televisão por cabo

Vi por diversas vezes aquele anúncio do “eles falam, falam, falam, e não dizem nada”, coisinha ainda pior que os anúncios dos telemóveis 3G. Nunca tinha visto aquele cromo de óculos, não percebia como é que uma instituição bancária podia sequer imaginar conseguir captar um cliente que fosse com uma publicidade tão asnil, onde aparecia um gajo com pinta de doido, vestido com uma espécie de colete-de-forças, a falar sozinho. Depois, uma noite destas, em casa de uns amigos com televisão por cabo, vi a SIC Radical, e no dia seguinte fui ao Montepio Geral comprar uma segunda casa.

Publicado por jorge b em 12:58 AM | Comentários (0) | PÁGINA PRINCIPAL