Sai pus do ouvido de um dos meus gatos e instintivamente começo a montar a casinha de transporte. Daí a pouco estou na veterinária a pagar 44 euros e a compreender porque vejo tantos animais abandonados e tantos clínicos a viver em condomínios privados. Não é economicamente aconselhável ter-se animais, apesar do que dizem os fabricantes de comida, acessórios e serviços para animais. Dou por mim a pensar que nunca dei tanto dinheiro para uma consulta minha (as minhas são comparticipadas), que se me começasse a sair pus do ouvido aguardaria vários dias até me cansar de assoar a orelha ou até ficar com o ouvido podre, antes de me decidir a consultar um médico. Está profundamente enraizada para mim a filosofia do ‘isto passa’.
Ter animais domésticos obriga-me a mais uma responsabilidade, precisamente quando penso que deveria começar a cortar, não nos gastos, que tal é inconcebível, mas nas responsabilidades. Vive-se mais feliz com menos.
Tudo se resume à luta de classes. Este inofensivo governo de Santana só é perigoso para ele próprio na medida em que será o mais discreto governo de direita de sempre, a piscar descaradamente o olho ao eleitorado da classe baixa (essencialmente aquilo a que se pode designar de esquerda não intelectual, a imensa maioria portanto). O corte nos benefícios fiscais e os (temos que admitir, generosos) aumentos previstos para a função pública são coisas impensáveis, verdadeiros ataques à classe média, que, sejamos honestos, é, depois da classe alta, a segunda grande minoria neste país.
Santana, o ‘inrevolucionário’ que não tem tomates e inteligência suficiente para molestar ou seduzir o grande capital, quer conquistar a poderosa e imensa classe baixa, mas para isso pretende sacrificar a neurótica média e deixa a pequena mas poderosa alta intocável. Ora isto lixa a média, precisamente onde estão os opinion-makers e os distintos consumidores e capatazes de que precisa a alta. A média recolhe na alta discretamente apoios e poder para combater o governo, envenenando a baixa. Influenciada pela média, a baixa estupidamente faz suas as bandeiras da média, é ela quem se agita na luta, quem mais uma vez irá para a linha da frente, quem mais uma vez se irá lixar.
Não tenhamos ilusões, assistimos a um confronto que não é directo entre classes, será mais um sacrifício, a manipulação das classes inferiores pelas superiores, a moderna luta de classes, que culminará sempre pela viragem politica à esquerda, pela estagnação e pacificação das classes que só a esquerda proporciona.
Acompanho desde há anos os mercados bolsistas. Foi desde a 2ª fase de privatização da EDP, naquela hora em que uma empregada do CPP com um ‘je ne sais quoi’ qualquer, me aliciou a descobrir o fantástico mundo da bolsa. Acho que nunca mais fui o mesmo, subitamente pareceu-me ter descoberto um sentido para a vida e desde então, eu que não acompanhava nada, diariamente passei a acompanhar com mais atenção o mercado nacional, onde tenho as minhas modestas posições. Neste momentum, depois de terem andado a dar umas voltas de aquecimento durante muito tempo, há uma série de títulos que se parecem posicionar na grelha de partida… É nestas alturas que dava jeito ter aquilo que é preciso para fazer dinheiro, BES dixit: dinheiro. Todos aqueles ensinamentos remotos dos nossos antepassados, baseados na máxima de que é a trabalhar que se ganha, se faz dinheiro, são hoje menos verídicos que a história do Pai Natal. O mundo todo ele está feito e cada vez mais a ser concebido para quem tem dinheiro e não para quem simplesmente trabalha. E quem tem dinheiro tem incomparavelmente mais probabilidades de ganhar mais dinheiro do que quem tem apenas braços para simplesmente trabalhar. Dou por mim a imaginar uma vida sem poder consumir e entro em depressão. O que interessa cá andar se não se tem dinheiro, se não se tem o que realmente faz falta ? Valerá a pena nascer hoje em dia ? São incomparavelmente maiores as probabilidades de se nascer num país onde não se usa after-shave e não se sabe o que é o Dow Jones. Eu não arriscava.
Esta semana nasceu no Porto uma associação de apoio a crianças com um sindroma qualquer, uma espécie de compromisso entre a vulgo normalidade e o vulgo autismo. Ao que parece, existirão entre 30 a 50 mil crianças em Portugal com a pouco diagnosticada doença, com um nome facilmente esquecível, um sindroma de que terão padecido pessoas como Da Vinci ou Einstein, entre outros talentos universais. Ora, quem não gostaria de ter na sua prole um génio ? Muitos país, já que o filho não tem queda para a bola, sentir-se-iam abençoados se tivessem um filho assim, sindromático. A verdade é que todos os grandes génios sofreram de uma qualquer maleita mais ou menos grave que os obrigou a estarem no recolhimento deles próprios, muitos deles durante a infância, a congeminar a sua genialidade. Enquanto os outros putos normais andam ás caneladas uns aos outros atrás, primeiro, duma bola, depois, de gajas, os génios patinhos feios incapacitados física e social, mas não intelectualmente, confeccionam a chegada da primavera ás suas vidas. É uma espécie de justiça Natural com a qual concordo plenamente. A Natureza tira por um lado mas dá por outro.
Umas salsichas de aperitivo em massa folhada ‘obrigam-me’ a estar para aqui a escrever a horas impróprias para consumo. Parece que só assim tenho tempo para escrever, com esta sensação incómoda no estômago, em sintonia com a cabeça. E a falta que me faz escrever, a falta que me faz poder acreditar em fantasmas ou alminhas do outro mundo, qualquer coisinha de paranormal, para que não me sinta tão sozinho neste exorcismo.
A saída de Marcelo da TVI provocou o maior cataclismo político em Portugal, desde que no 25 de Abril de 74, os militares então saíram dos RI (regimentos de infantaria). Toda esta polémica veio felizmente demonstrar que a palavra ainda tem poder, quando já julgávamos que as coisas só à porrada podiam mudar. De facto, a palavra inteligente, condimentada pelas imagens fortes dos esgares do professor (i.e. poder comunicacional em televisão), picaram com força um membro do pré-fabricado governo. Isto, meus senhores, é bonito de se ver. Marcelo fez em Portugal aquilo que Michael Moore e a sua imensa barriga não conseguem fazer na América: picar Bush que continua impávido e sereno, ano após ano, candidato ao Nóbel da paz.
Muito se tem especulado sobre as verdadeiras razões que levaram o professor a tomar tão revolucionária e dramática atitude... O que terá Paes do Amaral dito ao professor naquela indigesta ultima ceia ?… Pois este rapaz que aqui escreve, teve, em rigoroso exclusivo, acesso à conversa mantida entre os dois protagonistas. É verdade. E foi através dos bons ofícios do meu velho amigo de infância Gervásio, um gajo que além de orgulhoso bufo, tem um ouvido de tísico tão apurado que lhe granjeou fama e respeito no meio da restauração Lisboeta. Mesmo com a maior das cervejarias a abarrotar de gente e casca de tremoço pelo chão, Gervásio tanto ouve o mais afónico dos clientes a 10 mesas de distância pedindo mais uma dose de torresmos, como a seguir é capaz de ir bufar para o chefe, que o colega do balcão acaba de partir mais um copo.
Gervásio mal viu o dono da TVI e o professor sentarem-se na mesa com vista para o rio, apressou-se a activar os seus preciosos timpanos. Não digo o nome do restaurante onde decorreu o polémico almoço e onde trabalha Gervásio, por razões óbvias. Digo o nome do meu amigo garçon porque, por incrível que pareça, existem centenas, talvez milhares de Gervásios empregados de mesa em Lisboa, tornando-se impossível portanto proceder à sua identificãção. Por isso, resguardando o anonimato de Gervásio e o meu próprio, por detrás deste blog, estou à vontade, o mesmo à vontade que Gervásio me deu para transcrever aqui o teor da conversa mantida entre o patrão dos média e o empregado da cátedra política nacional, tal e qual como ele a escutou. Isto é um exercício de bufice, eu sei, mas sinto-me na obrigação de acalmar os ânimos, acalmar a curiosidade do mundo inteiro, ou muito em breve, tal será o burburinho que até o Papa quererá ouvir da boca de Marcelo o que realmente se passou.
"(...)
Marcelo- … já muito tempo que … (barulho, parece de cadeiras a arrojar pelo chão) … a novidade desta vez ?
Miguel Paes do Amaral – Óh professor penso que já deve ter uma ideia do que se trata, não é ?...
M- Se é novamente a chatear-me por causa dos gafanhotos tira-me já a fome!
MPA- Nada disso professor. A Manuela (presume-se que a Moura Guedes) queixou-se daquela vez, mas resolvemos o problema… A questão é o ministro picado!...
M- Ah, óptimo. Gervásio para mim é o bitoque do costume. E o Miguel o que vai crer ?
MPA – Eu como ando com o colestrol um bocado alto, vou-me ficar por uma sopinha de caldo verde e umas favas à algarvia, se faz favor.
M – Faz muito bem.
MPA – Oiça professor, a questão é a seguinte e não vale a pena estar com rodeios. Hoje de manhã ligou-me o Santana. O homem estava destroçado, metia dó…
M- (Marcelo diz qualquer coisa mas não se percebe, porque mastigava ao mesmo tempo pão com paté de atum, Gervásio dixit)
MPA – Contou-me que tinha estado reunido com o tal ministro e a comissão política até ás tantas. Disse-me que lhe doíam bastante os ouvidos e as costas, que a mulher o tinha obrigado a dormir no sofá porque já não acreditava mais nas suas reuniões até as tantas...
M – Ah, ah, ah, cof, ah, a história do Pedro e o Lobo, cof, ah, ah, cof, ah, cof (aqui Marcelo ter-se-á engasgado)
MPA – Sente-se bem professor ?...
M - … isto… já … cof… passa, cof, cof!
MPA – Voltando à reunião, o gajo (Santana) massacrado pelo ministro ofendido, lá terá decidido que no seu tempo de antena no Jornal da TVI, tinha de ser praticado o exercício do contraditório…
M – Mas claro que sim, e podem sempre fazê-lo, nos jornais, na concorrência…
MPA – O contraditório, mas em tempo real!
M – À vontade. Por mim, o próprio Santana pode estar presente, até pode ser ele o pivot do telejornal aos Domingos. Vejo o homem com perfil...
MPA – A verdade é que a comissão política do PSD chegou à conclusão que não havia água com gás que tirasse a azia ao ministro, nem no partido ninguém capaz de fazer frente ao professor…
M – Ai sim ???!!!(aqui ouve-se o barulho de talheres, e os olhos de Marcelo arregalaram-se tanto que quase lhe saíram das orbitas. Foi o que o Gervásio me disse, porque passou-se na altura em que ele chegou com o bitoque para o professor)
MPA – Mas eles, madrugada a dentro, lá encontraram e convenceram alguém com estaleca a desafiá-lo.
M- Diga-me então… (barulho de faca a raspar no prato) … eles arranjaram ?
MPA – Professor, Santana pediu-me por tudo para que aos Domingos, estivesse presente consigo… o burro Pavaroti!
M – O burro Pavaroti ?! Estou farto de asnos!
MPA – Mas…
M – Peça-me tudo menos isso, burros nunca!
MPA- Mas olhe, já falei com a Júlia Pinheiro, ela está disponível para lhe dar uma dicas, até lhe ensina a dar cenouras ao jerico.
M – Não arranjam alguém sem rédeas ?...
MPA – Professor, a tolerância de ponto da passada segunda feira, só aconteceu para que o burrro Pavaroti tivesse tempo para estudar os dossiers e se preparar para o programa de Domingo…
M – Nunca na vida eu falaria com um burro, nem nunca permitiria que a quinta dos famosos ficasse sem o seu comentador… Aquele burro é insubstituível!
MPA – Está tudo pensado, o tal ministro passaria a estar no estábulo com a Júlia.
M – Não Miguel, já nem sequer vou acabar o meu bitoque e a minha participação na TVI fica por aqui. Gervásio, a conta sff…
(...)"
Entendi melhor não transcrever mais a conversa, porque a seguir, a discussão, algo tumultuosa, era sobre quem iria pagar as favas e o bitoque, recusando-se o professor porque tinha sido ele o convidado, declinando o patrão da TVI porque tinha sido o professor a querer abandonar a refeição.
No entanto penso que ficámos todos a saber a verdadeira razão do abandono do professor do seu lugar cativo, e todos estamos solidários com ele e surpreendidos com a falta de visão e a sujeição escandalosa do patrão da merdia capital ao estrumoso poder político.
Confesso que sempre pensei que o professor tomara a decisão por uma questão de bom senso, por não querer continuar a ter o seu bom nome associado à estação de televisão que passa os filmes mais rascas, que tem o noticiário mais lacrimogéneo, a programação mais pedante de Portugal. Mas não, foi um burro, a causa da discórdia. O burro Pavaroti é o culpado, deveria ter dado um valente coice ou pelo menos zurrado oportunamente um inequivoco “não!" a Santana!!
Compreendemos-te Marcelo.
A partir de determinada altura da nossa vida, ou seja, mais tarde ou mais cedo, o espírito humano é avassaladoramente assolado por questões existenciais desnecessárias mas que podem tirar muitas noites de sono ou então dá-las, mas mal dormidas. Baseado no sentido altruísta que infelizmente possuo, decidi tirar algum do meu apertado e precioso tempo para reflectir e dar resposta a algumas dessas questões pertinentes, fazer deste blog, por meia dúzia de posts, um, estou certo, contributo decisivo para ajudar milhares de diletantes que, por esses quartos fora, estão de olhos postos no ecran em busca duma qualquer salvação. Pois ela aqui está, espalhai pelo vosso saber as sábias palavras que vos ensino e depois voltai para as vossas desérticas ou divididas camas mais tranquilos, vivei os vossos monótonos dias com um cada vez mais reforçado e intrigante sorriso nos lábios.
Questão: Serei realmente, mas mesmo realmente ateu ?
Sugiro ao insónico leitor(a) que faça a si mesmo o infalível “teste da carroça”. Imagine que está um lindo dia de céu azul, passarinhos a cantar e tal, mas você não dá por isso porque vai a passear calmamente numa bicicleta todo-o-terreno, cuja 1ª prestação acaba de ser ontem debitada na sua conta ordenado, vai, dizia eu, a pedalar por uma bela azinhaga enlameada, quando de repente, ao virar da esquina, dá de caras com uma carroça desgovernada, conduzida e puxada por burros com uma elevada taxa de alcoolémia. Fruto do destino, e a apesar dos seus esforços inglórios de contra ele lutar, ao guinar violentamente para o lado o volante da sua bicla e pondo à prova os seus sofisticados reflexos e travões shimano, não consegue evitar a colisão com os animais espavoridos. Segue-se um turbilhão de sensações, pancadas, coices, e quando você dá por si, está na lama a fazer uma visita ao eixo enferrujado do ancestral veículo, debaixo da carroça, sem saber quem estará mais partido, se você se a sua amada bicla. Ora, naquela, como noutras situações aflitivas, você chama por alguém. Não diga que não chama, não diga que só diz “ai, ai, ai”. Lembre-se, você está consciente, isto é, não está morto ou desmaiado debaixo duma carroça, você está meio consciente depois de um violentíssimo embate com um quadrúpede jumento, burro ou mula, pouco interessa, portanto, em pânico ou nem tanto, assustado, no mínimo, logo, tem que chamar por alguém. E por quem chamaria ? Estudos recentes revelaram que uma pessoa quando está à rasca nunca chama por si mesma ou pelo presidente da república, por isso, vejamos as únicas hipóteses possíveis de chamamento, e acredite que, apesar dos avanços da ciência, não foram descobertas outras:
a) “Ai a minha bicla, ai a minha bicicleta!!”
b) “Ai meu deus!!!” ou o equivalente “Ai Jesus!!!” ou talvez “Ai senhor o que me fizeste!!!”
c) “Ai mãe, ai mãe, ai mãe!!!” ou o equivalente “Acudam!” ou “Tirem-me daqui debaixo!”
d) “Ai (o nome duma prima boa em 3º ou 4º grau, ou duma top model)!!”
e) “Porra para isto, burros do caralh*!!!”
Se respondeu a uma das alíneas a) ou b) não é seguramente ateu, e isto por mais que julgue sê-lo, por mais tertúlia ateísta que participe, por mais Nietzsche que leia, você é ateu mas é o caraças! Por isso descanse, deixe-se de tretas, comece duma vez por todas a ler Paulo Coelho, Richard Bach ou até Thomas Moore. Não aconselho a Bíblia porque, como se ainda fosse possível, só ficará ainda mais confuso e bruto da cabeça. Faça coisas boas por si, por exemplo, não volte a ler este blog. Especificamente, se respondeu a alínea a) está ainda mais convencido de que vai para o céu do que um árabe vestido dos pés à cabeça com a colecção de Inverno da Jihad Islâmica. Está mais que convencido que, aconteça o que lhe acontecer, acontecendo o supostamente pior, irá, quer seja debaixo duma carroça ou dum camião TIR, parar ao céu, ao encontro do senhor deus, que o receberá com umas palmadinhas nas costas, não estando no entanto tão certo disso em relação aos seus bens materiais que julga muito jeito lhe fariam Lá Em Cima. Daí a sua primeira preocupação, a bicla, e depois, a sua camisinha ‘sacoor’ rasgada.
Sendo um não ateu saudável, responderá seguramente à alínea b). O que é certo é que nas horinhas de aperto é por Ele que se chama. Quando a coizinha pia mais fino, é ouvi-lo a chamar por Ele, fazendo-Lhe mais promessas que um político em campanha eleitoral no Mercado da Ribeira. E não há mal por isso. Só têm é que admitir e sair do armário. Ser crente é estúpido mas não é um crime, não há que se ter vergonha. E assumi-lo é uma grande mas também inglória prova de coragem... Segundo fontes fidedignas, o próprio Deus estará a passar por uma crise de auto-confiança tão grande, que se terá trancado dentro do armário. Será de prever que muito justamente Ele próprio brevemente se venha a tornar no mais convicto dos ateus.
Se respondeu ás alíneas c) d) ou e), todas elas se equivalem, todas elas significam que você é um verdadeiro ateu de alma, carne e osso, resigne-se, um espécime raríssimo portanto. Acredite que sabê-lo não é muito tranquilizador e não será muito útil para a sua vida social e doméstica. Mas tem que se aguentar à bronca e saber que não é o único, que há mais espécimes raros que carregam, tal como você, o pesado fardo de se ser um ateu puro. Descanse portanto, volte calmamente a ponderar a eternamente adiada visita ao psicoterapeuta, cultive-se na diferença procurando refugio na cultura, nas gajas, nas bejecas, no bom humor, e se possível nos fins de semana em hotéis com piscina interior aquecida, jacuzzis, sauna e essas coisas, as suas únicas tábuas de salvação.
Nos próximos posts, mas com a irregularidade que me caracteriza, responderei a mais algumas questões que, estou absolutamente convicto, poderão aliviar o sofrimento e poupar muito valdispert a muito boa alma. Destaco por exemplo as seguintes:
Valerá a pena comprar acções da PT ?
Serei no fundo gay ou apenas à superfície ?
Deverei comprar capas para os bancos do meu automóvel ?
Mudo de emprego ou de corte de cabelo ?
Alguma vez irei para a cama com uma gaja que mereça ser capa da Maxmen ?
Portanto, não percam a esperança de um dia qualquer encontrarem aqui resposta às vossas incertezas, por mais fossilizadas ou em adiantado estado de decomposição que estejam. Se tiverem alguma questão que gostassem de ver contemplada, por mail ou nos comentários, be my guests. Se Eu quiser, responderei a todas com a minha reconhecida sapiência.