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terça-feira, 6 de março, 2007

Encerrado ... | espécie: fora de blog

Recomendo este.

jorge b @ 02:16 PM | Obs (4)
segunda-feira, 15 de janeiro, 2007

A cortar o ar ... | espécie: extracções

Foi quando descobri o legado de um antepassado: um estranho objecto, quase cortante, com o cabo em madeira, pintado de preto, com uma ligeira folga na fixação a uma lâmina enferrujada. Vi que estava ali um provisório 'pequeno sentido para a minha vida': recuperar aquele objecto, restaurar o brilho original da sua lâmina, arranjar aquela folga, fazer da catana que agora me pertencia a mais bem afiada catana do mundo. No Aki adquiro bondex para o cabo, e uma pequena maquineta eléctrica que vem com um kit fantástico de pequenos acessórios próprios para restaurar catanas. Após algumas horas de meticuloso trabalho de lixagem, consigo, eis-me orgulhoso detentor do melhor gadget que um individuo pode ter para descarregar stresses acumulados… A palavra de ordem passa a ser cortar em vez de serrar. Aplico a minha ira sobre a madeira, ramos de arvores, paus bons para arder, encontrados amiúde aqui e ali e que depois da minha intervenção ficam com as dimensões ideais para entrarem pela porta do recuperador de calor.
A catana é um objecto perigoso, eu sei. Só a palavra catana já provoca algum temor. Mas como qualquer outro objecto, é aquilo que fazemos dele. Uma pedra da calçada, na calçada é inofensiva mas nas mãos de um manifestante é um perigoso objecto de arremesso. Depois, vive-se hoje em dia um pouco a histeria dos objectos considerados perigosos. Nos aeroportos até um gancho em metal para o cabelo de senhora é considerado uma potencial arma mortal e, portanto, proibido de entrar nos aviões. Mas então, o próprio pensamento, o corpo humano e aquilo que com ele fizermos, podem ser muito mais perigosos que a catana nas minhas mãos. Fico com muito menos poder bélico que certos gestos, certas palavras, menos perigoso que certos sorrisos, esses sim, por vezes letais. Agora, depois de passar horas a 'catanar' calma e pacificamente, penso que sofro do Sindroma de Sandokan. Explico os meus sintomas: para onde quer que olhe, interrogo-me como seria o efeito da minha catana, sobre o objecto observado. Por exemplo, conseguiria com a minha catana com apenas um só golpe bem aplicado, cortar ao meio a ultima edição do código de processso civil ? Como ficariam o meu telefone, o meu teclado, depois de uma catanada bem assente ? E quantas catanadas seriam necessárias aplicar para reduzir a pó a fotocopiadora que está constantemente a encravar ? Estes e outros mistérios que sei jamais irei desvendar. A catana um dia destes começará a enferrujar de novo. Eu já terei entretanto encontrado um qualquer outro 'pequeno sentido para a minha vida'. Afinal, tem sido sempre assim, vão e vêm, como movimentos de catana, a cortar o ar.

jorge b @ 06:25 PM | Obs (1)
quinta-feira, 11 de janeiro, 2007

Cego de raiva ... | espécie: algures

Aqui há dias ia um ceguinho com a sua bengalita de ceguinho na mão, caminhando hesitantemente pelo passeio, vindo depois até ao rebordo do mesmo, decidido a atravessar para o outro lado da rua. Esperou pelo aviso sonoro do sinal verde para peões e com a sua bengalita lá começou a perscrutar caminho livre para avançar em segurança. Sentindo a presença à sua frente de um automóvel que ali estava estacionado, com a sua bengalita, começou então à cacetada ao capot do carro, enquanto vociferava furioso “estes cabrões estacionam em cima das passadeiras, filhos da puta!!!” e por aí fora, chamando a atenção dos outros transeuntes. Um deles aproximou-se e agarrando-o pelo braço, calmamente disse-lhe: “espere lá amigo que a passadeira não é aí”, encaminhando-o no bom caminho.
A tendência natural das pessoas sem deficiências físicas visíveis é para considerar as outras, denominadas deficientes, como completos coitadinhos, pessoas que além das suas limitações físicas, são igualmente limitados no que toca a sentimentos tão normais como a arrogância e o mau feito. Vêem os deficientes sempre sob uma aureola de sensatez e resignada humildade que, como este episódio verídico atesta, não é verdade. Para mim, que me limitei a observar a cegada, foi uma experiência enriquecedora. Primeiro porque não era o dono do carro que ficou com o capot escavacado, depois porque pude testemunhar in loco um comportamento normalmente irascível que qualquer um pode ter se não estiver nos seus dias, protagonizado por uma pessoa portadora de deficiência física altamente incapacitante como é a cegueira. Qualquer deficiente tem todo o direito de perder as estribeiras, ser uma besta, ficar cego de raiva, como qualquer outro cidadão.
Arte: Alessandro Bavari

jorge b @ 11:16 AM | Obs (3)
quarta-feira, 10 de janeiro, 2007

O estado puro do prazer

Uma equipa de cientistas independente e inexistente propôs-se descobrir que fantasia propiciava mais prazer. Foram submetidos à prova os mais diversos pares, entre eles, um doente e uma enfermeira, um aluno e uma professora, um carteiro e uma dona de casa, um desconhecido e uma desconhecida, um executivo e uma estagiária, um pacato cidadão e uma top model, etc. Testes rigorosos concluíram que, até mais que um homem e uma mulher, ninguém obtém mais prazer do que um macho e uma fêmea.
Arte: Jan Saudek

jorge b @ 05:32 PM | Obs (1)
sexta-feira, 5 de janeiro, 2007

Beber com moderação ... | espécie: extracções

(da série, grandes taradões sem história)

Ofereço-me um creme hidratante. Conversa do rótulo, a aplicação do creme depois do barbear é como se estivessem 5 mil litros de água termal a passar-me pelo rosto. Cativante. Relembro-me então duma ideia, de génio, que apresentei em tempos numa tertúlia de gente desesperada por arranjar ‘um negócio’: Agarrava-se, por exemplo, na Mónica Belucci, punha-se-a nuazinha num daqueles escorregas dos áqua-parques. Despejava-se lá de cima 5 mil litros de água da torneira que passariam pelo corpo da deusa, dotando-a do imaginário sabor do seu corpo, água encorpada, com sabor a Mónica Belucci. Depois de recolhido o precioso liquido, era engarrafado em garrafinhas de 20cl que seriam posteriormente vendidas a um preço exorbitante ao público ávido de refrescar a imaginação. Sem álcool, mas alucinante. No rótulo, a conversa, seria como se estivéssemos a bebê-la.

jorge b @ 03:01 PM | Obs (3)
terça-feira, 2 de janeiro, 2007

O Leonidas é que sabia ... | espécie: algures

(da série, Grandes Taradões da História)

Leonid Brezhnev acompanhado de outro tarado de óculos.

jorge b @ 12:08 PM | Obs (0)
quarta-feira, 27 de dezembro, 2006

8 boas razões para implodir o Cristo Rei de Almada ... | espécie: estudos

A implosão é o método mais seguro embora, como método destrutivo, não dê o gozo que daria a demolição ou a explosão. Esta ultima hipótese, embora mais espalhafatosa e espectacular, poderia trazer consequências catastróficas. Decerto que obrigaria à evacuação de Almada, Lisboa e aldeias limítrofes. Não seria agradável levar com um estilhaço, por exemplo o nariz do Cristo, na cabeça. A hipótese de demolição, pelo contrário, levantaria questões de logística relativa ao alojamento de hordas de demolidores armados de martelo e escopro vindos de todo o mundo que não iriam querer perder a oportunidade de fazer história e participarem na destruição do nefando mamarracho.

O Cristo-Rei do Rio de Janeiro está na short-list para a eleição das 7 maravilhas do mundo. Na eventualidade de ser um dos eleitos, catástrofe ecológica que não será de descurar acontecer, qualquer turista passaria a identificar o até agora meio discreto Cristo Rei de Almada como uma mera cópia fraquinha do Cristo Rei Redentor. Já temos a ponte sobre o Tejo, mera cópia da Golden Gate. Já chega de cópias, obrigado.

O Cristo brasileiro está erigido a centenas de metros acima do nível do mar. A maior parte do tempo está tapado pelas nuvens, felizmente. Ou seja, não é observável por qualquer incauto que ali passe nas redondezas, como acontece ao incontornável Cristo Rei de Almada. Por muito que nos esforcemos, que desviemos o olhar, a atenção, ali está sempre o mamarracho, pois ao invés do brasileiro, montado bem lá no cimo do longínquo Corcuvado, este está montado sobre um planalto, à beira de um precipício. É um objecto arquitectonicamente desproporcionado relativamente à volumetria envolvente ao local onde está implantado e que, portanto, do ponto de vista do ordenamento da orla costeira, deverá ser implodido.

O Cristo Rei de Almada assenta sobre quatro pilares gigantescos que decerto poderiam ser reciclados e utilizados na construção da nova travessia sobre o Tejo. Poupavam-se milhões.

Se por acaso fossemos invadidos por uma super-potencia ateia, à semelhança com o que aconteceu com a invasão dos cristãos americanos ao Iraque, decerto que a força invasora mal conquistasse a margem sul suburbana ataria uma corda ao pescoço do Cristo e a um taque, e faria o mesmo que fez à estátua do Saddam. Antes prevenir que depois ter que limpar entulho.

Com um aeroporto a meia dúzia de quilómetros é completamente irresponsável ter uma espécie que policia sinaleiro com centenas de metros de altura a estorvar o trânsito aéreo. Oxalá nunca aconteça mas seria triste um dia ser notícia de primeira página: “Cristo Rei de Almada decepado pela asa de um Airbus”

Numa época de crise energética em que a poupança de electricidade está na ordem do dia, é irreflectido gastarem-se milhares de kilowats para iluminar a aberração. Calcula-se que a energia mal gasta ali numa semana dava para pagar a assistência médica, os pensos e as pomadas para os calos, dos peregrinos devotos de Nossa Senhora de Fátima, durante uma década.

O que significa afinal um boneco de braços abertos virado para Lisboa ? Está a abençoa-la, como defendem os beatos ? Não parece. O Cristo parece antes estar na eminência de se atirar dali abaixo. É sabido que os desportos radicais fazem bem à adrenalina; mas ter erigida à beira Tejo uma estátua daquela dimensões fazendo a apologia ao bungee-jumping é exagerado.

jorge b @ 09:58 PM | Obs (0)

Vila BES ... | espécie: publicidade gratuita

O Banco Espírito Santo tomou este ano a iniciativa de transformar a histórica vila de Óbidos na histérica Vila Natal. O evento decorre desde 1 de Dezembro até 6 de Janeiro pelo que julgo ser ainda oportuno este post, dirigido principalmente àqueles que terão, como eu tinha, uma pequena curiosidade em saber que palhaçada virá afinal a ser aquilo.
O que é a Vila Natal não cheguei a saber. Mas o autêntico desfile de horrores que era a mostra de árvores de Natal de plástico, decoradas pela sociedade civil das redondezas, colocadas numa rua de acesso à entrada da vila não augurava nada de bom. Fiz centenas de quilómetros para me deslocar ao local e no entanto, o facto de ser cobrada uma taxa à entrada foi o suficiente para me recusar prosseguir com a loucura e preferir morrer na praia. Lá estava inesperadamente uma barraca com o letreiro “bilheteira”, lá estavam naturalmente os picas junto ás cancelas implacáveis com os penetras, e lá estava obviamente uma fila de proporções bíblicas para a comprar dos ingressos a 4€. Em qualquer país minimamente civilizado aquela barraca não ficaria de pé mais de dez minutos. Em Portugal faz-se bicha ao frio para se ser extorquido de livre vontade. Se o BES quisesse cobrar bilhete de ingresso nas suas dependências bancárias estaria no seu direito. Agora usurpar um espaço histórico e público e vedar-lhe o acesso é uma provocação de espírito nada natalício e muito pouco santo. É como se o Banco Millenium cobrasse bilhete a quem contemplasse a árvore de Natal gigante na Praça do Comércio… Bem, é melhor estar calado e não dar ideias!
O único ponto de interesse em Óbidos por estes dias será a fabulosa amostra de pins pornográficos exposta no quiosque do lar de idosos, logo à entrada da vila. Ali poderemos apreciar e adquirir as mais diversas posições do Kama-sutra ao som do jingle-BES.

Nota: foi corrigida a data de encerramento do evento para a data correcta, 6 de Janeiro.

jorge b @ 09:53 PM | Obs (5)
quinta-feira, 21 de dezembro, 2006

O anti-golo ... | espécie: revisões da matéria

Sendo o guarda-redes o jogador mais importante duma equipa de futebol, é injusto que não lhe seja dado o direito de festejar uma grande defesa, que esbraceje esfusiante, que corra em direcção do público em linha recta ou em zigue-zague, que dê piruetas de contentamento, que tire a camisola, como faz qualquer outro jogador quando marca um golo. Antes pelo contrário, ao guarda-redes parece ser exigido que não exteriorize, contenha qualquer sentimento de satisfação ou orgulho que naturalmente sente sempre após uma defesa que evita o golo... Excepção seja feita nos penaltys, porque o próprio guarda-redes sabe que só por milagre defende um penalty, é-lhe concedido então o direito de demonstrar alguma euforia, não pelo mérito, antes pela sorte do momento, porque na verdade qualquer frangueiro consegue defender um penalty, mas só um grande guarda-redes pode fazer uma defesa indefensável, saltar mais alto que o Michael Jordan e ao mesmo tempo ser mais rápido que o Obikuelo, desafiar as leis da gravidade e ainda cair no chão em grande estilo, p’rá fotografia. Ou seja quanto mais espectacular é a defesa, esse outro climax do jogo, proporcionalmente deverá ser a modéstia ou o ar de completa indiferença do guardião após a sua concretização. Tenho presente a cara de enterro que o Vitor Baía fazia sempre que efectuava uma grande defesa, capacidade que o jogador desenvolveu com grande esforço e dedicação. No entanto, qualquer observador mais atento veria no seu rosto o esforço para conter o impulso de gritar "boa defesa!!! sou o maior ãh, sou ou não sou ?! o que era de vocês sem mim ãh ?! quantos já estávamos a mamar se não fosse eu ãh, ãh ?!"
As câmaras fixam-se sempre no guarda-redes após uma boa defesa. E quando é uma daquelas bolas indefensáveis, quando era golo certo, o realizador brinda-nos com uma macro da face do guarda-redes. Aqueles rostos escondem o desejo do grito libertador de afirmação “sou o maior!!!”. Mas ao invés, o guarda-redes é forçado a desenvolver truques, tiques, capacidades psíquicas incríveis para conter ou disfarçar o contentamento, para simular a modéstia que é obrigado a ter. Por exemplo, o Quim do Benfica após uma grande defesa grita sempre com os defesa do género "caralhos deviam estar a marcar aquele cabrão para a bola não lhe chegar aos pés e se chegasse darem-lhe uma sarrafada e se mesmo assim o gajo chutasse colocarem-se entre eu e o caminho da bola para que não tivesse de efectuar esta extraordinária defesa e assim não estar para aqui aos gritos com vocês ao mesmo tempo que me concentro já no canto que vai ser marcado a todo o momento". Foi a maneira que ele lá arranjou de abafar o desejo de celebrar. Já o Ricardo do Sporting nunca precisou de se esforçar em desenvolver qualquer truque porque tal nunca se mostrou necessário.
O golo está sobrevalorizado em detrimento do anti-golo. Os relatadores da rádio nunca dizem “grââââââââân'defesa!”, não se fazem concursos para se determinar “a melhor defesa da época” ou se atribuem prémios “luvas de ouro”. O que é injusto. O guarda-redes continuará a ser eternamente menosprezado porque era o puto mais tosco, logo, aquele que era colocado onde ninguem queria ficar, à baliza.

jorge b @ 11:50 PM | Obs (1)
quarta-feira, 20 de dezembro, 2006

Natal outra vez ... | espécie: extracções

O Natal é uma época de felicidade para o comércio em geral e os comerciantes em particular.

jorge b @ 02:42 AM | Obs (0)
sexta-feira, 15 de dezembro, 2006

O êxodo continua ... | espécie: bola

Depois do amigo (Veiga), do engenheiro (Santos) e do sócio (Vieira), é a vez da namorada. Em tudo aquilo que se está a passar em torno de Carolina Salgado, o que é mais surpreendente não é o pequeno passo que deu, de alternadeira do 'calor da noite' a concubina de Pinto da Costa. Antes o grande salto, do Porto a Lisboa, de namorada do Pinto, a escritora preferida do Barbas. O resto é roupa suja, azul e branca.

jorge b @ 06:07 PM | Obs (3)
quinta-feira, 14 de dezembro, 2006

A cabeça nas paredes ... | espécie: interferências

"Porque continuo a bater com a cabeça nas paredes ? Porque me sabe bem quando paro. "
in, Grey’s Anatonomy, RTP1

jorge b @ 03:40 PM | Obs (0)
quinta-feira, 7 de dezembro, 2006

The Last Self Help Book You’ll Ever Need ... | espécie: digestões

Um paradoxal e interessante manifesto que denuncia a praga dos livros de auto-ajuda; actualmente estão listados no amazon.com 20 mil títulos deste profícuo género.
*
"Uma boa família é um grupo de pessoas disposta a ficar consigo quando a maior parte das pessoas sãs e ponderadas o afastariam."
...
"Todas as pessoas casadas são casadas com um louco."
...
"Nenhum de nós pode de facto, alguma vez, ajudar-se a si mesmo. O verdadeiro poder não é pessoal mas interpessoal.”

"O amor verdadeiro não é um sentimento; é uma decisão. Se pensa que consegue ver o amor ao olhar bem fundo nos olhos do seu parceiro, está enganado. Aquilo que vê são globos oculares.


Paul Pearsall, neuropsicólogo

jorge b @ 11:42 PM | Obs (0)

Larangie ... | espécie: algures

jorge b @ 02:04 PM | Obs (0)
quarta-feira, 6 de dezembro, 2006

Gaja Natal ... | espécie: ícones


Lisboa tem este ano a melhor decoração de Natal de sempre. E este blog, por arrasto, também. Se a qualidade do interior da lingerie alusiva à época é inquestionável, o que verdadeiramente nos dilata as pupilas, o que realmente nos enche a alma de esperança e alegria, é a mensagem natalícia horizontalmente apregoada na obra de arte que vem revolucionar o conceito de out-door do tipo ‘deixa-me desacelerar para ver melhor’. A pequena estendida não se limitou a vender-se à marca Intimissimi. Está ali, à espera. Não à mão de semear, mas acessível. À espera não do special-one, mas da melhor proposta. Desafia-nos a licitá-la ao mesmo tempo que nos diz “Hei, é só isso que tens para me dar ?”. Ela tem um preço, não está num out-door, está numa montra. É democrática, qualquer um a pode licitar, mas cruel, só um a poderá desembrulhar.
Há também o pormenor do saco do Pai Natal onde se recosta languidamente. Onde está então o avô, que presentes encerrará aquela saca de Pandora ?... Como se alguém quisesse saber! “Olha não te importas de chegar para lá que eu gostava de ver o que tem a saca ?” Não, a saca não tem conteúdo, é uma confortável peça de mobiliário, perfeita para assentar as suas belas mãos (repare-se nas unhas, não pintadas que não se anuncia a Cibelle, antes uma jovem que nem sequer precisa de recorrer ao poder electrizante dumas unhas pintadas) e os seus belos cotovelos (sim, ali há beleza em toda a parte, até no cotovelo).
Depois há a tiara, ao mesmo tempo a referência à atleta de leste de patinagem artística num relaxante intervalo da competição, aguardando pela nota “zix-coma-nóine” e também a referência discreta ao conto de fodas clássico, o toque de realeza, onde o fruto habitualmente vedado insinua-se lá do alto à plebe sôfrega.
Além da lingerie vermelha e branca (alusão à quadra) e do sapatinho à Barbie (alusão à boneca que não se consegue manter de pé porque tem uns pés muito pequeninos, sempre deitada portanto, sempre, sempre), ela tem um nome: Ana Beatriz Barros. Para aquelas formas, qualquer nome servia. Ainda assim a informação é essencial se quisermos saber mais pormenores sobre a modelo brasileira deitada no melhor out-door de todos os tempos.

Foto e link: 9-9.blogspot

jorge b @ 02:00 PM | Obs (0)
terça-feira, 28 de novembro, 2006

Oração para a menina tarada ... | espécie: anedotas de elite

"
São Baltazar quero casar,
São Benedito com um rapaz bonito,
São Bento que não seja ciumento,
São Luís que me faça feliz,
São Manuel que seja fiel,
São Irineu que seja só meu,
São Benjamim que goste de mim,
São Virtuoso que seja gostoso,
São Vicente que seja quente,
São Nicolau que tenha um grande pau,
Santa Teresinha que me deixe molhadinha,
Santa Guiomar que saiba pinar,
São Clemente que fôda pela frente,
São Braz que fôda por traz,
São Malaquias que seja todos os dias.
"
recbido via SMS

jorge b @ 09:49 AM | Obs (0)
sexta-feira, 10 de novembro, 2006

A cor do amor ... | espécie: algures

Natália de Andrade, verdedeiramente genial!

jorge b @ 02:07 PM | Obs (0)
quinta-feira, 9 de novembro, 2006

Curado ... | espécie: extracções

Posso afirmá-lo com toda a certeza: estou curado! Passei pelo pasquim e foi-me indiferente, resisti à tentação, ao apelo da leitura fácil, da gula pelas novidades de borla. Estou limpo, voltei ao livro como companhia de viagem. Abandonei o vicio, larguei o Destak.

jorge b @ 09:06 AM | Obs (0)
quarta-feira, 8 de novembro, 2006

Carne ensacada ... | espécie: algures

Farinheiras, buchos, paios, chouriços, bexigas, alheiras, morcelas, o que levam, como se fazem, as diferenças de sabor consoante as regiões, a altura certa para se matar o porco e se comer, os métodos da matança, as técnicas para evitar o ranço e migar a carne, as quantidades de toucinho e sangue, a vinha de alhos, o fumeiro, a lavagem das tripas… Sinto-me sempre um estrangeiro nas ocasionais confraternizações de final da tarde aqui no trabalho. Assisto sempre com um misto de fascínio e perplexidade as acesas discussões e apaixonantes palestras sobre carne ensacada, enquanto rezo para que ainda hajam sais de frutos quando chegar a casa. Para a semana já está marcado novo workshop de enchidos.

jorge b @ 01:21 PM | Obs (0)
terça-feira, 7 de novembro, 2006

Lúbrico com 7 megapixeis ... | espécie: algures

A miopia leva-me a um interessante exercício de voyeurismo em diferido. Na janela em frente ao trabalho, a nova inquilina no 3º andar brinda-me com uma aparição em lingerie. O embaciamento impede-me de apreciar convenientemente o lado de lá da rua. Pormenores e contornos do que revela a vidraça da janela, só mais tarde. O tempo de exposição da modelo é suficiente para um snapshot com o zoom óptico no máximo. Depois, ao perto, no ecrán já desanuviado, o zoom digital faz o resto.
Verdadeiro trabalho de equipa. A máquina já vê melhor que eu… mas nunca saberá apreciar.

jorge b @ 06:05 PM | Obs (0)

Em tensão agónica ... | espécie: interferências

“O amor. A ausência de amor. A impossibilidade do amor. A forma como a realização do amor destrói a sua idealização. A natureza tirânica das relações pessoais, a começar pelas mais próximas – amantes, família, amigos. A tensão agónica entre a busca da segurança afectiva e a liberdade pessoal e poética. A importância da poesia para transformar a tristeza em algo de sublime.”

João Pereira Coutinho, acerca de Philip Larkin

jorge b @ 01:52 PM | Obs (0)
sexta-feira, 3 de novembro, 2006

O Jacques é que sabia ... | espécie: interferências

Pour faire le portrait d'un oiseau

Peindre d'abord une cage
avec une porte ouverte
peindre ensuite
quelque chose de joli
quelque chose de simple
quelque chose de beau
quelque chose d'utile
pour l'oiseau
placer ensuite la toile contre un arbre
dans un jardin
dans un bois
ou dans une forêt
se cacher derrière l'arbre
sans rien dire
sans bouger...
Parfois l'oiseau arrive vite
mais il peut aussi mettre de longues années
avant de se décider
Ne pas se décourager
attendre
attendre s'il le faut pendant des années
la vitesse ou la lenteur de l'arrivée de l'oiseau
n'ayant aucun rapport
avec la réussite du tableau
Quand l'oiseau arrive
s'il arrive
observer le plus profond silence
attendre que l'oiseau entre dans la cage
et quand il est entré
fermer doucement la porte avec le pinceau
puis
effacer un à un tous les barreaux
en ayant soin de ne toucher aucune des plumes de l'oiseau
Faire ensuite le portrait de l'arbre
en choisissant la plus belle de ses branches
pour l'oiseau
peindre aussi le vert feuillage et la fraîcheur du vent
la poussière du soleil
et le bruit des bêtes de l'herbe dans la chaleur de l'été
et puis attendre que l'oiseau se décide à chanter
Si l'oiseau ne chante pas
C'est mauvais signe
signe que le tableau est mauvais
mais s'il chante c'est bon signe
signe que vous pouvez signer
Alors vous arrachez tout doucment
une des plumes de l'oiseau
et vous écrivez votre nom dans un coin du tableau.

Jacques Prevert

Em inglês

jorge b @ 03:07 PM | Obs (0)
quinta-feira, 2 de novembro, 2006

Estribilho do momento ... | espécie: mundo

Os nossos antepassados pré-históricos guerreavam por uma razão muito simples: por territórios que lhes dessem mais caça, para que fossem mais fortes e assim terem as melhores namoradas.
Na idade média guerreava-se também por uma razão muito simples: em nome de Deus, embora o motivo oculto para as hordas de alminhas que alimentavam os exércitos era sempre a expectativa do saque e a violação das namoradas do inimigo.
A guerra moderna, igualmente por uma razão muito simples, é remunerada: continua a fazer-se em nome de um Deus, mas um Deus negro que depois de refinado e transformado em gasolina, alimenta os automóveis com que se impressionam as namoradas. Orson Welles estava certo. Tudo o que fazemos, por uma razão muito simples, é para as impressionar.

jorge b @ 10:56 AM | Obs (0)
sexta-feira, 27 de outubro, 2006

Burton meets Lynch meets Marco Paulo ... | espécie: algures


O melhor anúncio televisivo de sempre.

jorge b @ 01:15 PM | Obs (2)
quarta-feira, 25 de outubro, 2006

A cantina ... | espécie: histórias infilmáveis

Sirvo-me no self-service duma cantina gigantesca onde centenas de funcionários almoçam alinhados. Sou o ultimo a chegar, o único que ainda está de pé. Ninguém fala, mas ouvem-se os talheres a bater nos pratos, o vidro contra a porcelana, os mastigares, barulho anestesiante, suficiente para me impedir de pensar.
Existe um lugar à minha espera, bem lá ao fundo, único lugar vago, e quando começo a percorrer o corredor do meio, entre as mesas, deixo escorregar o prato com a comida da bandeja para o chão. O barulho quebra a monótona sinfonia, faz com que todos parem de comer e se virem na minha direcção. O silêncio é sepulcral, todos me observam, parece-me, atónitos. Baixo a cabeça e observo a comida espalhada no chão. Milhares de pequenos vermes, pequenas lagartas brancas, devoram-na. Dou um passo em frente, continuo, segurando agora a bandeja vazia com o cuidado que há pouco me faltara, como se nada me tivesse acontecido. Na enorme cantina só se ouvem os meus tímidos passos, sempre observados em silêncio por centenas de olhos. Quando chego ao lugar vazio e me sento, todos se levantam e saem interrompendo as suas refeições. Fico sozinho na enorme cantina e pouco tempo depois milhões de vermes sobem às mesas e começam a devorar os restos de comida enquanto eu, finalmente, consigo acordar.

jorge b @ 05:04 PM | Obs (0)
segunda-feira, 23 de outubro, 2006

Deriva tectónica ... | espécie: portugal

1. O governo quer aumentar 6% na tarifa da electricidade… Como fazê-lo sem causar ondas ? No tempo de Sampaio & Santana, o escândalo, a roçar a provocação, teria levado à queda do Governo. Exige-se agora, à cautela, solução engenhosa: um secretário de estado qualquer ameaça com 15% e uma anedota e depois entra em cena um ministro para recuar no aumento, para os desejados 6%. O que fica, é um gesto de boa vontade. Respiramos de alívio, estamos todos agradecidos.
2. Somos as Afinsas dos bancos. Os empréstimos bancários a que todos estamos inevitavelmente agarrados não são mais que investimentos que fazem em nós, nos nossos vencimentos, no nosso trabalho, com o elevado retorno que os juros do crédito hipotecário, do cartão de crédito, do crédito ao consumo, garantem. Ainda assim, a boa fé e a boa vontade de Sócrates é imensa para quem nos explora. Perdoa milhões em dívidas de IRC à banca nacional, a banca que em tempos de crise é sempre quem mais lucra. A comprová-lo, as receitas astronómicas do ano transacto, a grande ebulição que se vive neste apetecível sector para os grandes tubarões, onde todos são potenciais compradores e alvos de compra.
3. Os ministros pretendem auto aumentar-se e legisla-se nesse sentido. 6% é o número desejado, quiçá para fazer face ao aumento da electricidade. Para a função pública e por arrasto para o privado, pouco mais que 1%, e já é com muito boa vontade.
*
A sorte do governo é não haver mato em Portugal. Ardeu tudo, senão fazia-se guerra de guerrilha ou não seja Portugal o mais sul-americano país europeu. Aquando da separação das placas continentais há cerca de 200 milhões de anos, só por lamentável lapso deixamos a Pagea e viemos atrás da Europa… e continuamos.

jorge b @ 07:19 PM | Obs (0)
quinta-feira, 19 de outubro, 2006

Les miserables ... | espécie: extracções

Vejo na televisão uma senhora miserável de corpo disforme. O drama ? A gordura. A senhora teria sobrevivido os últimos anos a comer em excesso e a moldar de forma irremediável o colchão lá de casa. De tão gorda, não se conseguia levantar da cama, não se conseguia por de pé. Comida, higiene diária e outros cuidados estavam a cargo de outra altruísta pessoa que religiosamente ia lá a casa. E o filho, e agora a gorda desata a chorar, o seu filho que faltava à escola para ficar a ajudar a mãe. E mais ninguém. A senhora só está agora ali sentada, apta a aparecer num programa da manhã porque, por caridade de todos nós, o Ministério da Saúde entrara para a banda gástrica. Após alguns meses, reduzido o apetite e o volume, sobrava ainda a parte inestética. Andava mas continuava gorda, drama quiçá maior. Reduzida igualmente a boa vontade pública, pedia-se agora a privada alma caridosa que patrocina-se a operação plástica que se impunha. Terminada a fase do prantos, bem espremida pela apresentadora, chega o happy-ending: Um cirurgião plástico acaba de oferecer-se para efectuar a dita operação… a custo zero!! Palmas, palmas e mais palmas. Ok, parem as cameras, mesmo aí nesse plano, estilo “fiel ou infiel”, pára-pára-pára. O que temos agora no écran é o rosto da senhora gorda. Lembrem-se, ela tem vivido os últimos anos num sofrimento atroz, esteve ali quase meia hora a debitar queixumes duma vida, em nome das audiências. Agora, há cerca de 10 segundos que ela sabe que o seu problema irá ser resolvido. Já foram mostradas as caras de satisfação da plateia idosa, a apresentadora não cabe em si de feliz, o cirurgião está satisfeito com a publicidade, o director da estação com as audiências, e a gorda ? Não era suposto ser ela a pessoa mais feliz do estúdio, já não digo da freguesia ? Obviamente que não. Tirar a infelicidade aquela mulher é tirar-lhe a sua secreta felicidade, a sua forma de viver feliz na miséria. Ela sente, acabará o seu estado de graça, tem dúvidas sobre se poderá viver doutra forma, ter uma vida magra, incertezas que vêm com a felicidade, com a normalidade da massa corporal. Em nítido esforço, deixa escapar um agradecimento cabisbaixo, mas não houve alteração no seu sofrido rosto, a bombástica notícia da operação à borla não alterou minimamente o seu semblante e o espectador mais atento arriscava dizer que em vez da felicidade pelo fim à vista do sofrimento, a gorda experimenta agora o sentimento de perda, da sua gordura, sustento da sua felicidade infeliz.
Nietzsche tinha razão. De entre toda a razão que tinha, escolho esta: os miseráveis, no fundo não querem deixar de o ser. No fundo não querem perder o único poder que têm sobre os outros. O poder de chocar, de causar pena. Dá-lhes um secreto prazer exercerem esse poder, não o querem perder. Não estou a citar, são palavras minhas a partir da ideia do Friedrich, mas a receita aplica-se com perfeição a varias realidades, não só a este televisivo exemplo.
No amor, não há quilos a mais, mas há também miseráveis. Pessoas que, quando amam, se esvaem de auto-estima, espécie de dieta maldita sem alternativa porque outros amores, outras formas de amar, para elas, não existem, não funcionam. Algo comparável com o amor das amantes, das outras, que sonham o triunfante dia em que os respectivos deixarão a família para se dedicarem a elas em full-time… Vivem nessa esperança e sofrimento, nessa expectativa infeliz dessa operação estética, mas no fundo sabem que a acontecer, será o fim. Reconhecê-lo é um sinal de inteligência rara. Há relações que só assim existem, em sofrimento, só assim têm lógica, se alimentam, sub-nutridas, sobrevivem numa saudável anormalidade. Há outras, verdadeiramente impossíveis, que nem assim existem mas viciam quem as vive, quem anda a bater com a cabeça e o coração nas paredes. Ás vezes antes isso que nada, antes essa poesia, pensam os miseráveis, enquanto tanto deles se desperdiça.

jorge b @ 11:55 AM | Obs (0)
quinta-feira, 12 de outubro, 2006

Basta um dedo ... | espécie: ícones


Mia Kirshner

jorge b @ 04:26 PM | Obs (0)
quarta-feira, 11 de outubro, 2006

Ao que um gajo chega ... | espécie: extracções

Vim um relógio da Tissot com numeração romana e achei-o bonito. Estou tentado a comprá-lo.

jorge b @ 04:33 PM | Obs (0)
terça-feira, 10 de outubro, 2006

Magnanimidade ... | espécie: algures

foto de jan saudek"
- Chefe… Amanhã preciso de faltar… Vou ter que meter mais um dia de férias…
- Outra vez ?!!! Já não faltaste na semana passada ?
- Sim é verdade…
- Epá, tens que controlar isso, não podes andar sempre a meter dias de férias…
- Tenho aí um esquema por fora…
- Um esquema?!!
- … sim, ela é de Coimbra…
- Oh seu caralho, já podias ter dito. Falta lá então e não precisas de meter o dia!
"

jorge b @ 06:46 PM | Obs (0)

Foi ao BES ... | espécie: anedotas de elite

"Um homem assaltou uma dependência do BES em Setúbal... Mas porque fez uma coisa destas?! Provavelmente não tinha pais ricos, não lhe saiu a lotaria... então foi ao BES!"
recebida por SMS

jorge b @ 11:30 AM | Obs (0)
segunda-feira, 9 de outubro, 2006

895 gramas ... | espécie: deus, patrocinador oficial

Invariavelmente encontro sempre o mesmo livro nas mesas de cabeceira dos quartos de hotel. Não um livro de bolso, não um policial esfarrapado, um borda d’água, não um livro do patinhas, que qualquer livro que fosse não estaria a salvo do gamanço instituído, o mesmo tipo de gamanço que ocorre com as toalhas que continuam a ser o calcanhar de Aquiles dos hotéis. Estes esforçam-se por não deixar nos quartos nada que possa ter aspecto de souvenir. Mas querem dar ao hóspede algo mais para ler que as brochuras com a publicidade e normas de funcionamento interno. É natural que recorram pois à bíblia. É um livro, tem essa solenidade, decoração perfeita para uma mesa de cabeceira, o único livro que ninguém gama. Quem iria gamar algo tão pesado e inútil ?

jorge b @ 11:08 AM | Obs (1)
sexta-feira, 6 de outubro, 2006

2nd life ... | espécie: algures

foto de Jan SaudekEntro numa discoteca. Está animada. Mais mulheres que homens. Estranho, mas agradável. Muito mais mulheres. Dançam sozinhas. È a primeira vez que ali estou. A um canto, por detrás de um vazo enorme com uma palmeira, estão mais duas mulheres. Uma tem a outra, visivelmente mais nova, de gatas no chão, por uma coleira. Aproximo-me e fico ostensivamente a observá-las, em silêncio. “Hi honey, there are plenty of girls around…” Adoro quando me tratam de ‘honey’. “I’m curious about what you two are doing…”. “Honey”, outra vez, adoro, “what do you think we’re doing ?... ” A conversa decorre entre um estreante e céptico, uma experiente e convicta mistress, e uma jovem submissa que se mantém sempre de gatas, de coleira. É o seu prazer. “But honey, where else three persons, me from north américa, you from europe, and another from midlle-east, could be talking like we are ?...” De facto, se na RL (real life) nos encontrássemos por acaso no bar de um hotel, se por acaso as visse, mestre e serva, a um canto do bar, dificilmente me aproximaria, dificilmente trocaríamos uma palavra que fosse.
Ali não, aconteceu, milagre da comunicação. Depois de meia hora de conversa, quando nos despedimos, depois de nos adicionar-mos como amigos, depois dela dar um abraço no ‘honey’, ele rende-se. Second Life não é apenas um jogo on-line. É um jogo demasiadamente real.

jorge b @ 11:38 AM | Obs (0)
quarta-feira, 4 de outubro, 2006

Antes de usar ... | espécie: algures

jorge b @ 11:44 PM | Obs (0)

A melhor música de sempre, hoje ... | espécie: interferências

"Lo-fiction" by Jori Hulkkonen in "Dualizm"

jorge b @ 10:03 PM | Obs (0)

Closing Bartiromo ... | espécie: ícones

Não sei se é aquele seu imutável ar de todas as noites, de quem acordou há bocado, de quem esteve na noite anterior na borga até ás tantas a comemorar o momentum do bull market, aquelas olheiras bem disfarçadas pelos milagres da maquilhagem, olheiras não de noites mal dormidas, antes de breves sonos diurnos, intervalados com preocupações triviais como, como fechou o HANG-SENG, como abriu o FUTSIE, como estão os futuros do DOW… Mas os tickers não flúem pelo ecrã da mesma maneira e o “Closing Bell” nunca soa tão bem quando não é apresentado pela Maria, a apresentadora viva mais sexy do mundo.

jorge b @ 11:01 AM | Obs (0)
terça-feira, 3 de outubro, 2006

Sexo amor sexo amor sexo ... | espécie: fora de blog

Dentro em breve, quando os crawlers do google por aqui passarem, este será o unico blog do mundo a aparecer naquele motor de busca quando alguém efectuar a pesquisa "sexo amor sexo amor sexo". Fantástico!...

jorge b @ 12:18 PM | Obs (1)

O Fernando é que sabe ... | espécie: interferências

"Ninguém ama o eterno. Amamos o que podemos perder."
Fenando Savater, escritor e filósofo espanhol

jorge b @ 12:14 PM | Obs (0)

Que bem se estava agora em Munique ... | espécie: algures

Os tremoços levo eu!

jorge b @ 09:24 AM | Obs (0)
segunda-feira, 2 de outubro, 2006

Consome filha! ... | espécie: extracções

Mama mama papa papa bebe bebe fuma fuma toma toma chupa chupa upa upa come mama consome papa consome CONSOME FILHA !”
“Mama papa” dos Repórter Estrábico.

Tudo o que pode ser quantificado pode ser transaccionado… com lucro para alguém. E como somos altamente quantificáveis, cada vez mais, somos medidos, pesados, avaliados, e ocupamos espaço, e fazemos barulho, lixo, somos seres orgânicos, temos vontades e desejos, temos que pagar a alguém este grande favor que é estarmos vivos. Bem pago, com esforço, escravidão, com dever, sempre maior.
A vida é um bem valioso, demasiadamente valioso para que passe ao lado do mercantilismo reinante.

jorge b @ 01:52 PM | Obs (4)
domingo, 1 de outubro, 2006

U2be ... | espécie: fora de blog

Todos os sketches ou quase todos, dos Gato Fedorento, aqui.

jorge b @ 09:07 PM | Obs (0)

100 ... | espécie: fora de blog

jorge b @ 08:40 PM | Obs (0)
quinta-feira, 28 de setembro, 2006

Inseparável ... | espécie: revisões da matéria

De toldo em toldo, por entre os beirais, debaixo das varandas… Arrependo-me de não ter comprado aquele distinto guarda-chuva em Oxford. Imagino quantas e quantas vezes coleguinhas invejosos me perguntariam “epá que guarda-chuva espectacular tens tu, bem melhor que o meu, oferecido pela minha sogra e que está para aqui cheio de problemas, principalmente infiltrações!”. E ferrugem nas varetas, acrescentaria eu, e já agora, o botão da ignição ainda funciona ?
Sempre que chove é assim, aquele guarda chuva não me sai da cabeça, da minha cabeça inundada, que não é impermeável como o resto do meu corpo.
Todos os guarda-chuvas deviam ser comprados em lugares solenes, históricos como Oxford, Vaticano ou Pigalle. E aquele, tenho a certeza, era especial, arriscaria dizer que era o guarda-chuva da minha vida, aquele guarda-chuva que toda a gente sonha um dia comprar. Era um guarda chuva com cabo em madeira, mas madeira genuína, bem polidinha e envernizada. Não me admiraria que tivesse sido esculpido à mão, madeira de uma árvore nobre, esculpida por artesãos de uma tribo africana em vias de extinção. O tecido negro desenvolvido num laboratório da NASA, capaz de repelir a mais avassaladora das monções marcianas. Ainda me lembro quando o vi, foi como se tivesse sido ontem antes do almoço. Estava um dia de sol radioso e enquanto a maralha se encontrava entretida na loja a comprar pólos e t-shirts a dizer Oxford em letras grandes na parte da frente, eu estava de volta do guarda-chuva, o único guarda-chuva com cabo de madeira escura, bem polidinha, que estava naquele cesto esquecido no meio da loja. Estive ali uns bons quinze minutos naquele “levo, não-levo, levo, não-levo, levo, não-levo, levo, não-levo, levo, não-levo, para quê estas manias, levo, não-levo, levo sim, não levo não, levo, não-levo, levo, levo, não-levo, levo, é caro, não-levo, levo, não-levo, levo, não-levo…”… Tomei a decisão de que hoje me arrependo sempre que me chove em cima.
Já perdi dezenas e dezenas de guarda-chuvas comprados aqui e ali, quase sempre em aflição ou numa ronda tediosa por alguma loja do chinês. Perco-os todos porque não têm o significado especial que, tenho a certeza, aquele teria. Quantas vezes me levantei do banco de um transporte publico e passados alguns momentos me apercebi “olha esqueci-me do guarda chuva no banco do transporte público” e de seguida raciocinei “espera, não está a chover, aquele guarda-chuva no fundo não me diz nada, não vale a pena ir feito doido atrás do transporte público para o resgatar, deixa-o seguir o seu destino que, decerto, será servir de uso a utente mais necessitado que eu. Mas agora reparo, ainda estou dentro do transporte publico… que se lixe o guarda-chuva!”. É pena que esse utente necessitado que por vezes sou eu, nunca tenha encontrado um guarda-chuva perdido. O que me leva a concluir que, à excepção de mim, toda a gente tem um guarda-chuva que além de o proteger da chuva, lhe diz alguma coisa, é especial o suficiente para dele nunca se separar.

jorge b @ 09:42 AM | Obs (2)
quarta-feira, 27 de setembro, 2006

#17 ... | espécie: anedotas de elite

"
Uma mulher mal encarada e muito, mas muito muito feia, entra na Mothercare com duas crianças.
O gerente da loja pergunta à mulher:
- São gêmeos ?
A mulher faz uma careta medonha ficando ainda mais feia, como se fosse possível, e diz:
- Não, seu curioso de merda! O mais velho tem 9 e a mais nova tem 7. Porquê ?... Acha que eles são tão parecidos assim, seu idiota ?
- Não - diz o gerente - custa-me é acreditar que a senhora tenha sido comida mais que uma vez!
"
in my mailbox

jorge b @ 03:56 PM | Obs (0)

Momentos expresso ... | espécie: histórias infilmáveis

No sábado cheguei ao quiosque ao pé da minha casa e perguntei, Tem o expresso ? Não, ainda não chegou. E eu disse, Saí de casa de propósito para comprar o expresso e afinal ainda não chegou… ah, ah, ah. Então fui apanhar o comboio e no quiosque da estação perguntei, Tem o expresso ? Não, já esgotou. E eu disse, Quer dizer, saí de casa de propósito para comprar o expresso e no quiosque ao pé da minha casa disseram-me que ainda não tinha chegado, e aqui dizem-me que já se esgotou… ah, ah, ah. Depois apanhei o comboio e fui até Lisboa. À saída da estação havia um quiosque e eu perguntei: Tem o expresso ? Não, já não tenho. E eu disse, Já viu, saí de casa de propósito para comprar o expresso e no quiosque ao pé da minha casa disseram-me que ainda não tinha chegado, no quiosque da estação do fogueteiro disseram-me que já se tinha esgotado e aqui dizem-me que já não têm… ah, ah, ah. Então fui passear até ao centro comercial colombo e entrei numa papelaria e perguntei, Tem o expresso ? Não vendemos o expresso. E eu disse, Isto é que é hein!! Saí de casa de propósito para comprar o expresso e o no quiosque ao pé da minha casa disseram-me que ainda não tinha chegado, no quiosque da estação do fogueteiro disseram-me que já se tinha esgotado, na estação de sete rios disseram-me que já não tinham e aqui dizem-me que não vendem… ah, ah, ah. Então finalmente apareceu uma ambulância e eu aproveitei.

jorge b @ 03:14 PM | Obs (0)
terça-feira, 26 de setembro, 2006

Untouchable ... | espécie: algures

"
I turn my camera on
I cut my fingers on the way
They way I'm slippin away
I turn my feelings off
Y'made me untouchable for life
And you wasn't polite

It hit me like a tom
You hit me like a tom
On on and on

When I turn my feelings on
I turn my feelings on inside
Feel like I'm gonna ignite
I saw them stars go off
I saw them stars go off at night
And they're looking alright

Keep on blowin up
Keep on blowin em off
Get up roll it out
Keep on showin em out
"

Som: Spoon (remix de John McEntire, recomendada)
Imagem: Alessandro Bavari

jorge b @ 11:34 AM | Obs (4)
segunda-feira, 25 de setembro, 2006

As Extreminadoras ... | espécie: digestões

"Corriam rumores de que ela podia farejar um homem a cinco quilómetros de distancia."
...
"- Suína! Cabra! Tiveste-me a noite passada. Não fui suficientemente boa ? Os meus seios não estiveram a teu gosto ? Não fiz o que devia com a minha lingua ?"
...
"- Eu amo-a, ouves ? Eu amo-a! Tu podes ter dormido com ela, mas eu amo-a!"
...
"- Nem eu te seduzirei, nem tu te servirás do punhal em mim. Dormiremos e tentaremos esquecer o mundo que nos destrói a ambos. Achas uma troca justa ?"
...
"- Nunca tinha visto lágrimas nos olhos de um homem.
- Então aprende alguma coisa com elas, cabra! Aprende alguma coisa!"
...
"- Amo-te! Amo-te e não quero pensar mais. Ajuda-me! Faz o meu cérebro parar de pensar. Impede-o de qualquer forma."
...
"- Odeias-me ?
- Odeio-me a mim próprio. E tu tornaste-te parte de mim próprio. Serve-te a resposta ?"
...
"- Faz-nos um bom fogo, e depois podemos abraçar-nos e adormecer como tu querias. Se houver pesadelos, afunda-los-emos em orgasmos."

jorge b @ 01:23 PM | Obs (0)
domingo, 24 de setembro, 2006

Conversa de clitóris ... | espécie: anedotas de elite

"Encontram-se duas vaginas:
- Ouvi dizer que eras frígida...
- Qual quê !?... Não ligues, são as más linguas."

in my mailbox

jorge b @ 07:48 PM | Obs (1)

How to make ... | espécie: fora de blog

Iraq free, Bush falls, a blow job, music and a Picasso head.

jorge b @ 05:59 PM | Obs (0)

Os Persas é que sabiam ... | espécie: interferências

"É sinal de fraqueza falar quando é preciso estar calado e estar calado quando é preciso falar."
Provérbio

jorge b @ 05:35 PM | Obs (6)
sexta-feira, 22 de setembro, 2006

Meiguices para cadelas infiéis ... | espécie: mundo

“As esposas virtuosas obedecem incondicionalmente ao marido. As desobedientes devem ser por ele afastadas da sua cama e espancadas.”
Corão

“O homem é o senhor indiscutível, o dono absoluto da família. A mulher não pode revoltar-se contra a sua autoridade e, se ousar fazê-lo, é necessário esbofeteá-la.”
Livro de Qaradhami

“Usar um pau fino e leve, útil para lhe bater também de longe. Bater-lhe apenas no corpo, nas mãos e nos pés. Nunca no rosto, senão vêem-se as cicatrizes e os hematomas. Lembrem-se de que os espancamentos devem fazer sofrer psicologicamente e não só fisicamente.”
Imã Mohammed Kamal Mustafá

“A recompensa daqueles que corrompendo a Terra se opõem a Alá e o seu Profeta será a de serem assassinados ou crucificados ou amputados nas mãos e nos pés, ou seja, serem banidos com infâmia deste mundo.”
Corão

Era a mais mediática voz que dissecava e denunciava a mediocridade implicita e explicta nos textos do Corão e da religião Islâmica. Travava nos ultímos anos uma luta contra o cancro e contra os fundamentalistas, tendo falecido às mãos do primeiro. Ambos tinham-na condenado à morte. Persseguida, vivia meio anonimamente em Nova Iorque, denunciava aquilo que dizia ser uma islamização da sociedade ocidental em curso. À custa da nossa tolerância, os pilares da nossa civilização estavam a ser minados por dentro. Pode parecer uma visão algo radical, mas quem ler por exemplo "A Força da Razão", escrito depois do 11 de Setembro, encontrará motivos mais que preocupantes que fundamentam aquela ideia. Oriana Fallaci morreu no passado dia 15 de Setembro.

jorge b @ 09:44 AM | Obs (1)
quarta-feira, 20 de setembro, 2006

A palavra F ... | espécie: revisões da matéria

Vejo uma série televisiva de lésbicas no canal 2 e aprendo algumas coisas: que uma “obsolésbica” (de lésbica obsoleta) é uma lésbica que já não exerce, que assim como existem clínicas para alongamento do pénis, existem clínicas para rejuvenescimento da vagina, visando esta intervenção não só o restauro estético mas também o estreitamento do órgão sexual. “Querida porque vais fazer isso ? Já és tão apertadinha…(personagem lésbica dixit). Aprendo também que é possível a fertilização no lar lésbico, do género, “pronto querida, agora vou penetrar-te… com esta seringa, este tubinho, e este esperma de um preto qualquer, ahahahah(delírio do autor do blog).
Acima de tudo constato a facilidade de engate que existe naquele universo. Só Deus sabe o contorcionismo que os heterossexuais têm de fazer para engatar, no meu caso, a dificuldade que tenho em encontrar uma tipa com os copos, à noite no Bairro Alto. Facilidade de engate e espontaneidade já por mim igualmente constatada entre o meio gay masculino. Nunca vi malta ir de um olhar ao linguado em tão poucos segundos. Uma vez estava no Frágil e vi um puto novo a dançar no meio da pista aos beijos com outro. Escusado será dizer que a cena deu-me volta ao estômago, pareceu-me repugnante, etc, e assim afirmar a minha masculinidade. Naquele momento presumi serem namorados mas, entre dois goles na imperial, a coreografia fez o rapazinho voltar-se para o outro lado e começar aos beijos com outro puto apanhado completamente desprevenido. Dificuldade, só mesmo entrar no Frágil.
Mas a facilidade de engate nas lésbicas lindas de morrer como as da série é tal que uma das personagens desenha no computador uma teia de ligações com dezenas e dezenas de lésbicas que entre si fornicam ou já fornicaram, resultando numa interessante emaranhado gráfico de onde podemos facilmente concluir o regabofe que deve ser, e quão divertido deve ser, ser lésbica.
Como dizia um amigo meu, “epá se fosse mulher era uma granda puta!”. Eu não iria tão longe. Mas lésbica era, de certezinha.

jorge b @ 10:17 AM | Obs (0)
segunda-feira, 18 de setembro, 2006

O mãozinhas ... | espécie: deus, patrocinador oficial

Ao longo dos tempos, e depois de toda a trabalheira que foi a Criação, têm sido diversas as intervenções divinas. Deus tem sempre intervido nos momentos cruciais da história da Humanidade. Assim de repente lembro-me apenas daquele célebre jogo de futebol no mundial do México, há 20 anos atrás, quando a mão de Deus entrou em campo permitindo a vitória de Maradona sobre a selecção inglesa, no mais celebre golo batoteiro da história. Ah, lembro-me agora que sábado passado, a mão de Deus voltou a ser decisiva na derrota do Sporting. Mas devem existir inúmeros outros exemplos. Como a mão que comandava os aviões contra as torres do WTC, só poderia ser divina, versão árabe. Terá sido igualmente a mão de Deus que pegou num telefone e alegadamente ligou a determinadas pessoas avisando-as para que naquele dia não fossem trabalhar nas torres. Deus tem múltiplas personalidades, múltiplas variantes, uma esquizofrenia grave, um caso clínico sem cura.
Mas é na intimidade de cada um de nós, no dia a dia de cada ser humano, que se sente a presença de Deus. Deus está em todo o lado e sempre connosco, para nos proteger, nos auxiliar, para nos dar força, para nos dar uma mãozinha quando é preciso. Deus preocupa-se com o nosso bem estar físico e psíquico, Deus preocupa-se com a nossa saúde sexual e as doenças sexualmente transmissíveis. Daí que Deus dê sempre uma mãozinha ou uns dedinhos, para que possamos usufruir da forma mais segura de sexo que existe: a masturbação.
Parece que a bíblia condena algures o derramamento de sémen em vão. Não podemos considerar tal uma alusão à masturbação. Antes ao milenar coitus-interruptus, técnica indecorosa que culmina com um cum shot e que visa interromper, de forma gratuita e contra a vontade divina, o fluxo de novos filhos de Deus na Terra. Veria pois com normalidade o Santo Padre apelar à prática generalizada da masturbação, quantas e quantas vezes necessária para apaziguar o desejo incontrolável de comer a mulher do próximo e assim pecar. Um tipo ficar sem o seu lugarzinho no céu apenas porque foi para a cama com a mulher do vizinho do 5º esquerdo, é demasiadamente cruel. Mais vale esgalhar o bicho! Assim como, porque Portugal não é propriamente conhecido como sendo um país fabricante de preservativos, veria com a mesma naturalidade Sócrates apelar ao Onanismo num esforço de equilibrar o deficit externo. Um patriot act á portuguesa! Não se conhecendo nenhum fabricante nacional de Camisas de Vénus, será de considerar que todos os milhões de preservativos consumidos anualmente em Portugal são de importação, com as graves consequências a nível económico que daí advêm. Também do ponto de vista ecológico, quantas vezes não vamos calmamente a percorrer os areais das praias, e tropeçamos amiúde em camisas de vénus utilizadas, trazidas ou à espera de serem levadas pelas ondas. A extinção do nada bio-degradável artigo impunha-se e a masturbação, se Deus quiser, pode ser a solução!
Eu sempre desconfiei como é que uma pessoa sozinha pudesse sentir tanto prazer munida apenas do seu próprio corpo e de uma imaginação prodigiosa. Sei-o hoje, as minhas duvidas tinham razão de ser. Quando se bate uma (tocar uma, se estivermos acima do Mondego), não estamos sozinhos entregues às nossas fantasias. Temos a companhia divina. O órgão é nosso, mas aquela é a mão de Deus, a prova que Ele nos ama mas ninguém nos mama.

jorge b @ 02:37 PM | Obs (1)

Vil ... | espécie: extracções

Prova nº 1246: Nunca faço forward de mailes com apelos desesperados e fotografias de pessoas e crianças desaparecidas. Acho inútil. Só o faria se fosse traficante de pessoas ou pedófilo e pertencesse a alguma rede. Assim como faço forward de todos os mailes a achincalhar o Benfica, precisamente porque sou do Benfica.

jorge b @ 11:04 AM | Obs (0)
terça-feira, 12 de setembro, 2006

#2 ... | espécie: my bookmarks

jorge b @ 01:41 PM | Obs (3)
sábado, 9 de setembro, 2006

Insónia ... | espécie: revisões da matéria

Vejo um programa chamado fiel ou infiel, na TVI. A lógica é a seguinte: põem uma tipa completamente irresistível a dar emprego a um tipo qualquer das obras, oferecendo-lhe um valente ordenado, o seu chorudo corpo e demais mordomias caseiras, entre as quais o luxo dos seus aposentos e um marido ausente. No estúdio a namorada acompanha em diferido a cena filmada à socapa, na expectativa de ver o amado resistir à tentação da sedutora. O apresentador, um brasileiro fã de laca para o cabelo e de calças à meia canela, vai gozando o prato, lançando discretamente achas para a fogueira alimentada pela traição que se vai avizinhando à medida que a loira tentadora de serviço se vai despindo e acariciando a vítima que de nada desconfia.
Às tantas o dito brasileiro começa a conjugar para o público presente o verbo Freud, eu Freudo, tu Freudes, ele Freude, nós Freudemos, vós Freudeiam, eles Freudem. Um momento bonito de televisão.
Além da eventual palhaçada que o programa gera, levantam-se questões pertinentes sobre a fidelidade, no caso, a masculina. Na circunstancia em que estava o pobre aventurado, 99,99% dos homens não resistiriam a comer a tipa, por mais comprometido e respeitável chefe de família que fosse. Portanto, não temos que o censurar, inclusive a namorada que só o fez, e com razão, porque de facto o tipo podia fazer as coisas sem necessidade de a achincalhar. Optou pela técnica do coitadinho, algo que por mais sincero que fosse, dispensava-se em nome do bom carácter. Mas foi a forma que o tipo entendeu ideal de criar cumplicidade, de pôr as mãos com outro à vontade no tesouro que tinha pela frente.
Ora, apenas estando reunidas todas as condições que a seguir se descriminam, poderia qualquer um de nós homens estar a salvo duma investida por parte duma loira daquele calibre (atenção, note-se que a tipa ás tantas põe-se de cuequinhas e de gatas, gatinhando à volta da incrédula vítima):
- Estar completamente satisfeito e